Geographia Meridionalis https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6.0pt; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 10.0pt; line-height: 150%;">O periódico <strong><em>Geographia Meridionalis</em></strong> </span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%;">é a revista oficial do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Pelotas e tem por objetivo promover a produção científica e acadêmica no âmbito da Geografia, se constituindo em um espaço de divulgação e debate sobre temáticas pertinentes à ciência geográfica. A presente revista também tem como proposta fomentar o intercambio de experiências entre professores, pesquisadores e estudantes do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFPel com instituições e/ou organismos nacionais e internacionais congêneres, como forma de compartilhar conhecimentos, saberes e práticas profissionais.&nbsp;</span></p> <p><strong>Qualis:</strong>&nbsp; A3</p> <p><span data-sheets-value="{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:&quot;A4&quot;}" data-sheets-userformat="{&quot;2&quot;:2627,&quot;3&quot;:{&quot;1&quot;:0},&quot;4&quot;:{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:16776960},&quot;9&quot;:1,&quot;12&quot;:0,&quot;14&quot;:{&quot;1&quot;:3,&quot;3&quot;:1}}"><strong>ISSN: </strong>2446-9165</span></p> pt-BR <p style="margin: 1em 0px; color: #444444; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13.4400005340576px;"><strong style="font-size: 13.4400005340576px;">Prezado autor:</strong><span style="font-size: 13.4400005340576px;">&nbsp;</span><span style="font-size: 13.4400005340576px;">Utilize o modelo abaixo (link), preenchendo e enviando o arquivo digital em PDF como</span><span style="font-size: 13.4400005340576px;">&nbsp;</span><strong style="font-size: 13.4400005340576px;">documento suplementar&nbsp;</strong><span style="font-size: 13.4400005340576px;">ao realizar a submissão de seu manuscrito.</span></p> <p><a title="DECLARAÇÃO DE ORIGINALIDADE E EXCLUSIVIDADE" href="https://www.dropbox.com/s/97rzkxchymy5c3d/DECLARA%C3%87%C3%83O%20DE%20DIREITO%20AUTORAL.docx?dl=0" target="_blank" rel="noopener">DECLARAÇÃO DE ORIGINALIDADE E EXCLUSIVIDADE</a></p> geomeridionalis@ufpel.edu.br (Revista Geographia Meridionalis) seer@ufpel.edu.br (Núcleo de Apoio aos Periódicos da UFPel) seg, 23 fev 2026 20:27:01 +0000 OJS 3.1.2.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Olhares Geográficos: comentários de David Harvey e Milton Santos sobre as consequências da Revolução Informacional. https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/28415 <p>A segunda metade do século XX é usualmente retratada como abrangendo uma diversidade de rupturas históricas nos âmbitos econômico, político, cultural e ambiental, todas atravessadas pela revolução das tecnologias informacionais, impulsionada pelo progresso científico das guerras. Este trabalho revisa as obras <em>A Natureza do Espaço</em> e <em>Por uma outra globalização</em>, de Milton Santos, e <em>Condição pós-moderna</em>, de David Harvey, com foco nas contribuições desses autores para a compreensão do papel das tecnologias informacionais. A análise destacou três dimensões centrais: a “guerra dos lugares”, onde territórios competem globalmente por investimentos ao oferecer melhores condições de acesso à informação; a mundialização da produção, que fragmenta atividades em diferentes localidades, articuladas pela inteligência corporativa; e o mercado financeiro global, que opera simultaneamente em múltiplos espaços, indiferente às barreiras de tempo e moeda. Essas dimensões revelam como as técnicas da informação consolidam a hegemonia capitalista contemporânea. Ao articular esses fenômenos com os marcos teóricos de Santos e Harvey, o trabalho evidencia a centralidade das tecnologias informacionais na reorganização geográfica do período, reafirmando a relevância de perspectivas críticas para compreender os impactos do digital na atualidade.</p> Thales Roberto Barbosa Rodrigues Copyright (c) 2026 Geographia Meridionalis ISSN 2446-9165 https://doi.org/10.15210/gm.v9i https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/28415 dom, 19 abr 2026 17:49:01 +0000 Estratégias de ensino na Geografia escolar: análise na Revista Brasileira de Educação em Geografia https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/29254 <p>Este artigo apresenta uma pesquisa voltada ao ensino de Geografia, cujo objetivo foi mapear as estratégias de ensino e de aprendizagem evidenciadas nas práticas educativas publicadas na Revista Brasileira de Educação em Geografia (RBEG), além de relacioná-las às propostas metodológicas e às habilidades previstas para a Geografia na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A