Direitos, trabalho e maternidade

as trajetórias de Helena, Maria, Joana, Lourdes e Ana na Justiça do Trabalho de Pelotas (1943-1953)

  • Andreina Hardtke Corpes Universidade Federal de Pelotas
Palavras-chave: Justiça do Trabalho, Direitos Trabalhistas, Trabalhadoras grávidas

Resumo

O estudo analisa a luta das trabalhadoras grávidas em Pelotas entre 1943 e 1953, a partir de processos da Justiça do Trabalho preservados pelo NDH-UFPel. A pesquisa discute como a maternidade, embora central para a organização social, impõe dupla jornada e acentua desigualdades de gênero no trabalho. A análise de cinco processos mostra que direitos como o auxílio-maternidade eram frequentemente negados pelos empregadores, muitas vezes com respaldo da Justiça. O caso de Maria do Carmo evidencia interpretações restritivas da CLT e resistência patronal em reconhecer direitos das gestantes. Esses documentos revelam que, mesmo após a CLT, as mulheres enfrentavam barreiras para garantir proteção trabalhista e permitem perceber sua resistência e a lenta construção do reconhecimento legal, evidenciando persistências das desigualdades de gênero, ao longo do tempo.

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Biografia do Autor

Andreina Hardtke Corpes, Universidade Federal de Pelotas

Graduada em História – Bacharelado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Mestranda do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal de Pelotas. E-mail para contato: andreinahardtkecorpes@gmail.com

Publicado
2026-04-27
Como Citar
Hardtke Corpes, A. (2026). Direitos, trabalho e maternidade: as trajetórias de Helena, Maria, Joana, Lourdes e Ana na Justiça do Trabalho de Pelotas (1943-1953). Revista Discente Ofícios De Clio, 11(especial), 510-523. https://doi.org/10.15210/clio.v11iespecial.31478
Seção
Anais do VII Encontro Discente do Programa de Pós-Graduação em História da Unive