Marés que Formam:
(Auto)Narrativas de um Educador do Campo em Territórios Insulares Caiçaras
Resumo
Este artigo apresenta uma escrita de si em forma de narrativa formativa, construída a partir das vivências do autor como educador do campo em comunidades insulares caiçaras do litoral do Paraná. A proposta emerge do desejo de registrar, refletir e reinterpretar experiências de ensino e aprendizagem em um território marcado por invisibilizações e resistências. Utiliza-se a abordagem (auto)biográfica, assumindo a memória como potência epistemológica e pedagógica, articulando-a com referenciais que tratam da formação docente, da educação do campo e das epistemologias do sul. As marés, os silêncios, as travessias e os encontros cotidianos tornam-se imagens que orientam a tessitura da narrativa, revelando como o território insular participa ativamente da formação do professor. Longe de constituir um simples relato, o texto propõe um mergulho sensível nas marcas que a docência deixa no sujeito que educa, problematizando as fronteiras entre ensinar, aprender e resistir. Ao final, defende-se a escrita autobiográfica como gesto político de afirmação de existências que insistem em permanecer à beira, transformando o vivido em conhecimento e o cotidiano em saber compartilhado.
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Referências
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