CHANACOMCHANA

Resistência Lésbica Durante à Ditadura Militar com a Análise da Primeira Edição de 1982

  • Karina Tomaz da Silva Universidade Federal de Pelotas
  • Darcylene Pereira Domingues Universidade Federal de Pelotas
Palavras-chave: Lesbianidade, Resistência, Ditadura Militar, Visibilidade Lésbica

Resumo

Este artigo examina o CHANACOMCHANA (1982-1987), uma publicação criada por mulheres lésbicas durante a fase de redemocratização da ditadura militar no Brasil. A análise da primeira edição do periódico, embasada nas obras de Monique Wittig, Judith Butler e Audre Lorde, desvenda como o boletim operou como uma ferramenta de resistência política e cultural. O artigo demonstra que o boletim desafiou ativamente o silenciamento da lesbianidade, o falocentrismo e a heteronormatividade predominantes. A contextualização do surgimento do boletim é crucial ao revelar seu surgimento em um cenário de repressão institucional, onde lésbicas enfrentavam exclusão tanto da sociedade em geral quanto dos próprios movimentos feministas e homossexuais da época. Assim, a publicação se estabeleceu como um espaço de visibilidade e construção identitária para mulheres lésbicas.

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Biografia do Autor

Karina Tomaz da Silva, Universidade Federal de Pelotas

Mestranda do Programa de Pós Graduação em História pela Universidade Federal de Pelotas.
E-mail: karinatomazdasilva@gmail.com Lattes http://lattes.cnpq.br/4773379783942621 .

Darcylene Pereira Domingues, Universidade Federal de Pelotas

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em História pela Universidade Federal de Pelotas. E-mail: darcylenedomingues@gmail.com Lattes: http://lattes.cnpq.br/1116806849100317 ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1475-0577 .

Publicado
2026-03-30
Como Citar
Tomaz da Silva, K., & Pereira Domingues, D. (2026). CHANACOMCHANA: Resistência Lésbica Durante à Ditadura Militar com a Análise da Primeira Edição de 1982. Revista Discente Ofícios De Clio, 10(19), 140-157. https://doi.org/10.15210/clio.v10i19.31290
Seção
História lésbica: narrativas, epistemologias e interseccionalidades