Revista Discente Ofícios de Clio
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<p>A Revista Discente Ofícios de Clio é um projeto ligado ao Laboratório de Ensino de História (LEH), e ao Programa de Pós-Gradução em História (PPGH), ambos da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A Revista tem periodicidade semestral e objetiva proporcionar aos nossos graduandos e pós graduandos, bem como aos alunos de áreas afins e/ou de outras Instituições, um espaço qualificado de debate e de incentivo ao incremento da pesquisa. Como se sabe, um grande número de revistas acadêmicas não aceitam artigos de alunos não formados e, em alguns casos, apenas de portadores de título de Mestrado. A Ofícios de Clio almeja oportunizar aos discentes o incremento de seus currículos, visando seu futuro desenvolvimento acadêmico e profissional. </p> <p><strong>Qualis:</strong> B3</p> <p><span data-sheets-value="{"1":2,"2":"A4"}" data-sheets-userformat="{"2":2627,"3":{"1":0},"4":{"1":2,"2":16776960},"9":1,"12":0,"14":{"1":3,"3":1}}"><strong>ISSN:</strong> 2527-0524</span></p>Universidade Federal de Pelotaspt-BRRevista Discente Ofícios de Clio2527-0524<p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:<br><br></p> <ol type="a"> <ol type="a"> <li class="show">Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">LICENÇA CREATIVE COMMONS ATTRIBUTION</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</li> </ol> </ol> <p> </p> <ol type="a"> <ol type="a"> <li class="show">Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li> </ol> </ol> <p> </p> <ol type="a"> <ol type="a"> <li class="show">Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_new">O EFEITO DO ACESSO LIVRE</a>).</li> </ol> </ol> <p><br><br></p>Apresentação do número 20
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<p>Apresentação volume 11, número 20 / janeiro-julho de 2026.</p>Wilian Junior BoneteAlexia Francis Peter DemariAmanda Rodrigues GuelsoArthur Ricardo ReiterEduardo Goulart Reyes BarbosaFrancine Sedrez BundeIsabelle Brancão ChavesLaura Bergozza PereiraLeonardo Silva AmaralPedro da Silva FouchyVíctor Blaskoski Lehugeur
Copyright (c) 2026 Wilian Junior Bonete, Alexia Francis Peter Demari, Amanda Rodrigues Guelso, Arthur Ricardo Reiter, Eduardo Goulart Reyes Barbosa, Francine Sedrez Bunde, Isabelle Brancão Chaves, Laura Bergozza Pereira, Leonardo Silva Amaral, Pedro da Silva Fouchy, Víctor Blaskoski Lehugeur
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2026-09-152026-09-1511207910.15210/clio.v11i20.32142Apresentação do Dossiê: Celebrações, efemérides e a construção da memória histórica
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<p>Apresentação do Dossiê Celebrações, efemérides e a construção da memória histórica</p>Bethânia Luisa Lessa WernerJéssica Bitencourt Lopes
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2026-09-172026-09-171120101510.15210/clio.v11i20.32152Contando a vida de Festa
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<p>O artigo pretende refletir teoricamente em torno da construção das biografias históricas a partir de um estudo de caso: a escrita da biografia de uma enfermeira-parteira comunista chamada Maria Siani Festa. As ações de Festa percorrem a cidade de Porto Alegre e a vila mineradora de Butiá entre as décadas de 1930-1940. Para discutir sua trajetória enquanto militante e enfermeira-parteira, partimos da noção de que a biografia histórica é a escrita das ações individuais em tensão com as estruturas sociais, buscando entender que essas trajetórias são chaves para entrar em uma determinada sociedade e assim contribuir com a construção do conhecimento histórico. A reflexão aqui parte de fontes documentais como jornais operários e comunistas, processos judiciais, cartas, abaixo-assinados e documentos de vigilância.</p>Lucas Specht
Copyright (c) 2026 Lucas Specht
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2026-09-172026-09-171120163310.15210/clio.v11i20.32155O processo de integração dos afro-brasileiros no Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense
