https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/issue/feed Cadernos de Educação 2026-04-12T12:20:31+00:00 Conselho Editorial revista.ce@ufpel.edu.br Open Journal Systems <p>A revista&nbsp;<strong>Cadernos de Educação </strong>é um periódico científico eletrônico, em fluxo contínuo, cuja edição e publicação são de responsabilidade do <a href="https://wp.ufpel.edu.br/ppge/">Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE)</a> da <a href="https://wp.ufpel.edu.br/fae/">Faculdade de Educação (FAE)</a> da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Publica artigos inéditos resultantes de pesquisas científicas no campo educacional, &nbsp;além de resenhas, entrevistas e dossiês.<br><strong>Qualis:</strong> A3<br><span data-sheets-value="{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:&quot;A4&quot;}" data-sheets-userformat="{&quot;2&quot;:2627,&quot;3&quot;:{&quot;1&quot;:0},&quot;4&quot;:{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:16776960},&quot;9&quot;:1,&quot;12&quot;:0,&quot;14&quot;:{&quot;1&quot;:3,&quot;3&quot;:1}}"><strong>ISSN:</strong> 2178-079X</span></p> https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/31250 Entre métricas, algoritmos e sentidos: a centralidade do debate sociopolítico na Educação 2026-04-12T12:19:29+00:00 Sandro Faccin Bortolazzo sandro.bortolazzo@ufpel.edu.br Denise Macedo Ziliotto dmziliotto@gmail.com Fernando Cezar Ripe fernandoripe@yahoo.com.br Magda Floriana Damiani flodamiani@gmail.com Marta Nörnberg martanornberg0@gmail.com Síglia Pimentel Höher Camargo sigliahoher@yahoo.com.br <p>Editorial</p> 2026-03-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Cadernos de Educação https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/27485 Formação Continuada na Perspectiva da Inclusão Escolar ofertada pelo município de Porto Velho-RO 2026-04-12T12:19:35+00:00 Valéria Becher Trentin valeriatret@yahoo.com.br Hemile Ane Alves Maia Arquimim Hemile Ane Alves Maia Arquimim valeriatret@yahoo.com.br <p>Este artigo tem como objetivo analisar as formações continuadas na perspectiva da inclusão escolar ofertadas pelo município de Porto Velho-RO entre 2018 a 2023 e as percepções das professoras que atuam em uma escola municipal sobre a relação das formações continuadas na perspectiva da inclusão escolar ofertadas pelo município e as práticas de inclusão na escola. Assim, assumi -se que a abordagem desta pesquisa é qualitativa, tendo como lócus da pesquisa uma escola municipal de Porto Velho - RO. Os participantes foram 05 (cinco) professoras que atuam em uma escola municipal de Porto Velho - RO. Quanto aos instrumentos da coleta de dados, foi utilizada a entrevista semiestruturada. Processou-se a organização dos dados coletados seguindo critérios da análise de conteúdo (Bardin, 2011). Ao analisar as formações continuadas ofertadas pelo município no período de 2018 a 2020, constatou-se que estas apresentaram temáticas direcionadas somente aos alunos com TEA. Além deste direcionamento as formações no período (2018 - 2020) apresentaram-se ancoradas em modelos clínicos, os quais dão ênfase ao estudo do transtorno em detrimento de uma formação crítica e reflexiva voltada para o processo de aprendizagem e desenvolvimento do aluno público-alvo da educação especial. As professoras ressaltaram em suas falas que as formações continuadas ofertadas ainda não têm sido suficientes para suprir as dificuldades encontradas na escola, apontando que os cursos de formação continuada ofertados foram pautados na transmissão de conhecimentos e não na relação teoria e prática. Apontam ainda que a formação ofertada tem pouco contribuído nas práticas cotidianas da escola.