A Quem Pertence o Tempo?

Educação Patrimonial e Interseccionalidade no Observatório Astronômico da UFRGS

  • Nicole Fernandes Alves Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Eduardo Silveira da Costa Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Palavras-chave: Educação Patrimonial, Ensino de História, Tempo, Interseccionalidade, Educação de Jovens e Adultos

Resumo

Este artigo analisa a educação patrimonial como ferramenta pedagógica crítica no ensino de História, partindo da experiência de mediação pensada para o público da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Observatório Astronómico da UFRGS. Propõe-se a desconstrução da neutralidade do Tempo, abordando-o como um património histórico e político em disputa. Sustentado no conceito de "longa duração" e na perspetiva da interseccionalidade, o texto problematiza a imposição da "Hora Certa" como um mecanismo capitalista que expropria o tempo da classe trabalhadora e inviabiliza o trabalho doméstico não remunerado. Conclui-se que interrogar o património temporal é um ato político essencial para reivindicar o direito ao tempo e promover uma educação verdadeiramente inclusiva e emancipatória.

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Biografia do Autor

Nicole Fernandes Alves, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Licenciada em História (UFRGS). E-mail: nicolefalves@gmail.com. Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/7777180309388093. Orcid: https://orcid.org/0009-0003-2878-7968.

Eduardo Silveira da Costa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Licenciando em História (UFRGS). Email: esdcti@gmail.com. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3751371944541538.

Publicado
2026-09-17
Como Citar
Fernandes Alves, N., & Silveira da Costa, E. (2026). A Quem Pertence o Tempo? Educação Patrimonial e Interseccionalidade no Observatório Astronômico da UFRGS. Revista Discente Ofícios De Clio, 11(20), 103-119. https://doi.org/10.15210/clio.v11i20.32161