https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/HistRev/issue/feedHistória em Revista2026-10-16T16:52:19+00:00Lorena Almeida Gillhistoriaemrevista@ufpel.edu.brOpen Journal Systems<p>O periódico <em>História em Revista</em>, uma publicação semestral do Núcleo de Documentação Histórica da Universidade Federal de Pelotas e vinculada ao Programa de Pós-Graduação em História da UFPel, tem como objetivo a divulgação da produção historiográfica ou de áreas afins, na forma de artigos, ensaios bibliográficos e resenhas. Buscando contribuir com o desenvolvimento da pesquisa, publica, também, matérias sobre organização de acervos documentais e depoimentos ou documentos históricos inéditos de significativo interesse para a pesquisa histórica.</p> <p><strong>Qualis:</strong> B1</p> <p><span data-sheets-value="{"1":2,"2":"A4"}" data-sheets-userformat="{"2":2627,"3":{"1":0},"4":{"1":2,"2":16776960},"9":1,"12":0,"14":{"1":3,"3":1}}"><strong>ISSN:</strong>2596-2876</span></p>https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/HistRev/article/view/30851Quem decide o que será lembrado?2026-10-16T16:52:19+00:00Denis Ramón Funes Floresderafuflo@mail.uft.edu.br<p>Este artigo investiga os impactos da inteligência artificial (IA) na governança de acervos digitais e suas implicações para o direito à memória, especialmente de grupos historicamente marginalizados. Diante da crescente automação dos processos de seleção, classificação e acesso a conteúdos digitais, questiona-se quem detém o poder de decidir o que será preservado e lembrado. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa de cunho teórico-crítico, fundamentada em autores como Derrida, Caswell, Ruha Benjamin e José van Dijck, articulando estudos arquivísticos, teoria da memória e crítica algorítmica. A análise revela que os algoritmos, frequentemente opacos e orientados por lógicas comerciais ou hegemônicas, tendem a reproduzir desigualdades e apagar narrativas periféricas. Conclui-se que a defesa do direito à memória exige mecanismos democráticos de curadoria digital, transparência algorítmica e o fortalecimento de instituições contra-hegemônicas — como arquivos comunitários e centros de documentação — capazes de resistir à colonização da memória pela lógica automatizada.</p>2026-08-28T16:59:30+00:00Copyright (c) 2026 História em Revistahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/HistRev/article/view/31338Coletânea do Arquivo do Senado Federal e os desafios de uma História Pública dentro do Poder Legislativo2026-10-16T16:52:19+00:00Alexandre Alves de Sousa Moreiraalvesalexandre555@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo deste artigo é refletir sobre os desafios enfrentados pelo Arquivo do Senado Federal no campo da História Pública. Em outras palavras: que tipo de História Pública os servidores dessa instituição produzem, quando se voltam a estudar o nosso passado? Para tanto, será realizada, inicialmente, uma breve contextualização dos setores do Arquivo responsáveis pela difusão do acervo e, em seguida, com base em Arendt (2014) e Habermas (2014), traremos algumas reflexões sobre que tipo de História Pública é produzida pelos servidores da Administração Pública em linhas gerais. Por fim, será apresentada a “Coletânea do Arquivo do Senado Federal”, a fim de demonstrar como essa iniciativa foi desenhada para enfrentar alguns dilemas desse novo campo historiográfico dentro do Poder Legislativo brasileiro. </span></p>2026-08-28T17:06:50+00:00Copyright (c) 2026 História em Revistahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/HistRev/article/view/31588“Histórias Compartilhadas”2026-10-16T16:52:19+00:00Pedro Jardel Fonseca Pereira Pereirafpedrojardel@yahoo.com.br<p><span style="font-weight: 400;">O artigo analisa a dimensão pública das narrativas da Coleção de História Oral do Museu da Imigração do Estado de São Paulo (MI), a partir da iniciativa “Histórias Compartilhadas”. Inserido no campo da História Pública, investiga como relatos de migrantes, especialmente nordestinos, são produzidos e difundidos por meio da Nova Museologia/Museologia Social no MI. A metodologia combina revisão bibliográfica e análise documental, História Oral, articulando memória e produção compartilhada. Argumenta-se que o acervo promove a construção coletiva de sentidos sobre a migração, ampliando o acesso ao conhecimento histórico. O museu atua como espaço de mediação entre diferentes vozes e temporalidades. Conclui-se que a iniciativa reforça o papel social dos museus ao valorizar memórias plurais e democratizar a história. </span></p> <p> </p>2026-08-28T17:12:19+00:00Copyright (c) 2026 História em Revistahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/HistRev/article/view/31604Arquivos que revelam: o NDH/UFPel e suas articulações entre História Pública, democratização do conhecimento e História das Mulheres2026-10-16T16:52:18+00:00Andreina Corpesandreinahardtkecorpes@gmail.com<p>O presente artigo discute o papel do Núcleo de Documentação Histórica (NDH) da Universidade Federal de Pelotas na preservação e utilização de processos da Justiça do Trabalho como fontes para a História