metodologia adotada baseou-se na análise de conteúdo de Laurence Bardin, o que possibilitou a construção dos instrumentos de pesquisa, como a ficha de análise e o tratamento sistemático das informações coletadas. A partir da aplicação desse instrumento, foi possível identificar uma variedade significativa de estratégias didáticas e metodológicas, bem como um repertório expressivo de habilidades voltadas ao desenvolvimento dos estudantes. Como principal contribuição, a pesquisa buscou estreitar os vínculos com a Geografia escolar, evidenciando a riqueza e a diversidade das práticas de ensino e aprendizagem utilizadas para trabalhar os conteúdos geográficos. O estudo reforça a importância de estratégias inovadoras e contextualizadas para a formação crítica e significativa dos alunos.</p> Matheus Kleinicke Rossales, Liz Cristiane Dias Copyright (c) 2026 Geographia Meridionalis ISSN 2446-9165 https://doi.org/10.15210/gm.v9i https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/29254 ter, 28 abr 2026 00:02:22 +0000 Análise das áreas de elevado índice de geodiversidade e identificação de ameaças na Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã, Rio Grande do Sul, Brasil https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/28627 <p>A geodiversidade refere-se à diversidade de elementos abióticos e enfrenta distintas ameaças, muitas das quais relacionadas à ação antrópica. Desta forma, a pesquisa teve como objetivo a análise das áreas com elevados índices de geodiversidade na Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã (BHRC) em relação às características de coberturas e usos da terra, a fim de identificar as ameaças à geodiversidade. O método aplicado demonstrou-se eficiente, permitindo reconhecer que as áreas de elevada geodiversidade encontram-se, principalmente, distribuídas nos alto e baixo cursos da BHRC. A análise das coberturas e usos da terra para o ano de 2020 evidenciou que as áreas dedicadas à Agropecuária, que engloba práticas de monocultura como Arroz, Mosaico agricultura e pastagem, Outras lavouras temporárias, Silvicultura e Soja ocupam 32,85% das áreas de elevada geodiversidade. Destaca-se também o quantitativo de 24,85% de área da classe Formação florestal e de 38,77% de Formação natural não florestal, o que se relaciona com as coberturas naturais que caracterizam a paisagem da bacia, situada na transição entre os biomas Mata Atlântica e Pampa. As ameaças à geodiversidade identificadas são Mosaicos de agricultura e pastagem, cultivos de soja e arroz. Destaca-se que produtos como o Índice de Geodiversidade constituem importantes instrumentos de apoio à gestão territorial, permitindo identificar potenciais ameaças, selecionar zonas prioritárias para conservação e orientar ações de geoconservação. Por fim, ressalta-se a necessidade de estudos futuros que utilizem dados temporais para compreender a dinâmica das coberturas e usos da terra.</p> Vinícius Bartz Schwanz, Andrea Lenise de Oliveira Lopes, Adriano Luís Heck Simon, Gracieli Trentin Copyright (c) 2026 Geographia Meridionalis ISSN 2446-9165 https://doi.org/10.15210/gm.v9i https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/28627 sáb, 09 mai 2026 23:38:13 +0000 A virada espacial do patrimônio https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/30781 <p>O texto examina o percurso histórico-geográfico e epistemológico da noção ocidental moderna de patrimônio. A partir&nbsp;disso, argumenta que a categoria nasceu da reação romântica à ruptura temporal do mundo moderno, mas que, no atual contexto de globalização técnico-científico-informacional já em fase avançada, suas motivações se&nbsp;ampliam&nbsp;para uma nova arena: a da&nbsp;diferença espacial.&nbsp;Seria uma transição&nbsp;de&nbsp;uma motivação centrada na memória do tempo a outra que inclui a afirmação do lugar, em uma passagem da cultura do testemunho à cultura da&nbsp;diferença.&nbsp;A análise&nbsp;visualiza, assim, uma “virada espacial do patrimônio”, não como oposição ao tempo histórico, mas como ampliação de sua compreensão para uma&nbsp;dimensão histórico-geográfica, em que o patrimônio se apresenta como marcador da&nbsp;diversidade territorial.