Garanhão do cativeiro ou corpo subjugado?

A reprodução de escravizados sob a lógica colonial

  • Clodoaldo Matias da Silva Universidade Federal do Amazonas
Palavras-chave: Corpo negro, Educação, Escravidão, Memória, Racismo estrutural

Resumo

O artigo analisa a reprodução forçada de pessoas escravizadas no Brasil como prática de dominação colonial e de acumulação patrimonial, tomando Pata Seca como figura simbólica. Examina como a reprodução compulsória atuou como estratégia de controle social, econômico e racial, articulando história social, pedagogia crítica e epistemologia decolonial. A análise abrange quatro eixos: contexto histórico, corpo negro como território de exploração e resistência, conflitos entre memória e apagamento institucional, e implicações pedagógicas. Conclui que reconhecer a reprodução forçada como política sistemática e abordá-la no ensino fortalece a reconstrução de narrativas negras e o enfrentamento do racismo estrutural.

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Biografia do Autor

Clodoaldo Matias da Silva, Universidade Federal do Amazonas

Mestrando em Antropologia Social pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM. Especialista em Ensino de Filosofia, Sociologia e História; Neuropsicopedagogia e Psicanálise Clínica; Psicanálise, Psicoterapia e Psicopatologia do Adolescente; e, Cultura Indígena e Afro-brasileira pela Faculdade do Leste Mineiro - FACULESTE. Graduado em Geografia pelo Centro Universitário do Norte - UNINORTE. Membro do Núcleo de Produção Científica e Editoração do Curso de Direito da UEA - NEDIR/UEA. Editor Assistente da Equidade: Revista Eletrônica de Direito da UEA. E-mail: cms.1978@hotmail.com. Lattes: http://lattes.cnpq.br/0610689835831570. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3923-8839.

Publicado
2026-03-30
Como Citar
Matias da Silva, C. (2026). Garanhão do cativeiro ou corpo subjugado? A reprodução de escravizados sob a lógica colonial. Revista Discente Ofícios De Clio, 10(19), 381-400. https://doi.org/10.15210/clio.v10i19.31304