https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/NORUS/issue/feed Novos Rumos Sociológicos 2026-02-26T22:40:55+00:00 Marcus Vinicius Spolle revista.norus@ufpel.edu.br Open Journal Systems <p>A Novos Rumos Sociológicos (NORUS) é a revista científica do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A revista publica artigos inéditos, ensaios bibliográficos, entrevistas, traduções, resenhas, que podem ser enviados em português, inglês, francês ou espanhol.</p> <p><strong>Qualis:</strong> A3</p> <p><span data-sheets-value="{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:&quot;A4&quot;}" data-sheets-userformat="{&quot;2&quot;:2627,&quot;3&quot;:{&quot;1&quot;:0},&quot;4&quot;:{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:16776960},&quot;9&quot;:1,&quot;12&quot;:0,&quot;14&quot;:{&quot;1&quot;:3,&quot;3&quot;:1}}"><strong>ISSN:</strong> 2318-3721 (impresso) |<strong> ISSN: </strong>2318-1966 (eletrônico)</span></p> https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/NORUS/article/view/31149 Apresentação 2026-02-26T22:40:55+00:00 William Gómez william.hector@gmail.com Sandro Adams sandroadams@gmail.com Sandro Ari Andrade de Miranda sandro.aa.miranda@gmail.com <p>Apresentação do Dossiê "Dinâmicas autoritárias na América Latina".</p> 2026-02-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor e Revista https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/NORUS/article/view/30810 A realidade que delira 2026-02-26T22:40:55+00:00 Sandro Adams sandroadams@gmail.com <p>O ressurgimento do autoritarismo nos regimes democráticos latino-americanos é uma possibilidade imanente da modernidade. A articulação entre a racionalidade instrumental, a reconfiguração neoliberal e a fragilidade dos mecanismos de integração social favorece a emergência de formas de dominação que preservam a legalidade democrática enquanto reordena seus conteúdos normativos. Nesses arranjos, a democracia opera, simultaneamente, como horizonte de legitimação da tecnologia de governo, em que a centralização decisória no Executivo, a normalização da exceção, o controle seletivo da esfera pública e a conversão das eleições em dispositivos de ratificação hegemônica permitem a reprodução do poder sob a aparência do Estado de Direito, e como artífice contrário a autocracia. Ao combinar modernização econômica, discurso de ordem e promessas seletivas de inclusão, produz-se uma configuração paradoxal na qual pluralismo, alternância de poder e crítica pública são progressivamente neutralizados sem ruptura institucional explícita. Nesse quadro, interrogo sobre o papel da esquerda latino-americana, problematizando a substituição da ação política pela moralização do debate público. Sustento que a centralidade da virtude como critério de legitimação produz impotência estratégica, desloca o conflito para o registro ético, contribuindo para a despolitização das disputas sociais e reforçando as dinâmicas autoritárias que pretende combater. A revitalização da crítica democrática passa por uma recusa da moral como sucedâneo da política e a retomada de uma análise estrutural das formas contemporâneas de dominação.</p> 2026-02-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor e Revista https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/NORUS/article/view/30843 O marxismo diante dos fenômenos mórbidos contemporâneos 2026-02-26T22:40:55+00:00 Igor Marquezine i234481@dac.unicamp.br <p style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.5cm;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;">Este trabalho apresenta notas críticas sobre os desafios teóricos presentes em quatro análises marxistas da extrema-direita contemporânea, com enfoque especial nas categorias mobilizadas para caracterizar o bolsonarismo. O propósito é avaliar as potencialidades e os limites explicativos dessas conceituações diante da complexidade do fenômeno. Para alcançá-lo, contrastam-se as interpretações de Atilio Borón, que rejeita a analogia do bolsonarismo com o fascismo histórico; de Armando Boito Jr., que constrói conceitos gerais de fascismo e neofascismo e define o bolsonarismo como uma variante deste último; de Dylan Riley, que propõe pensar as extremas-direitas contemporâneas e o bolsonarismo a partir dos conceitos de “populismo de direita” e “neobonapartismo”; e de André Kaysel e Alvaro Bianchi, que compreendem a extrema-direita como um conceito espacial e relacional, definindo o bolsonarismo como uma “coalizão discursiva de extrema-direita” na qual convergem diferentes tradições ideológicas e discursivas.</span> <span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;">Conclui-se que, no contexto da atual crise orgânica, uma abordagem da extrema-direita que combine a análise estrutural das classes sociais no modo de produção capitalista ao exame das disputas ideológicas e discursivas que constituem os sujeitos políticos tende a produzir diagnósticos científicos mais robustos e resultados políticos significativos.