PARTICIPAÇÃO SOCIAL E QUALIDADE ESPACIAL URBANA
o caso do Passo dos Negros, Pelotas-RS
Resumo
O artigo trata sobre o conceito de cidade média para em seguida analisar a qualidade do seu espaço urbano através de métodos e instrumentos participativos, tendo como estudo de caso a região do Passo dos Negros, na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul. O estudo buscou compreender as necessidades e potencialidades locais, levando em conta aspectos culturais, morfológicos, sociopolíticos e ambientais. Para isso, a coleta de dados deu-se por meio de dois instrumentos: Walkthrough e Grupo Focal. As informações coletadas, depois de organizadas e sistematizadas, foram examinadas utilizando o software NVivo 11, que permite analisar a ocorrência de citação dos termos-chave, bem como o contexto no qual eles foram mobilizados pelos participantes. Por um lado, o estudo identificou problemas estruturais afetando a percepção da qualidade do espaço urbano segundo seus residentes, incluindo a falta de saneamento básico, insegurança jurídica sobre a posse da terra, violações ao direito à moradia e outras questões de infraestrutura, como alagamentos. Por outro lado, observou-se um sentimento significativo de pertencimento por parte dos moradores, refletido em suas preocupações com a manutenção de sua identidade local e, em destaque, marcos materiais e imateriais tradicionais da zona. Dessa forma, os resultados obtidos sugerem a necessidade urgente de intervenções públicas para garantir não só a moradia digna, mas também a provisão, melhoria e manutenção da infraestrutura do bairro e a promoção de ações que protejam as particularidades locais.
Palavras chave: Cidades Médias; Passo dos Negros; Qualidade do Espaço Urbano; Direito à Cidade, Participação social.
Downloads
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
A PROJECTARE se reserva no direito de efetuar alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical nos trabalhos originais, com o objetivo de manter o rigor científico, o padrão acadêmico e formal da língua, respeitando, o estilo dos autores, além de especificidades regionais ou de outra natureza.
O Conselho Editorial não se responsabiliza por opiniões emitidas pelos autores dos trabalhos publicados.
Os trabalhos aceitos para publicação passam a ser de propriedade da PROJECTARE, não podendo portanto o autor reivindicar, em qualquer época ou sob qualquer pretexto, remuneração ou indenização pela publicação de seu artigo.
Cabe(m) ao(s) autor(es) as devidas autorizações de uso de imagens com direito autoral protegido (Lei nº 9610, de 19 de fevereiro de 1998).
.png)