CHANACOMCHANA
Resistência Lésbica Durante à Ditadura Militar com a Análise da Primeira Edição de 1982
Resumo
Este artigo examina o CHANACOMCHANA (1982-1987), uma publicação criada por mulheres lésbicas durante a fase de redemocratização da ditadura militar no Brasil. A análise da primeira edição do periódico, embasada nas obras de Monique Wittig, Judith Butler e Audre Lorde, desvenda como o boletim operou como uma ferramenta de resistência política e cultural. O artigo demonstra que o boletim desafiou ativamente o silenciamento da lesbianidade, o falocentrismo e a heteronormatividade predominantes. A contextualização do surgimento do boletim é crucial ao revelar seu surgimento em um cenário de repressão institucional, onde lésbicas enfrentavam exclusão tanto da sociedade em geral quanto dos próprios movimentos feministas e homossexuais da época. Assim, a publicação se estabeleceu como um espaço de visibilidade e construção identitária para mulheres lésbicas.
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