https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/issue/feedCadernos de Educação2026-10-24T14:41:02+00:00Conselho Editorialrevista.ce@ufpel.edu.brOpen Journal Systems<p>A revista <strong>Cadernos de Educação </strong>é um periódico científico eletrônico, em fluxo contínuo, cuja edição e publicação são de responsabilidade do <a href="https://wp.ufpel.edu.br/ppge/">Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE)</a> da <a href="https://wp.ufpel.edu.br/fae/">Faculdade de Educação (FAE)</a> da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Publica artigos inéditos resultantes de pesquisas científicas no campo educacional, além de resenhas, entrevistas e dossiês.<br><strong>Qualis:</strong> A3<br><span data-sheets-value="{"1":2,"2":"A4"}" data-sheets-userformat="{"2":2627,"3":{"1":0},"4":{"1":2,"2":16776960},"9":1,"12":0,"14":{"1":3,"3":1}}"><strong>ISSN:</strong> 2178-079X</span></p>https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/31250Entre métricas, algoritmos e sentidos: a centralidade do debate sociopolítico na Educação2026-08-26T18:46:22+00:00Sandro Faccin Bortolazzosandro.bortolazzo@ufpel.edu.brDenise Macedo Ziliottodmziliotto@gmail.comFernando Cezar Ripefernandoripe@yahoo.com.brMagda Floriana Damianiflodamiani@gmail.comMarta Nörnbergmartanornberg0@gmail.comSíglia Pimentel Höher Camargosigliahoher@yahoo.com.br<p>Editorial</p>2026-03-25T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/27485Formação Continuada na Perspectiva da Inclusão Escolar ofertada pelo município de Porto Velho-RO2026-08-26T18:46:25+00:00Valéria Becher Trentinvaleriatret@yahoo.com.brHemile Ane Alves Maia Arquimim Hemile Ane Alves Maia Arquimimvaleriatret@yahoo.com.br<p>Este artigo tem como objetivo analisar as formações continuadas na perspectiva da inclusão escolar ofertadas pelo município de Porto Velho-RO entre 2018 a 2023 e as percepções das professoras que atuam em uma escola municipal sobre a relação das formações continuadas na perspectiva da inclusão escolar ofertadas pelo município e as práticas de inclusão na escola. Assim, assumi -se que a abordagem desta pesquisa é qualitativa, tendo como lócus da pesquisa uma escola municipal de Porto Velho - RO. Os participantes foram 05 (cinco) professoras que atuam em uma escola municipal de Porto Velho - RO. Quanto aos instrumentos da coleta de dados, foi utilizada a entrevista semiestruturada. Processou-se a organização dos dados coletados seguindo critérios da análise de conteúdo (Bardin, 2011). Ao analisar as formações continuadas ofertadas pelo município no período de 2018 a 2020, constatou-se que estas apresentaram temáticas direcionadas somente aos alunos com TEA. Além deste direcionamento as formações no período (2018 - 2020) apresentaram-se ancoradas em modelos clínicos, os quais dão ênfase ao estudo do transtorno em detrimento de uma formação crítica e reflexiva voltada para o processo de aprendizagem e desenvolvimento do aluno público-alvo da educação especial. As professoras ressaltaram em suas falas que as formações continuadas ofertadas ainda não têm sido suficientes para suprir as dificuldades encontradas na escola, apontando que os cursos de formação continuada ofertados foram pautados na transmissão de conhecimentos e não na relação teoria e prática. Apontam ainda que a formação ofertada tem pouco contribuído nas práticas cotidianas da escola.</p>2026-03-07T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/26175O processo de implementação do Novo Ensino Médio e o protagonismo juvenil2026-08-26T18:46:25+00:00Taís Regina Hansenta.hansen@acad.ufsm.brAndressa Aita Ivodessaaita@gmail.comThaiane Bonaldo do Nascimentothaiane.bonaldo@ufsm.br<p>A pesquisa objetivou verificar como se deu o protagonismo juvenil na escolha dos itinerários formativos durante a implementação da Lei nº 13.415. Realizou-se uma pesquisa qualitativa de cunho bibliográfico, cuja fonte de informação foi composta por artigos publicados entre 2019 e 2023, no Portal de Periódicos da CAPES. Constatou-se que as Secretarias de Educação determinaram quais seriam os itinerários formativos ofertados, de forma que as juventudes passaram a ser coadjuvantes e não protagonistas, como a reforma sugere. Conclui-se que a lei não atende aos interesses juvenis se tratando de um projeto ideológico que visa a manutenção do sistema capitalista.