</span></span></p> 2026-02-25T20:24:53+00:00 Copyright (c) 2026 Autor e Revista https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/NORUS/article/view/30773 La polarización ideológica en América Latina y sus efectos sobre representación política y cualidad democrática 2026-02-26T22:40:55+00:00 João Paulo Dellasta do Nascimento jp_dellasta@hotmail.com João Cardoso Lara Camargos jmcardoso2010@hotmail.com João Carlos Amoroso Botelho joaocarlosbotelho@hotmail.com <p>La intensificación de las disputas políticas en diferentes regiones del mundo ha reavivado el debate sobre la polarización. El artículo mide la polarización ideológica en 18 países de América Latina y Caribe, utilizando la auto ubicación de legisladores, y avanza con relación a la medida de Dalton (2008), que se adopta como referencia en la literatura. De los cinco países con el promedio más alto de polarización en el período de análisis (El Salvador, Uruguay, Honduras, Bolivia y Nicaragua), la democracia no se ha tornado inestable solo en Uruguay. Además, el artículo elabora un indicador de congruencia ideológica entre élites políticas y población y verifica, por medio de modelos jerárquicos, que la polarización tiene efecto negativo sobre representación política y calidad democrática y no afecta la satisfacción con la democracia. Los hallazgos contrarían el entendimiento de parte de la literatura de que la polarización ideológica puede ser positiva, al aumentar la oferta de opciones políticas.</p> 2026-02-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor e Revista https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/NORUS/article/view/31126 A linguagem fascista e a espiral do silêncio durante o governo Bolsonaro (2019-2022) 2026-02-26T22:40:54+00:00 Cleriston Petry cleripetry@hotmail.com Filipi Vieira Amorim filipi_amorim@yahoo.com.br Angelo Vitório Cenci angelo@upf.br <p>O artigo tem como objetivo evidenciar algumas características fundamentais da linguagem fascista e suas repercussões no cenário político brasileiro, com ênfase no período correspondente à eleição e ao governo de Jair Messias Bolsonaro (2018-2022). Para isso, articulamos a interpretação desse fenômeno com o conceito de Espiral do Silêncio, da cientista política Elisabeth Noelle-Neumann (1916-2010), considerando este como um dos fatores que não somente viabilizou a eleição de Bolsonaro, mas também permitiu que a linguagem fascista adentrasse ao espaço público, alterando o clima de opinião pública, e fosse, por conseguinte, silenciando deliberadamente dissonâncias políticas, complexidades sociais e o pensamento crítico. Para sustentar a argumentação e elaborar as analogias propostas, baseamo-nos, igualmente, na obra de Victor Klemperer (1881-1960), <em>La lengua del Tercer Reich</em>, que nos permitiu a interpretação de algumas manifestações linguísticas do bolsonarismo que foram selecionadas durante a elaboração do artigo. Por fim, propomos uma distinção analítica crucial acerca da compreensão sobre o significado de ser fascista e utilizar uma linguagem de caráter fascista como instrumento de poder e mobilização política.</p> 2026-02-25T20:33:16+00:00 Copyright (c) 2026 Autor e Revista https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/NORUS/article/view/27405 UM ABRAÇO DE 600 CURTIDAS: EXPLORANDO O IMPACTO DOS GRUPOS DE APOIO NAS DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS ATRAVÉS DO FACEBOOK 2026-02-26T22:40:54+00:00 Bruna Angélica Casonato Ribeiro brunacasonato2@gmail.com Julio Cesar Donadone julio@dep.ufscar.br <p>A ciência avança com descobertas que permitem ao homem prolongar seu tempo de vida e, nesse sentido, questões de vida e morte estão frequentemente em discussão, incluindo as pesquisas relacionadas a doenças, em alguns casos contemplando as doenças crônicas, que refletem uma necessidade humana primordial, a de compreensão da doença e de seus impactos na sociedade. Receber o diagnóstico de uma Doença Inflamatória Intestinal é complexo, nesse sentido o Facebook tem sido uma plataforma para as pessoas estarem em rede e gerenciarem suas condições o que tem possibilitado a existência de grande número de comunidades destinadas a discutir assuntos relacionados à saúde, fazendo-se necessário entender como elas funcionam e de que forma são utilizadas as informações obtidas. Desta forma, a contribuição principal deste estudo foi a de apresentar as características básicas de grupos de apoio a pacientes com Doença Inflamatória Intestinal, concentrando-se nos usuários e em suas postagens. Foi realizada uma pesquisa exploratória visando identificar grupos de discussão no Facebook, sendo selecionados dois grupos, ambos secretos e um mediado por um médico. A coleta de dados correspondeu ao período de dezembro de 2022 a março de 2023. Como instrumento de coleta de dados foi utilizada a análise de discursos das postagens e comentários. Em ambos os grupos os temas das postagens mais abordados foram os medicamentos, os sintomas e os exames. Porém, as postagens e comentários mais relevantes nos grupos divergem significativamente demonstrando a presença e relevância do trabalho emocional e as “regras de sentimentos”.