</p> 2026-03-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Cadernos de Educação https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/26175 O processo de implementação do Novo Ensino Médio e o protagonismo juvenil 2026-04-12T12:19:52+00:00 Taís Regina Hansen ta.hansen@acad.ufsm.br Andressa Aita Ivo dessaaita@gmail.com Thaiane Bonaldo do Nascimento thaiane.bonaldo@ufsm.br <p>A pesquisa objetivou verificar como se deu o protagonismo juvenil na escolha dos itinerários formativos durante a implementação da Lei nº 13.415. Realizou-se uma pesquisa qualitativa de cunho bibliográfico, cuja fonte de informação foi composta por artigos publicados entre 2019 e 2023, no Portal de Periódicos da CAPES. Constatou-se que as Secretarias de Educação determinaram quais seriam os itinerários formativos ofertados, de forma que as juventudes passaram a ser coadjuvantes e não protagonistas, como a reforma sugere. Conclui-se que a lei não atende aos interesses juvenis se tratando de um projeto ideológico que visa a manutenção do sistema capitalista.</p> 2026-03-08T13:36:09+00:00 Copyright (c) 2026 Cadernos de Educação https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/26010 O Ensino Médio e a Pandemia 2026-04-12T12:19:55+00:00 Ellen Belmonte Barros tesedaellen@gmail.com Rafaela Silva Marinho Caldas rafaelasilvamarinho16@gmail.com Nádia Maciel Falcão nadiafalcao@ufam.edu <p>O artigo discute o panorama da permanência estudantil no ensino médio em escolas do Amazonas, de 2020 a 2022. Realizou-se pesquisa de natureza documental e bibliográfica, com abordagem qualitativa, utilizando técnicas da análise do conteúdo, com o objetivo de discutir o panorama da permanência estudantil no ensino médio das escolas estaduais do Amazonas, a partir do início da pandemia de covid-19. Os resultados sugerem que, embora a rede de ensino tenha oferecido alternativas para continuidade da oferta do ensino, muitos jovens estiveram fora da escola desde o início da pandemia, continuando assim até o final do período analisado.</p> 2026-03-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Cadernos de Educação https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/25291 Tempo e experiência: 2026-04-12T12:20:00+00:00 Rita de Cássia Prazeres Frangella rcfrangella@gmail.com Maria Clara Camões Santiago mcscamoes@gmail.com Rosalva de Cássia Rita Drummond rosalvadrummond@gmail.com <p class="Resumocorpo" style="margin-right: 113.05pt;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif;">Iniciado pela ideia de um “tempo-quando” proposto por Manoel de Barros, o texto, costurado pela poética do autor, coloca sob suspeita as lógicas subjacentes aos significantes tempo e experiência, inquirindo políticas curriculares como forma de escamotear políticas e práticas homogeneizadoras. Resistir à tirania do tempo e das definições prévias de experiência faz-nos questionar a BNCC como documento curricular que se impõe como caminho salvífico para uma educação de qualidade ao evocar um tempo linear e literal que dialogue com experiências linearmente e literalmente organizadas e predefinidas. Noutra direção, clama por um currículo como produção cultural que se dá em meio às relações e que, como tal, se abre para caminhos (im)possíveis, (im)previsíveis que acontecem no cotidiano da Educação Infantil. Em meio a esse debate, traz à cena uma experiência vivida com crianças de cinco anos em uma escola de Educação Infantil como possibilidade de fazer reverberar reflexões que coloquem sob suspeita um currículo que se constitui à priori. Em seus provisórios encaminhamentos, elucida perspectivas que desloquem o currículo da lógica de fechamento, irrompendo como caminho para contrapor-se à ideia de falta, incompletude, inacabamento, projetando um lugar outro para as crianças e para suas experiências.