</p>2026-03-08T13:36:09+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/26010O Ensino Médio e a Pandemia2026-08-26T18:46:26+00:00Ellen Belmonte Barrostesedaellen@gmail.comRafaela Silva Marinho Caldasrafaelasilvamarinho16@gmail.comNádia Maciel Falcãonadiafalcao@ufam.edu<p>O artigo discute o panorama da permanência estudantil no ensino médio em escolas do Amazonas, de 2020 a 2022. Realizou-se pesquisa de natureza documental e bibliográfica, com abordagem qualitativa, utilizando técnicas da análise do conteúdo, com o objetivo de discutir o panorama da permanência estudantil no ensino médio das escolas estaduais do Amazonas, a partir do início da pandemia de covid-19. Os resultados sugerem que, embora a rede de ensino tenha oferecido alternativas para continuidade da oferta do ensino, muitos jovens estiveram fora da escola desde o início da pandemia, continuando assim até o final do período analisado.</p>2026-03-07T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/25291Tempo e experiência:2026-08-26T18:46:25+00:00Rita de Cássia Prazeres Frangellarcfrangella@gmail.comMaria Clara Camões Santiagomcscamoes@gmail.comRosalva de Cássia Rita Drummondrosalvadrummond@gmail.com<p class="Resumocorpo" style="margin-right: 113.05pt;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif;">Iniciado pela ideia de um “tempo-quando” proposto por Manoel de Barros, o texto, costurado pela poética do autor, coloca sob suspeita as lógicas subjacentes aos significantes tempo e experiência, inquirindo políticas curriculares como forma de escamotear políticas e práticas homogeneizadoras. Resistir à tirania do tempo e das definições prévias de experiência faz-nos questionar a BNCC como documento curricular que se impõe como caminho salvífico para uma educação de qualidade ao evocar um tempo linear e literal que dialogue com experiências linearmente e literalmente organizadas e predefinidas. Noutra direção, clama por um currículo como produção cultural que se dá em meio às relações e que, como tal, se abre para caminhos (im)possíveis, (im)previsíveis que acontecem no cotidiano da Educação Infantil. Em meio a esse debate, traz à cena uma experiência vivida com crianças de cinco anos em uma escola de Educação Infantil como possibilidade de fazer reverberar reflexões que coloquem sob suspeita um currículo que se constitui à priori. Em seus provisórios encaminhamentos, elucida perspectivas que desloquem o currículo da lógica de fechamento, irrompendo como caminho para contrapor-se à ideia de falta, incompletude, inacabamento, projetando um lugar outro para as crianças e para suas experiências.</span></p>2026-03-10T20:31:26+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/27767(Des) organização do trabalho pedagógico no contexto da implementação do Novo Ensino Médio na rede paulista de ensino2026-08-26T18:46:24+00:00Leonardo Crochikcrochik@ifsp.edu.brMárcia Aparecida Jacominijacomini.marcia@unifesp.brFrancisca Jane Furtado Marinhofranciscajane@prof.educacao.sp.gov.br<p><span style="font-weight: 400;">Discute-se a organização do trabalho pedagógico no contexto da reforma do ensino médio, demonstrando que a fragmentação curricular e as condições precárias de trabalho promovem a desorganização das atividades didático-pedagógicas. Foram coletados dados, por meio de pesquisa-ação, em sete escolas da rede estadual paulista. Os resultados indicam: i) grande rotatividade, com média de permanência docente em 77% do período letivo; ii) turmas sem atribuição, especialmente nos itinerários formativos e na EJA; iii) parcela significativa de docentes (46%) que evita a atribuição de disciplinas dos itinerários formativos; iv) excesso de disciplinas atribuída aos docentes, chegando a 21 componentes curriculares; v) docentes ministrando componentes para as quais não estão habilitados, especialmente nos itinerários formativos. Conclui-se que sob estas condições não é possível a promoção de uma educação de qualidade e que a reforma do ensino médio só fez piorar as condições de realização desta etapa da educação básica.</span></p>2026-03-10T20:50:50+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/27575Fascismo, redes sociais e educação2026-08-26T18:46:24+00:00Marcus Vinicius Cunhamarcusvc@ffclrp.usp.brBárbara Fernanda Freitasbarbarafreitas@usp.brJoão Vítor Zanato de Carvalho Ribeirojvzanato@gmail.com<p>Em consonância com a caracterização feita por Umberto Eco, este artigo assume a definição de fascismo como um modo de ver o mundo que recusa os avanços da modernidade e impede o desenvolvimento da sensibilidade estética. Assume também a metáfora proposta por John McDermott, segundo a qual o fascismo é como um vírus: pode permanecer latente por longo tempo, aguardando o momento certo para destruir as instituições democráticas, situação que tem acontecido em anos recentes. A primeira parte do artigo analisará as redes sociais como o meio mais eficaz para a propagação do vírus do fascismo, tornando os indivíduos incapazes de ter sensibilidade estética. A segunda parte assumirá que esse problema só pode ser combatido por uma educação humanista, tal como se encontra na filosofia educacional de John Dewey. Para efetivar esse combate, faz-se necessário reunir conceitos adequados a este fim, razão pela qual o artigo buscará o auxílio das concepções morais e éticas do Círculo de Bakhtin.