O Ritual como Instrumento Diplomático

divergências no padrão de cerimônias de recepção sob Constantino VII e Aleixo I

  • Leonardo da Silva Lopes Universidade Federal de Pelotas
Palavras-chave: Bizâncio, Cerimônias, Diplomacia, Ritual de Corte

Resumo

Em Bizâncio, o espaço cerimonial tornou-se um modo de reforçar a posição de poder dos seus governantes através de serviços religiosos, rituais de corte e o contato com emissários estrangeiros. No século X foi compilado por Constantino Porfirogênito o De Cerimoniis, com o objetivo de salvar do esquecimento os rituais de corte. Nesta obra são descritas diversas cerimônias sob Constantino, destacando-se a recepção de emissários muçulmanos de Tarso. A relevância das recepções manteve-se com o tempo, no século XI o reinado do basileus Aleixo I Comneno foi notório pela atuação diplomática com os líderes turcos da Anatólia e latinos Cruzados. Neste sentido, este texto objetiva identificar as rupturas e permanências no complexo ritualístico das cerimônias de recepção de embaixada em Bizâncio, através de uma perspectiva comparativa entre as cerimônias descritas no De Cerimoniis e na Alexíada.

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Biografia do Autor

Leonardo da Silva Lopes, Universidade Federal de Pelotas

Graduando em História - Licenciatura pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). E-mail: leonardo.lopes@ufpel.edu.br

Publicado
2026-04-27
Como Citar
da Silva Lopes, L. (2026). O Ritual como Instrumento Diplomático: divergências no padrão de cerimônias de recepção sob Constantino VII e Aleixo I. Revista Discente Ofícios De Clio, 11(especial), 275-294. https://doi.org/10.15210/clio.v11iespecial.31465
Seção
Anais do VII Encontro Discente do Programa de Pós-Graduação em História da Unive