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<p>O artigo tem como intuito evidenciar os processos de democratização do futebol surgidos na década de 1930, com sua profissionalização no Rio Grande do Sul. Com esse processo, a integração dos negros no futebol foi fortemente ampliada. O Grêmio de Porto Alegre correlatado como um dos maiores clubes de Futebol do Brasil, não permitia indivíduos afro-brasileiros participando do seu clube associativo, além da ausência de indivíduos negros em seu plantel de atletas. Além disso, o artigo busca traçar um paralelo entre o racismo presente na sociedade brasileira, com as medidas tomadas pelo clube, para o seu embranquecimento. Por fim, como a luta dos negros se deu para sua integração no esporte bretão, se tornando sócios, atletas e torcedores de clubes que no passado negaram sua existência e identidade.</p>Ryan dos Santos Cardoso
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2026-09-172026-09-171120344710.15210/clio.v11i20.32156Expor o progresso
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<p>Este artigo analisa a participação do Rio Grande do Sul na Exposição Estadual de 1901, realizada em Porto Alegre, e na Exposição Nacional de 1908, no Rio de Janeiro. A partir da análise de catálogos, álbuns, fotografias, periódicos e outros impressos, o texto examina como essas mostras produziram e difundiram imagens sobre o desenvolvimento regional. Nesse contexto, exposições são compreendidas como espaços de celebração e projeção pública, nos quais indústria, agricultura, técnica e ordem republicana foram articuladas na construção de uma determinada ideia de progresso. A trajetória de Alberto Bins e da E. Berta & Cia conduz a análise, evidenciando como a indústria gaúcha adquiriu visibilidade e passou a integrar as narrativas construídas nesses eventos, contribuindo para consolidar determinadas imagens sobre o Rio Grande do Sul no início do século XX.</p>Jéssica Bitencourt Lopes
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2026-09-172026-09-171120486610.15210/clio.v11i20.32157150 Anos da "Grande Imigração Italiana"
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<p>As comemorações dos 150 anos da imigração italiana no Brasil (2025) revelam os mecanismos pelos quais comunidades constroem narrativas seletivas sobre seu passado. Tomando Nova Trento (SC) como caso de análise, este artigo examina como as efemérides funcionam como dispositivos de memória histórica que silenciam a heterogeneidade das origens dos imigrantes, a dimensão traumática da migração e a presença ancestral de povos indígenas no território. Por meio da análise comparativa das placas comemorativas da Praça Del Comune (1950, 1975, 2025) e do abaixo-assinado dos imigrantes de 1890, argumenta-se que as efemérides não celebram o processo histórico da migração, mas uma tradição inventada, nos termos propostos por Hobsbawm e Ranger (1984), que responde mais aos anseios contemporâneos de pertencimento do que à complexidade dos eventos históricos.</p>Deuclésio Zamarchi Brustolin
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2026-09-172026-09-171120678710.15210/clio.v11i20.32158O Dia dos Povos Indígenas no Brasil
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<p>O presente artigo aborda o processo de criação do antigo “Dia do Índio”, que desde 2022 foi renomeado para Dia dos Povos Indígenas. A partir da análise de documentos oficiais produzidos pelo Estado brasileiro, identificamos que o 19 de abril esteve inserido em um complexo projeto que visava a integração das sociedades indígenas à comunhão nacional. Nesse sentido, interpretamos a efeméride enquanto uma tradição inventada, que, por trás de suas celebrações e narrativas, buscava internalizar certos valores e normas na sociedade brasileira, contribuindo para a cristalização de sentidos sobre os indígenas. Por fim, propomos a possibilidade de pensar o dia 19 de abril enquanto um lugar de memória, que, através de sua rememoração, permite-nos pensar e questionar os discursos que por muito tempo foram consagrados como oficiais.</p>Beatriz dos Santos da Silva
Copyright (c) 2026 Beatriz dos Santos da Silva
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2026-09-172026-09-1711208810210.15210/clio.v11i20.32159A Quem Pertence o Tempo?