</p>2026-03-16T16:51:23+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/27188Os impactos da mudança de gestão municipal para o trabalho pedagógico na Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre/RS2026-08-26T18:46:24+00:00Jaqueline Gomes Nunesnunes-jaqueline@hotmail.comSimone Valdete dos Santossimonevaldete@gmail.comGuilene Salernoguilenesalerno@gmail.comJulian Silveira Diogo de Ávila Fontourajulian.fontoura@ufrgs.br<p class="Resumocorpo" style="margin-right: 4.0cm;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif;">Este estudo tem como objetivo compreender os impactos da mudança de gestão municipal da cidade de Porto Alegre, em 2017, e seu impacto na organização do trabalho pedagógico desenvolvido em escolas da Rede Municipal de Ensino, com atenção a constituição de espaços democráticos. Para tanto, utilizamos a abordagem qualitativa, ajuizada a pesquisa bibliográfica e documental. Como resultados, evidenciamos os mecanismos que culminaram no enfraquecimento da gestão democrática na perspectiva da participação da comunidade escolar, caracterizado pela tentativa de supressão de instâncias colegiadas de deliberação e pela centralização dos processos decisórios.</span></p>2026-03-17T11:07:30+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/27971Pânico moral, neoconservadorismo e megafascismo:2026-08-26T18:46:23+00:00Tassio Acostatassioacosta@gmail.comAlexandre Filordiafilordi@gmail.com<p class="Resumocorpo" style="margin-right: 113.05pt;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif;">Este artigo analisa o agenciamento de novos pânicos morais no campo educacional brasileiro, examinando como discursos neoconservadores vêm capturando a educação pública como espaço privilegiado de disputas morais e políticas no neoliberalismo. Partindo de referencial teórico ancorado nos estudos sobre pânico moral, neoconservadorismo e megafascismo contemporâneo, o texto prioriza a compreensão da centralidade assumida pelas temáticas da insegurança pública e do alegado fácil acesso às drogas como dispositivos de produção do pânico moral. A pesquisa mobiliza análise documental, dados de opinião pública e exame de proposições legislativas recentes para mostrar como tais agendas operam na justificativa de medidas punitivistas, militarização escolar e restrições à liberdade de cátedra. Argumenta-se que tais processos favorecem a moralização do currículo, o esvaziamento da formação crítica e a consolidação de práticas autoritárias no interior do Estado democrático de direito, tensionando a laicidade, a cientificidade e o caráter público da educação. </span></p>2026-03-23T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/26187Juventudes e cultura digital:2026-08-26T18:46:23+00:00Maria Dnalda Pereira Da Silvamaria.dnalda@estudante.ufcg.edu.brManassés Morais Xaviermanassesmxavier@yahoo.com.br<p>O presente artigo objetiva situar uma reflexão em que a cultura digital, as juventudes e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino médio são postos em diálogo a partir dos pressupostos do Círculo de Bakhtin, na busca de fomentar discussões em que os jovens são convocados a tematizarem cultura digital, linguagem, tornando-se sujeitos responsáveis e responsivos mediados a partir da interação com o docente. Para tanto, temos por base teórica e metodológica os pressupostos do Círculo de Bakhtin e como corpus de análise a BNCC. Os resultados apontam que a cultura digital é apresentada na Base a partir da relação com as juventudes, possibilitando aos jovens se situarem em relação ao outro, aos seus pares, enfoque que nos permite enxergar uma intensificação da vivência digital entre os jovens, com um olhar para educação que seja emancipatória, crítica, dinâmica e conectada.