&nbsp;</p> Felipe Leindecker Monteblanco Copyright (c) 2026 Geographia Meridionalis ISSN 2446-9165 https://doi.org/10.15210/gm.v9i https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/30781 sáb, 13 jun 2026 23:53:22 +0000 Educação com rosto de mulher: as práticas feministas e de educação ambiental da Marcha Mundial das Mulheres https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/29414 <p>A educação tem um papel transformador na vida das pessoas e, neste trabalho, destaca-se sua importância na vida das mulheres e nos desafios que enfrentam em seus territórios. Diante da exploração desenfreada da natureza, torna-se urgente refletir sobre nossa relação com o meio ambiente por meio de uma Educação Ambiental que incorpore os saberes das mulheres. Nesse contexto, propõe-se uma Educação Ambiental Feminista, fundamentada nas vivências femininas e nos saberes tradicionais, como forma de resistência e transformação social. O trabalho analisa as práticas da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) com o objetivo de compreender como a organização constrói ações de Educação Ambiental e feminismo. Especificamente, busca-se identificar as ações da MMM nesse campo, analisar os fatores que impulsionam tais práticas e inventariar as iniciativas em diferentes escalas territoriais: internacional, latino-americana e brasileira. A pesquisa, de abordagem qualitativa, utilizou Análise Textual Discursiva, entrevistas semiestruturadas e observação no 3º Encontro Nacional da MMM (2024). Os dados mostram que a MMM desenvolve uma Educação Ambiental Feminista integrada aos saberes dos povos tradicionais e das mulheres em seus territórios, promovendo práticas como hortas solidárias, mobilizações comunitárias e formações políticas. Essas ações abordam a ecodependência, enfrentam opressões patriarcais, racistas, coloniais e capitalistas, e propõem novas formas de relação com a natureza. Conclui-se que a MMM está construindo uma Educação Ambiental Feminista comprometida com a autonomia das mulheres e com a transformação das relações entre corpos, territórios e natureza, rumo à construção de um mundo mais justo.</p> Jheiny Carolina Amarante de Souza, Natalia Lampert Batista Copyright (c) 2026 Geographia Meridionalis ISSN 2446-9165 https://doi.org/10.15210/gm.v9i https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/29414 dom, 28 jun 2026 23:59:25 +0000 Inventário e Avaliação Quantitativa Geopatrimonial das dunas eólicas da margem sudoeste da Laguna dos Patos https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/29249 <p>O Brasil se destaca no cenário internacional de pesquisas geopatrimoniais, mas carece desse tipo de estudos em áreas costeiras, em contraste com o interesse mundial por ambientes sedimentares ativos. Na Planície Costeira do Rio Grande do Sul, a maior do país, os estudos geopatrimoniais vêm surgindo como resposta à crescente pressão antrópica. Entretanto, na margem sudoeste da Laguna dos Patos, essa pressão é reconhecida e os estudos geopatrimoniais ainda são escassos. Neste contexto, este estudo avaliou o Valor Científico, o Risco de Degradação e os Potenciais de Uso Turístico e Educacional em dois campos de dunas (Barra Falsa e Povo Novo), no município de Rio Grande. Identificaram-se dunas nebkhas, sombras, parabólicas e móveis, com destaque para o distrito de Povo Novo, onde a diversidade morfológica elevou o Valor Científico. Pela aplicação da metodologia, o Risco de Degradação resultante foi moderado, porém considera-se que seja alto, em função da presença de espécies invasoras e da conjuntura legal/política nos contextos estadual e federal. Os resultados de Potenciais de Uso Turístico e Educacional sugerem aptidão da área para ações integradas de geoturismo e geoeducação. O campo de dunas do Povo Novo reúne valores geomorfológicos, ecológicos e geoarqueológicos que justificam sua proposição como geossítio no âmbito do Projeto Geoparque Paisagem das Águas.</p> <p>&nbsp;</p> Johny Barreto Alves, André Weissheimer de Borba Copyright (c) 2026 Geographia Meridionalis ISSN 2446-9165 https://doi.org/10.15210/gm.v9i https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/29249 sáb, 25 jul 2026 22:51:10 +0000 Biosfera e noosfera de Vernadsky: caminhos para pensar o antropoceno https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/31528 <p>Vladimir I. Vernadsky (1863-1945) foi um dos homens de ciência mais vanguardistas de seu tempo, construindo ideários científicos holísticos e de perspectiva funcional, transcendendo sobremaneira as abordagens descritivas dominantes na época. O presente artigo tem por objetivo debater o pensamento do referido cientista a partir de sua obra “A Biosfera”, procurando sublinhar seus aspectos principais e suas reverberações na contemporaneidade, enfaticamente as relações entre o conceito de noosfera e o Antropoceno. Notoriamente, as abordagens teórico-metodológicas de orientação sistêmica contemporâneas se aproximam dos postulados de Vernadsky, e o debate ambiental focado no Antropoceno capilariza, em considerável medida, o significado da noosfera concebida pelo aludido cientista.