</p> 2026-02-25T20:37:52+00:00 Copyright (c) 2026 Autor e Revista https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/NORUS/article/view/28616 A composição do mundo comum entre supostos “ninguéns-arcaicos” e “alguéns-modernos” à luz da Teoria Ator-Rede 2026-02-26T22:40:54+00:00 Nádia Cristina Rodrigues nadia.rodrigues1@gmail.com Viviane Fernandez de Oliveira vivianefernandez@id.uff.br Fátima Kzam fatima_kzam@yahoo.com.br Fátima Branquinho fatima.branquinho@uol.com.br <p>Trata-se de um estudo realizado com os Hervanos - um coletivo que habita no município de Cachoeiras de Macacu (RJ) – a partir da noção segundo a qual jamais fomos modernos, conforme preconizado pelo sociólogo francês Bruno Latour. O artigo é dividido em três partes, além das considerações finais. A primeira traz a apresentação do referencial teórico-metodológico escolhido, a Teoria Ator-Rede (TAR), e um pouco da história da pesquisa para situar o leitor. Na sequência, usamos como inspiração o poema de Eduardo Galeano, “os ninguéns”, para nos ajudar a refletir sobre o fracasso do projeto civilizatório da modernidade e como este possibilitou o aparecimento de grupos que, sob essa leitura, estão à margem do referido projeto. Na terceira parte, observamos as mediações e trânsitos entre o mundo dos Hervanos e a sociedade abrangente (“os alguéns”) e descrevemos o conhecimento produzido por esse mundo comum. Assim, buscando superar abismos dualistas, optamos por revelar a composição desse mundo por meio da relação entre o texto científico, a música e a poesia.</p> 2026-02-25T20:50:27+00:00 Copyright (c) 2026 Autor e Revista https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/NORUS/article/view/31067 A MÃO ESQUERDA DO ESTADO: ABANDONO E ACOLHIMENTO DOS IMIGRANTES HAITIANOS EM CURITIBA 2026-02-26T22:40:54+00:00 Pedro Francisco Marchioro pedro.marchioro30@gmail.com <p>A imigração haitiana ao Brasil teve início em 2010 com a ocorrência do terremoto em sua capital e com a promulgação da lei do visto humanitário pelo governo brasileiro. Com o visto, milhares de haitianos obstruídos nas fronteiras do Brasil puderam entrar e viver regularmente no país. Essa medida, porém, não foi acompanhada de políticas de acolhimento, deixando-os em grande medida à própria sorte dentro do imenso território nacional e expostos à abusos e violações que posteriormente viriam a se confirmar. Foram as ações voluntárias advindas de universidades, igrejas e movimentos sociais que desempenharam essa função. A partir de entrevistas, observação participante e pesquisa documental o presente artigo analisa as políticas de acolhimento de imigrantes levadas adiante por instituições públicas ou sem fins lucrativos, em especial os projetos de acolhimento da Universidade Federal do Paraná. &nbsp;Como principal achado a pesquisa encontrou que tais iniciativas partilham daquilo que se denomina a mão esquerda do Estado, isto é, são instituições e indivíduos (auto)responsabilizados pelo cuidado social em um sistema desenhado para atender ao capital.</p> 2026-02-25T20:57:35+00:00 Copyright (c) 2026 Autor e Revista https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/NORUS/article/view/30584 Intersecções letais 2026-02-26T22:40:54+00:00 Júlia Boanova Böhm juliabbohm@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Esta resenha discute o livro </span><em><span style="font-weight: 400;">Intersecções letais</span></em><span style="font-weight: 400;">, de Patricia Hill Collins, que analisa a violência como engrenagem cotidiana das relações de poder e das desigualdades sociais. A autora recorre à perspectiva interseccional e ao modelo dos quatro domínios do poder (interpessoal, disciplinar, estrutural e cultural) para acompanhar como diferentes formas de violência - visíveis e invisíveis - se combinam e definem quais grupos são mais expostos ao risco e menos reconhecidos como dignos de proteção. Ao longo dos capítulos, Collins trabalha com episódios concretos, como encontros letais com o Estado, tentativas de silenciar vozes políticas dissidentes, disputas em torno de símbolos nacionais, políticas armamentistas e práticas que tornam crianças e jovens descartáveis. O livro também examina experiências de resistência, ancoradas em iniciativas comunitárias, ações judiciais e intervenções culturais. A resenha enfatiza a utilidade do quadro analítico proposto para pesquisas sociológicas sobre violência interseccional, ao articular níveis micro e macro e ao legitimar materiais da cultura popular como fonte de análise.&nbsp;</span></p> 2026-02-25T20:59:50+00:00 Copyright (c) 2026 Autor e Revista