</p>2026-03-23T22:27:22+00:00Copyright (c) https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/27979Escola e furor opiniático2026-08-26T18:46:23+00:00Douglas Emiliano Batistadouglasemiliano@usp.br<p>Este artigo aborda o furor opiniático discente no interior do dispositivo escolar que toma o aluno como o protagonista da educação. Filiado ao campo da Educação e Psicanálise e derivado de uma pesquisa teórico-bibliográfica, o artigo propõe que a educação centrada no aluno — a qual marginaliza e até desautoriza o professor — é propensa a centrar o aluno em si mesmo e, assim, a promover em certa medida sua pseudoformação. Ademais, através de uma dialetização não toda entre as concepções de escola como “dispositivo periodístico” (Bondía, 2002) e como “dispositivo talk show” (Dufour, 2005), o artigo pretende mostrar que, particularmente nas últimas décadas, a escola centrada no aluno passou a supervalorizar a opinião discente em detrimento da transmissão de tradições éticas, estéticas e epistêmicas pelo docente. Tal supervalorização escolar da opinião, por seu turno, contribuiu para o surgimento de um autêntico furor de opinar por parte dos alunos, e o qual guarda certo isomorfismo com a cultura opiniática que se constata hoje na esfera pública. Conclui-se que o dispositivo escolar contemporâneo, ao supervalorizar a “doxa” discente, torna mais improvável ao aluno a passagem à “episteme” e, logo, a formulação de proposições fundadas na razão, fato o qual, em princípio, faz com que os alunos fiquem mais suscetíveis à desinformação. </p>2026-03-24T13:34:32+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/23413A educação no fio da navalha:2026-08-26T18:46:22+00:00Rui Carlos Mayerruicmayer@gmail.com<p class="Resumocorpo" style="margin-right: 4.0cm;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif;">Trata-se aqui de uma investigação bibliográfica e uma reflexão teórica cujo objetivo é apontar e percorrer, em e a partir de textos de Marcuse e de alguns seus comentadores, os caminhos destas duas argumentações complementares: 1) pela localização aproximada de uma significativa parte do conhecimento educacional em meio à “intersecção” entre dois “superconjuntos” teóricos referenciais – o positivista, continuado como uma nova tradição cultural cientificista/tecnicista, e o de concepções e proposições pós-hegelianas; 2) pela sustentação, desde uma negação axiológica, de uma recusa filosófico-política e filosófico-educacional desta condicionada, porém circunstancial “intersecção”.</span></p>2026-05-05T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/23992A imprensa e o materialismo histórico-dialético2026-08-26T18:46:22+00:00Maria Isabel Moura Nascimentomisabelnasc@gmail.comBruna Aldine Mullerbruna1997aldine@gmail.comFelismina João Baptista Vantitiafelisminavantitia@gmail.comAdriana Ferreira dos Santos Cultzadrianacultz@hotmail.com<p>O presente artigo objetiva apresentar o contributo científico das produções acadêmicas que abordaram a imprensa na área da história da educação, fundamentadas no materialismo histórico-dialético, entre 2013-2022. Utilizamos da pesquisa do estado da arte, com a análise de Teses e Dissertações desenvolvidas tendo como balizas norteadoras a imprensa, a educação e o materialismo histórico-dialético. Identificamos 184 dissertações e 104 teses, as quais se fundamentaram nas mais diferentes perspectivas teóricas. Nesse tocante, registrou-se a presença do método do materialismo histórico-dialético, o qual fundamentou 22 dissertações e 09 teses.</p>2026-05-07T13:58:11+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/26988Estudo das ações de educação alimentar e nutricional desenvolvidas por municípios cearenses no período 2018-2022 2026-08-26T18:46:22+00:00Lucas Braga Rodrigueslucasbragapesquisa@gmail.comJosé Arimatea Barros Bezerrajosearimatea@ufc.br<p>A Educação Alimentar e Nutricional promove hábitos saudáveis por meio de ações educativas contextualizadas. No ambiente escolar, contribui para escolhas alimentares conscientes, fortalecendo a segurança alimentar e o desenvolvimento de estudantes mais críticos e saudáveis. Isto posto, o presente estudo teve como objetivo central analisar, de forma detalhada, as práticas de educação alimentar e nutricional implementadas em municípios do estado do Ceará, especificamente aqueles reconhecidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) como exemplos de gestão positiva no período de 2018 a 2022. A metodologia adotada foi de abordagem qualitativa, organizada em três etapas: análise documental de relatórios (2018–2022), aplicação de formulários eletrônicos com nutricionistas e realização de entrevistas semiestruturadas. Os dados foram analisados por meio de análise de conteúdo, permitindo sua organização em categorias temáticas. Os resultados evidenciaram um grupo heterogêneo quanto ao tempo de atuação no programa, indicando diferentes níveis de experiência profissional. Também foram identificadas limitações, como a sobrecarga de trabalho e a insuficiência de equipes técnicas, fatores que impactam na frequência e na qualidade das ações de EAN. Apesar disso, observou-se o comprometimento dos profissionais com a promoção de uma alimentação saudável no ambiente escolar. Conclui-se que, embora existam desafios estruturais e formativos, as ações de EAN desempenham papel fundamental na garantia da segurança alimentar e nutricional dos estudantes. Destaca-se a necessidade de investimentos em formação continuada e no fortalecimento das políticas públicas, visando aprimorar a atuação dos nutricionistas e ampliar os impactos positivos do PNAE.