</p> Roberto Marques Neto Copyright (c) 2026 Geographia Meridionalis ISSN 2446-9165 https://doi.org/10.15210/gm.v9i https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/31528 dom, 26 jul 2026 02:49:00 +0000 A cooperativa agrícola mista de Nova Palma - CAMNPAL e sua dinâmica geoeconômica na Quarta Colônia – RS https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/30462 <p>As cooperativas representam um agente econômico significativo no Brasil, especialmente as cooperativas agropecuárias. Elas têm um papel importante no desenvolvimento local e regional e na economia, como é o caso da Cooperativa Agrícola Mista Nova Palma - CAMNPAL, localizada na região central do Rio Grande do Sul e que se consiste no foco de estudo do presente trabalho. O objetivo geral do artigo é analisar a dinâmica da CAMNPAL, na chamada Quarta Colônia - RS, a partir de sua constituição, estrutura organizacional e de sua geografia econômica. Para isto, foram realizadas pesquisas em fontes primárias, com entrevistas e enquetes, fontes secundárias através de levantamentos de dados e revisão de literatura. A pesquisa dialoga com os estudos de geografia econômica, apontando as redes e fluxos que se estabelecem no território a partir da cooperativa estudada.</p> Vanessa Manfio, Eduardo Schiavone Cardoso Copyright (c) 2026 Geographia Meridionalis ISSN 2446-9165 https://doi.org/10.15210/gm.v8i.28575 https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/30462 sáb, 15 ago 2026 00:00:00 +0000 Relação entre temperatura superficial e índice de vegetação na área urbana de Santa Maria (RS - Brasil) no verão de 2023/2024 https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/31106 <p>O aumento de eventos climáticos extremos e a urbanização acelerada intensificam problemas térmicos urbanos. A substituição de áreas naturais por superfícies impermeáveis eleva a Temperatura de Superfície Terrestre (TST), prejudicando o conforto térmico e a qualidade de vida da população. Este estudo investigou a relação entre a TST e o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) nos 42 bairros da área urbana de Santa Maria, RS, durante o verão de 2023/2024. A metodologia utilizou imagens dos sensores MODIS e Sentinel-2/MSI, processadas no <em>Google Earth Engine</em> e espacializadas no QGIS, com suporte de análises estatísticas por meio do <em>Planilhas Google</em> e registros fotográficos de campo. Os resultados confirmaram uma relação inversa entre as variáveis: bairros com maior densidade vegetal apresentaram menores temperaturas superficiais. Áreas densamente urbanizadas, como Bonfim (38,8°C; NDVI: 0,14) e Centro (38,6°C; NDVI: 0,13), registraram os maiores picos térmicos. Em contrapartida, bairros como Campestre do Menino Deus (30°C; NDVI: 0,47) e Passo das Tropas (33°C; NDVI: 0,43) demonstraram maior amenização térmica. Conclui-se que a preservação e ampliação de áreas verdes são estratégias necessárias para a mitigação do calor urbano e o aprimoramento do planejamento territorial e da qualidade de vida.</p> Caroline Moro, Mauro Kumpfer Werlang Copyright (c) 2026 Geographia Meridionalis ISSN 2446-9165 https://doi.org/10.15210/gm.v9i https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/31106 sáb, 15 ago 2026 23:57:02 +0000 Juventudes, resiliência e a enchente de maio de 2024 no bairro Humaitá (Porto Alegre) https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/31010 <p>Este artigo analisa as percepções físicas e sociais de jovens estudantes do Ensino Médio do bairro Humaitá, em Porto Alegre, acerca das enchentes ocorridas em maio de 2024, no contexto dos desastres climáticos e da resiliência juvenil. A pesquisa fundamenta-se no campo das Geografias das Juventudes e adota uma abordagem metodológica quanti-qualitativa, a partir da aplicação de questionários com questões abertas e fechadas a 23 estudantes de uma escola pública severamente impactada pelo evento extremo. Os resultados evidenciam que os jovens possuem elevada percepção dos danos físicos causados pelas enchentes, como prejuízos às moradias, interrupção de serviços básicos e alterações significativas na rotina cotidiana, bem como reconhecem a intensificação recente das chuvas. No plano social, destacam-se a centralidade das redes de apoio e a percepção de insuficiência das respostas governamentais. Apesar do reconhecimento da importância da ação coletiva, os jovens relatam baixa participação política e escassa escuta nos processos decisórios. Conclui-se que as juventudes vivenciam simultaneamente situações de vulnerabilidade e potenciais de resiliência, apontando para a necessidade de políticas públicas e práticas educativas que incorporem o protagonismo juvenil no enfrentamento das mudanças climáticas.</p> Victor Hugo Nedel Oliveira Copyright (c) 2026 Geographia Meridionalis ISSN 2446-9165 https://doi.org/10.15210/gm.v9i https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/Geographis/article/view/31010 seg, 31 ago 2026 00:08:33 +0000