</span></p> 2026-03-10T20:31:26+00:00 Copyright (c) 2026 Cadernos de Educação https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/27767 (Des) organização do trabalho pedagógico no contexto da implementação do Novo Ensino Médio na rede paulista de ensino 2026-04-12T12:20:07+00:00 Leonardo Crochik crochik@ifsp.edu.br Márcia Aparecida Jacomini jacomini.marcia@unifesp.br Francisca Jane Furtado Marinho franciscajane@prof.educacao.sp.gov.br <p><span style="font-weight: 400;">Discute-se a organização do trabalho pedagógico no contexto da reforma do ensino médio, demonstrando que a fragmentação curricular e as condições precárias de trabalho promovem a desorganização das atividades didático-pedagógicas. Foram coletados dados, por meio de pesquisa-ação, em sete escolas da rede estadual paulista. Os resultados indicam: i) grande rotatividade, com média de permanência docente em 77% do período letivo; ii) turmas sem atribuição, especialmente nos itinerários formativos e na EJA; iii) parcela significativa de docentes (46%) que evita a atribuição de disciplinas dos itinerários formativos; iv) excesso de disciplinas atribuída aos docentes, chegando a 21 componentes curriculares; v) docentes ministrando componentes para as quais não estão habilitados, especialmente nos itinerários formativos. Conclui-se que sob estas condições não é possível a promoção de uma educação de qualidade e que a reforma do ensino médio só fez piorar as condições de realização desta etapa da educação básica.</span></p> 2026-03-10T20:50:50+00:00 Copyright (c) 2026 Cadernos de Educação https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/27575 Fascismo, redes sociais e educação 2026-04-12T12:20:15+00:00 Marcus Vinicius Cunha marcusvc@ffclrp.usp.br Bárbara Fernanda Freitas barbarafreitas@usp.br João Vítor Zanato de Carvalho Ribeiro jvzanato@gmail.com <p>Em consonância com a caracterização feita por Umberto Eco, este artigo assume a definição de fascismo como um modo de ver o mundo que recusa os avanços da modernidade e impede o desenvolvimento da sensibilidade estética. Assume também a metáfora proposta por John McDermott, segundo a qual o fascismo é como um vírus: pode permanecer latente por longo tempo, aguardando o momento certo para destruir as instituições democráticas, situação que tem acontecido em anos recentes. A primeira parte do artigo analisará as redes sociais como o meio mais eficaz para a propagação do vírus do fascismo, tornando os indivíduos incapazes de ter sensibilidade estética. A segunda parte assumirá que esse problema só pode ser combatido por uma educação humanista, tal como se encontra na filosofia educacional de John Dewey. Para efetivar esse combate, faz-se necessário reunir conceitos adequados a este fim, razão pela qual o artigo buscará o auxílio das concepções morais e éticas do Círculo de Bakhtin.</p> 2026-03-16T16:51:23+00:00 Copyright (c) 2026 Cadernos de Educação https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/27188 Os impactos da mudança de gestão municipal para o trabalho pedagógico na Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre/RS 2026-04-12T12:20:20+00:00 Jaqueline Gomes Nunes nunes-jaqueline@hotmail.com Simone Valdete dos Santos simonevaldete@gmail.com Guilene Salerno guilenesalerno@gmail.com Julian Silveira Diogo de Ávila Fontoura julian.fontoura@ufrgs.br <p class="Resumocorpo" style="margin-right: 4.0cm;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif;">Este estudo tem como objetivo compreender os impactos da mudança de gestão municipal da cidade de Porto Alegre, em 2017, e seu impacto na organização do trabalho pedagógico desenvolvido em escolas da Rede Municipal de Ensino, com atenção a constituição de espaços democráticos. Para tanto, utilizamos a abordagem qualitativa, ajuizada a pesquisa bibliográfica e documental. Como resultados, evidenciamos os mecanismos que culminaram no enfraquecimento da gestão democrática na perspectiva da participação da comunidade escolar, caracterizado pela tentativa de supressão de instâncias colegiadas de deliberação e pela centralização dos processos decisórios.