A ESPACIALIDADE NA PINTURA

  • Giovana Santos Dantas da Silva Instituto Federal da Bahia

Resumo

A maior parte das questões que são levantadas nas diversas áreas que discutem aspectos e conceitos das artes visuais está relacionada ao envolvimento do artista e do espectador com o objeto artístico. A espacialidade contemporânea coloca em movimento o mundo da obra e o mundo em comum, que trocam de posição sem cessar. O espaço plástico na pintura, na escultura, na instalação, na fotografia e no cinema, ou seja, no campo das artes visuais em geral, tem sido concebido com o propósito de envolver o espectador, fazendo-o interagir com a obra e modelando, assim, a qualidade da experiência que emerge da sua relação com esta. Por este motivo, o estudo do espaço vem sendo alvo de constantes reformulações nas práticas e teorias estéticas contemporâneas. Às vezes, torna-se difícil afirmar se essas mudanças acompanham as transformações sociais e políticas ou se a maneira nova de olhar, compreender e representar o mundo interfere, por sua vez, nas revoluções e na história do homem. O desenho da "mão em negativo" nas paredes das cavernas possui a sua referência de espacialidade. A ideia da pintura como representação mimética da realidade, que oculta as convenções de sua construção, faz parte de uma tradição que se inicia no Renascimento e se estende até o século XIX. Essa ideia vai ser contestada pela arte moderna.

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Biografia do Autor

Giovana Santos Dantas da Silva, Instituto Federal da Bahia
Doutora em Artes Cênicas-UFBA/Instituto Federal da Bahia-IFBA
Publicado
2021-12-24