das Mulheres. Analisa-se como esses documentos permitem acessar experiências de trabalhadoras historicamente invisibilizadas, evidenciando desigualdades de gênero, conflitos laborais e táticas de resistência. Fundamentado nos aportes da História do Trabalho, da História Pública e da História das Mulheres, o estudo destaca a relevância do NDH na democratização do conhecimento histórico por meio da pesquisa, digitalização e difusão de seus acervos. Além disso, enfatiza-se o potencial da História Pública para ampliar o acesso ao conhecimento histórico e fortalecer o diálogo entre universidade e sociedade. Conclui-se que a articulação entre preservação documental, investigação histórica e difusão pública contribui para a valorização de memórias marginalizadas e para a construção de uma consciência histórica crítica acerca das relações entre gênero, trabalho e direitos.</p> <p><strong>Palavras-Chave: História Pública; História das Mulheres; Processos Trabalhistas; Justiça do Trabalho</strong></p>2026-08-28T17:15:31+00:00Copyright (c) 2026 História em Revistahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/HistRev/article/view/32050Memória contra o silêncio: o trabalho da Comissão Universitária da Verdade/UFPel como ferramenta para a prática da história pública2026-10-16T16:52:18+00:00Nádia Coelho Kendzerskinadiakendzerski@gmail.comNatasha Dias Castelli natasha.dias.castelli@gmail.com<p>O presente artigo busca demonstrar como o trabalho da Comissão Universitária da Verdade da UFPel (CUV/UFPel) se conecta com a sociedade por meio da chamada História Pública. Investigar os afastamentos, as perseguições políticas e a vigilância ocorridos na UFPel durante a ditadura civil-militar (1964-1985) não se limita à reconstrução factual do passado, mas responde a um mal-estar do tempo presente que demanda respostas institucionais. O trabalho da Comissão será apresentado a partir dos resultados parciais da pesquisa desenvolvida até o momento, bem como de propostas voltadas à divulgação científica da documentação encontrada. A experiência da Comissão evidencia que a compreensão dos traumas do passado constitui um processo vivo e em constante disputa, uma vez que o direito à verdade se configura como ferramenta essencial para o fortalecimento da democracia, tanto no interior da universidade quanto para além dela.</p> <p><strong>Palavras-chaves</strong>: História Pública; Comissões da Verdade; Ditadura Militar; UFPel</p>2026-08-29T12:27:31+00:00Copyright (c) 2026 História em Revistahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/HistRev/article/view/31346Entre o trabalho e os filhos2026-10-16T16:52:18+00:00Nubia Sotini dos Santosnubiasotini.santos@gmail.com<p>Este artigo analisa o serviço doméstico na escravidão urbana no Rio de Janeiro, a partir de anúncios de venda e aluguel de mulheres-mães escravizadas, publicados no <em>Jornal do Commercio </em>nos primeiros meses de 1870. O argumento do estudo é que as fontes analisadas, para além de sua função comercial, produziram e difundiram expectativas senhoriais sobre trabalho, conduta e disponibilidade corporal, consolidando o serviço doméstico como um espaço profundamente racializado e feminino. Nessa perspectiva, observa-se também como as maternidades de mulheres escravizadas foram sistematicamente precarizadas e submetidas a constantes negociações, tornando-se uma experiência sujeita a contínuos rearranjos.</p>2026-08-29T12:30:35+00:00Copyright (c) 2026 História em Revistahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/HistRev/article/view/31445Roteiros negros no Paraná:2026-10-16T16:52:18+00:00Noemi Santos da Silvanoemihist@gmail.comMerylin Ricieli dos Santosmerylinricieli5@gmail.com<p>Este artigo apresenta resultados de práticas de história pública desenvolvidas no âmbito da extensão universitária em três cidades paranaenses: Curitiba, Paranaguá e Ponta Grossa, com menção a uma iniciativa em construção em Jacarezinho. Denominados "Roteiros Negros", os projetos articulam memória, patrimônio cultural e educação antirracista em uma perspectiva negro-centrada, problematizando narrativas hegemônicas e promovendo letramentos raciais críticos. A análise ancora-se nos conceitos de territórios negros, educação patrimonial, consciência histórica e história pública, demonstrando como percursos guiados podem constituir estratégias contra-hegemônicas de ensino de História comprometidas com a Lei 10.639/2003 e com a visibilidade das experiências negras no Sul do Brasil.