</span></p> 2026-03-17T11:07:30+00:00 Copyright (c) 2026 Cadernos de Educação https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/27971 Pânico moral, neoconservadorismo e megafascismo: 2026-04-12T12:20:24+00:00 Tassio Acosta tassioacosta@gmail.com Alexandre Filordi de Carvalho afilordi@gmail.com <p class="Resumocorpo" style="margin-right: 113.05pt;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif;">Este artigo analisa o agenciamento de novos pânicos morais no campo educacional brasileiro, examinando como discursos neoconservadores vêm capturando a educação pública como espaço privilegiado de disputas morais e políticas no neoliberalismo. Partindo de referencial teórico ancorado nos estudos sobre pânico moral, neoconservadorismo e megafascismo contemporâneo, o texto prioriza a compreensão da centralidade assumida pelas temáticas da insegurança pública e do alegado fácil acesso às drogas como dispositivos de produção do pânico moral. A pesquisa mobiliza análise documental, dados de opinião pública e exame de proposições legislativas recentes para mostrar como tais agendas operam na justificativa de medidas punitivistas, militarização escolar e restrições à liberdade de cátedra. Argumenta-se que tais processos favorecem a moralização do currículo, o esvaziamento da formação crítica e a consolidação de práticas autoritárias no interior do Estado democrático de direito, tensionando a laicidade, a cientificidade e o caráter público da educação. </span></p> 2026-03-23T18:14:19+00:00 Copyright (c) 2026 Cadernos de Educação https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/26187 Juventudes e cultura digital: 2026-04-12T12:20:26+00:00 Maria Dnalda Pereira Da Silva maria.dnalda@estudante.ufcg.edu.br Manassés Morais Xavier manassesmxavier@yahoo.com.br <p>O presente artigo objetiva situar uma reflexão em que a cultura digital, as juventudes e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino médio são postos em diálogo a partir dos pressupostos do Círculo de Bakhtin, na busca de fomentar discussões em que os jovens são convocados a tematizarem cultura digital, linguagem, tornando-se sujeitos responsáveis e responsivos mediados a partir da interação com o docente. Para tanto, temos por base teórica e metodológica os pressupostos do Círculo de Bakhtin e como corpus de análise a BNCC. Os resultados apontam que a cultura digital é apresentada na Base a partir da relação com as juventudes, possibilitando aos jovens se situarem em relação ao outro, aos seus pares, enfoque que nos permite enxergar uma intensificação da vivência digital entre os jovens, com um olhar para educação que seja emancipatória, crítica, dinâmica e conectada.</p> 2026-03-23T22:27:22+00:00 Copyright (c) https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/27979 Escola e furor opiniático 2026-04-12T12:20:27+00:00 Douglas Emiliano Batista douglasemiliano@usp.br <p>Este artigo aborda o furor opiniático discente no interior do dispositivo escolar que toma o aluno como o protagonista da educação. Filiado ao campo da Educação e Psicanálise e derivado de uma pesquisa teórico-bibliográfica, o artigo propõe que a educação centrada no aluno — a qual marginaliza e até desautoriza o professor — é propensa a centrar o aluno em si mesmo e, assim, a promover em certa medida sua pseudoformação. Ademais, através de uma dialetização não toda entre as concepções de escola como “dispositivo periodístico” (Bondía, 2002) e como “dispositivo talk show” (Dufour, 2005), o artigo pretende mostrar que, particularmente nas últimas décadas, a escola centrada no aluno passou a supervalorizar a opinião discente em detrimento da transmissão de tradições éticas, estéticas e epistêmicas pelo docente. Tal supervalorização escolar da opinião, por seu turno, contribuiu para o surgimento de um autêntico furor de opinar por parte dos alunos, e o qual guarda certo isomorfismo com a cultura opiniática que se constata hoje na esfera pública. Conclui-se que o dispositivo escolar contemporâneo, ao supervalorizar a “doxa” discente, torna mais improvável ao aluno a passagem à “episteme” e, logo, a formulação de proposições fundadas na razão, fato o qual, em princípio, faz com que os alunos fiquem mais suscetíveis&nbsp; à desinformação.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p> 2026-03-24T13:34:32+00:00 Copyright (c) 2026 Cadernos de Educação