No berço do mar da Glória, a única proteção

maternidade, emoções e infanticídio no Rio de Janeiro (1842-1844)

  • Nubia Sotini dos Santos Universidade Federal de Pelotas
Palavras-chave: Infanticídio, Maternidade, Trabalho Reprodutivo, Ama de Leite

Resumo

Este trabalho investiga o caso de Angela Maria, uma mulher escravizada que foi julgada e absolvida por infanticídio no Rio de Janeiro em 1842, articulando maternidade, trabalho reprodutivo e punição na escravidão. A partir da análise da imprensa jurídica, objetivo tencionar que sua experiência enquanto mulher, mãe, esposa e trabalhadora foi atravessada pelo ofício de ama de leite, pelas rupturas de vínculos familiares e a ameaça de coerção. Argumento que, a partir das fontes estudadas, o gesto extremo de Angela Maria evidencia os limites impostos à maternidades de mães escravizadas e a precarização estrutural que regulava a vida e a reprodução de mulheres escravizadas no século XIX.

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Biografia do Autor

Nubia Sotini dos Santos, Universidade Federal de Pelotas

Graduada em História (Licenciatura) pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS); Mestra em História pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE); Doutoranda em História pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) sob a orientação da Prof.ª Dr.ª Lorena Almeida Gill. Bolsista CAPES. E-mail: nubiasotini.santos@gmail.com; Lattes: http://lattes.cnpq.br/7812386469534598

Publicado
2026-04-27
Como Citar
Sotini dos Santos, N. (2026). No berço do mar da Glória, a única proteção: maternidade, emoções e infanticídio no Rio de Janeiro (1842-1844). Revista Discente Ofícios De Clio, 11(especial), 73-93. https://doi.org/10.15210/clio.v11iespecial.31454
Seção
Anais do VII Encontro Discente do Programa de Pós-Graduação em História da Unive