</p>2026-08-29T12:33:51+00:00Copyright (c) 2026 História em Revistahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/HistRev/article/view/31496O primeiro negro no futebol da elite pelotense2026-10-16T16:52:18+00:00Gabriel Ribeirogabrielribeirojornal@gmail.com<p>Este estudo tem como objetivo estabelecer uma análise que perpassa os principais momentos da linha do tempo do futebol brasileiro no começo do século XX, resgatando a herança promovida pelo período de pós-abolição de 1888. Desse modo, a pesquisa aprofunda sua crítica ao discorrer acerca das inserções do atleta negro nos clubes profissionais, fato ocorrido somente a partir dos anos de 1930, quando ocorre a profissionalização da modalidade no Brasil. O percurso metodológico deste trabalho faz uso de uma pesquisa bibliográfica que abrange obras que abarcam o futebol nacional, mas principalmente as que remetem à gênese desse esporte na cidade de Pelotas. Ademais, este trabalho faz uso da micro-história enquanto técnica para abordar em um capítulo a primazia do primeiro negro em um clube profissional do futebol pelotense. Por fim, o presente estudo traz em suas considerações a importância do futebol na cidade de Pelotas enquanto cenário de resistência ao preconceito racial e de distinção social promovida pelas elites nos primórdios da prática desse esporte nessas localidades. </p>2026-08-29T12:36:45+00:00Copyright (c) 2026 História em Revistahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/HistRev/article/view/31778Da formação Coimbra à coordenação imperial: elites, províncias e unidade territorial no Brasil oitocentista em perspectiva ibero-americana2026-10-16T16:52:18+00:00Thiago Perez Bernardes de Moraesthiago.moraes@uniandrade.edu.br<p>O artigo revisita a hipótese de José Murilo de Carvalho sobre Coimbra, elite imperial e unidade territorial brasileira. Argumenta-se que a formação jurídico-burocrática da elite foi decisiva, mas insuficiente como causa autônoma. A unidade brasileira resultou de uma coordenação imperial que combinou Corte, dinastia, burocracia, províncias, coerção, fiscalidade, escravidão e memória política. Em vez de opor uma elite brasileira homogênea a uma América espanhola fragmentária, o texto compara modos distintos de administrar a crise da soberania nos impérios ibéricos. A contribuição consiste em deslocar a tese coimbrã para uma explicação configuracional, na qual a unidade aparece como conquista conservadora, não como destino nacional.</p>2026-08-29T12:39:25+00:00Copyright (c) 2026 História em Revistahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/HistRev/article/view/30379O Empório das Artes e a presença indígena no Museu de Arte Sacra do Pará2026-10-16T16:52:17+00:00Diego Santosdiego.pereira@uepa.brMariane Borgesmarianealves1441@gmail.comGabriel Pachecogrpacheco12@gmail.comLaís Sousalaissousa200415@gmail.comLorena Souzalorenabotelhosz@gmail.com<p>Neste artigo demonstra-se a importância de trabalhar os espaços museológicos como ferramenta de ensino no campo da História, destacando os sujeitos que compõem os processos históricos da capital paraense e as diversas narrativas que sistematizam os complexos patrimoniais da região, com ênfase no foco deste estudo: o Museu de Arte Sacra e a sala nele presente, o <em>Empório das Artes</em>. Pretende-se analisar como o museu está estruturado para apresentar exposições relacionadas à cultura regional, especialmente às produções de artefatos indígenas expostas na referida sala. O objetivo é compreender as narrativas que estão presentes diante do museu e, por conseguinte, como estão estabelecidas nas mediações que ocorrem dentro do espaço. A metodologia de pesquisa foi realizada a partir de formulários Google e a realização de entrevistas semiestruturadas, nas quais foi possível estabelecer visões sobre o museu, bem como seus usos, em particular em perspectiva educacional. Por fim, entendemos como a forma estrutural do museu seleciona narrativas, o qual acaba contribuindo para o silenciamento de certos sujeitos.</p>2026-08-29T12:43:37+00:00Copyright (c) 2026 História em Revistahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/HistRev/article/view/30455Arquiteturas do progresso: Manaus, a Belle Époque e o projeto urbano republicano na Amazônia2026-10-16T16:52:17+00:00Janderson Gustavo Soares de Almeidajanderson.almeida@semed.manaus.am.gov.brClodoaldo Silvacms.1978@hotmail.comMaria das Graças Maciel de Oliveiraeducadoragracamaciel@gmail.comDenison de Aguiardenisonaguiarx@gmail.com<p>A pesquisa analisa as arquiteturas simbólicas e materiais da cidade de Manaus durante a Belle Époque, compreendendo-as como expressão concreta das contradições entre modernidade e marginalidade no contexto republicano amazônico. O estudo tem como objetivo interpretar como o projeto urbano do período articula progresso, memória e exclusão, revelando o urbano como campo de poder, representação e disputa. A investigação adota abordagem qualitativa, de natureza histórico-interpretativa, fundamentada em análise bibliográfica e hermenêutica das práticas urbanas e de seus vestígios materiais e simbólicos. A metodologia privilegia a leitura crítica de fontes históricas, registros arquitetônicos e narrativas memorialísticas, observando como o discurso da civilização se traduziu em políticas de visibilidade e apagamento. Os resultados indicam que as arquiteturas do progresso, longe de consolidarem uma modernidade plena, instituem um imaginário urbano fragmentado, no qual luxo e ruína coexistem como faces complementares da experiência amazônica. Conclui-se que o espaço manauara é mais que cenário: é um organismo de memória, cuja materialidade traduz tanto o desejo de pertencimento quanto as marcas de exclusão que o sustentam.</p>2026-08-29T12:47:27+00:00Copyright (c) 2026 História em Revista