ENTRE TEORIAS PARA AS CIÊNCIAS DA CONSTRUÇÃO

EFEITOS DAS FRATURAS EPISTÊMICAS ESTABELECIDAS HISTORICAMENTE NA TEORIA DA ARQUITETURA PARA A PRÁTICA CONTEMPORÂNEA

  • Carolina Rosa Universidade de São Paulo, USP

Resumo

Este artigo analisa a evolução histórica da teorização da arquitetura, abordando aspectos determinantes para as presentes crises do campo intelectual e da praxis, as quais se encontram intrinsecamente relacionadas. O objetivo é desenvolver, sob uma perspectiva epistemológica, uma análise crítica da estruturação da arquitetura enquanto campo de conhecimento, destacando a incidência de fraturas epistêmicas estabelecidas em seu processo de disciplinarização. Por meio de uma revisão bibliográfica e da reconstrução lógico-interpretativa, são levantados condicionantes econômico-sociais, bem como pressupostos filosóficos que interferiram nesse processo. Sugere-se que essas fraturas promoveram um descolamento da teoria arquitetônica dos aspectos relativos à produção material, conduzindo a profissão a uma condição de crise teórica e posição de marginalidade no contexto geral de produção do ambiente construído. Conclui-se que, após dois séculos de crise, é chegado o momento de repensar a teoria em sua relação com a prática e, portanto, suas relações com a produção material e com a tecnologia.

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Biografia do Autor

Carolina Rosa, Universidade de São Paulo, USP

Doutoranda em Arquitetura pela Universidade de São Paulo, Mestre em Arquitetura pela Universidade Federal de Minas Gerais (2021), Especialista em Building Information Modeling pela Universidade Paulista (2021), Especialista em Construção Civil pela Escola de Engenharia da UFMG (2013), graduada em Arquitetura e Urbanismo pela mesma Universidade

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Publicado
2024-08-12
Seção
Artigos