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<p>Este artigo analisa a educação patrimonial como ferramenta pedagógica crítica no ensino de História, partindo da experiência de mediação pensada para o público da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Observatório Astronómico da UFRGS. Propõe-se a desconstrução da neutralidade do Tempo, abordando-o como um património histórico e político em disputa. Sustentado no conceito de "longa duração" e na perspetiva da interseccionalidade, o texto problematiza a imposição da "Hora Certa" como um mecanismo capitalista que expropria o tempo da classe trabalhadora e inviabiliza o trabalho doméstico não remunerado. Conclui-se que interrogar o património temporal é um ato político essencial para reivindicar o direito ao tempo e promover uma educação verdadeiramente inclusiva e emancipatória.</p>Nicole Fernandes AlvesEduardo Silveira da Costa
Copyright (c) 2026 Nicole Fernandes Alves, Eduardo Silveira da Costa
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2026-09-172026-09-17112010311910.15210/clio.v11i20.32161Francisco Adolfo de Varnhagen e a representação dos movimentos populares na “História Geral do Brasil”
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<p>O artigo tem como objetivo compreender a forma como os movimentos populares foram representados na obra História Geral do Brasil, escrita por Francisco Adolfo de Varnhagen e publicada em dois volumes, nos anos de 1854 e 1857. A partir da análise de diversos trechos do trabalho relacionados com essas manifestações, busca-se evidenciar a contribuição de diferentes segmentos sociais para a formação do país, muitas vezes ofuscada pelo destaque conferido às ações dos líderes políticos. Concluiu-se que as convicções políticas de Varnhagen afetaram significativamente sua escrita. Além disso, observa-se que o autor atribui ao povo um lugar específico e complexo em sua narrativa. Ao mesmo tempo que revela a presença dos cidadãos nos processos políticos, Varnhagen apaga ações populares de caráter revolucionário.</p>Tainara Aparecida de Carvalho
Copyright (c) 2026 Tainara Aparecida de Carvalho
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2026-09-182026-09-18112012013210.15210/clio.v11i20.32166Eletricitários gaúchos pela atuação sindical de Álvaro Ayala
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<p>Este trabalho faz parte da minha dissertação defendida em 2025 pelo PPGH da UFPel, onde analisei a trajetória do sindicalista Álvaro Leonardi Ayala, buscando compreender, por meio de sua atuação sindical e política, o desenvolvimento do sindicalismo gaúcho no século XX. Discutindo como o contexto histórico em que esteve inserido moldou sua prática sindical e de que forma sua experiência individual dialogou com processos coletivos da classe trabalhadora. Sua formação militante ocorreu no Brasil pós-1930, marcado pelo populismo, pela expansão do Estado e pela influência comunista na organização operária. A inserção de Ayala no Sindicato dos Eletricitários do Rio Grande do Sul e sua atuação na Companhia Estadual de Energia Elétrica demonstram a relevância dos sindicatos como espaços de mobilização, formação política e mediação entre capital, trabalho e Estado.</p>Suéllen de Medeiros Cortes
Copyright (c) 2026 Suéllen de Medeiros Cortes
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2026-09-182026-09-18112013315310.15210/clio.v11i20.32167Sepé Tiaraju, uma liderança indígena na Guerra Guaranítica
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<p>A trajetória de Sepé Tiaraju e a resistência Guarani Durante a Guerra Guaranítica, configuram um episódio central na história colonial sul-americana. O artigo analisa a figura de Sepé como um sujeito histórico e um mediador cultural, transitando entre os mundos indígena, jesuítico e europeu. A pesquisa se justifica pela necessidade do debate acadêmico sobre a atuação indígena, que foi minimizada em narrativas eurocêntricas e na historiografia tradicional. A abordagem qualitativa, baseada na revisão historiográfica crítica e no diálogo com fontes secundárias de autores renomados, busca questionar a construção da narrativa histórica sobre Sepé e sua relação com os jesuítas e os europeus. A análise conclui que a trajetória de Sepé é um elemento crucial para a compreensão da resistência dos povos originários frente às intervenções europeias.</p>Luciano Viana de Freitas
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2026-09-182026-09-18112015418110.15210/clio.v11i20.32168Para além do Mediterrâneo
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<p>A presente pesquisa propõe-se a investigar os principais aspectos da sociedade portuguesa no final da Idade Média, tendo como eixo analítico a Chronica do Descobrimento e Conquista de Guiné (1453), de Gomes Eanes de Zurara (1410-1474). A obra é examinada à luz dos conceitos de representação e alteridade, com o objetivo de compreender como o cronista construiu a imagem do "outro", particularmente os “negros de Guiné”, no contexto da expansão marítima portuguesa. Nesse sentido, a análise parte da articulação entre permanências medievais e transformações que marcam a transição para a modernidade, problematizando os limites da periodização tradicional e sua relação com a formulação de discursos coloniais.</p>Luiz Eduardo Larrosa
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2026-09-182026-09-18112018219910.15210/clio.v11i20.32169Edição Completa
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<p>Edição completa v. 11, n.20</p>Universidade Federal de Pelotas
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2026-09-182026-09-181120119910.15210/clio.v11i20.32170