</p>2026-05-08T17:53:08+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/26838Democracia escolar:2026-08-26T18:46:21+00:00Luciana Silvestre Girellilucianasgirelli@gmail.comIgor Suzano Machadoigorsuzano@gmail.comDavis Moreira Alvimdavis.alvim@ifes.edu.br<p class="Ttulo11" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 4.0cm 0cm 0cm;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext; font-weight: normal;">Este artigo busca compreender como estudantes de cursos Proeja do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) perceberam as situações de conflito político durante as eleições presidenciais brasileiras de 2018 e 2022. A partir de grupos focais, entrevistas não-diretivas e semiestruturadas, conclui-se que os estudantes defendem o reconhecimento da legitimidade e a expressão das diversas tendências políticas no espaço escolar. Nesse sentido, indica-se a importância de a escola refletir sobre suas práticas pedagógicas, especialmente no que diz respeito à produção de um ambiente democrático e politicamente plural.</span></p>2026-05-13T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/26189#RevogaNEM: 2026-08-26T18:46:21+00:00FILOMENA LUCIA GOSSLER RODRIGUES DA SILVAfilomena.silva@ifc.edu.brMaria Raquel Caetanocaetanoraquel2013@gmail.comAlessandra Vidal Diasvidaldiasalessandra@gmail.com<p class="Resumocorpo" style="margin-right: 4.0cm;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif;">A reforma do ensino médio instituída pela Lei nº 13.415/2017 e por suas alterações produziu uma série de impactos para a formação das juventudes da escola pública brasileira. Tais mudanças repercutiram em resistências por parte das próprias juventudes e de coletivos do campo educacional pela revogação da lei. Neste artigo, apresentamos alguns desses movimentos de resistência que demonstram a importância da organização coletiva e das políticas comprometidas com a educação pública, democrática e de qualidade socialmente referenciada, para que a formação desenvolvida no ensino médio represente os interesses da juventude da classe trabalhadora brasileira. </span></p>2026-05-15T19:24:29+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/28798A representatividade feminina e masculina no curso de licenciatura em Física nos Institutos Federais em Santa Catarina2026-08-26T18:46:21+00:00Hilda Geni Alves Paixão hilda.p@unoesc.edu.brNeiva Furlinnfurlin@yahoo.com.brMaria Eulina Pessoa de Carvalhomepcarv@gmail.com<p>O objetivo deste artigo é analisar a representatividade feminina e masculina nos cursos de licenciatura em Física, nos Institutos Federais (IFs) no Estado de Santa Catarina, no período de 2017 a 2023, no contexto da rede nacional de IFs. O estudo, de natureza exploratória e documental, é quantiqualitativo e os dados foram produzidos por meio da consulta à Plataforma Nilo Peçanha, que forneceu informações sobre o número de ingressantes, matrículas e concluintes por sexo, nos cursos de licenciatura em Física dos IFs nacionais e do Estado de Santa Catarina. Os achados referentes aos Cursos de Licenciatura em Física apontam que essa área científica continua sendo majoritariamente masculina, inclusive na formação em licenciatura, apesar da feminização do magistério. Portanto, para incluir mais mulheres na ciência e alcançar a equidade de gênero, são necessárias mudanças por meio de políticas públicas efetivas, desde a educação básica, assim como na formação docente.</p>2026-05-15T21:00:04+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/26269Gestão e autoria na educação técnica industrial feminina2026-08-26T18:46:20+00:00Jauri dos Santos Sájauri.sa@univates.brFlavia Obino Correa Werleflaviaw2015@gmail.com<p class="Resumocorpo" style="margin-right: 4.0cm;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif;">A professora Nair Maria Becker teve efetiva participação na instrução pública no Rio Grande do Sul (RS) – foi professora e diretora de escolas públicas primárias, exerceu cargos de chefia e representação da Secretaria Estadual de Educação, dirigiu a Escola Técnica Feminina e atuou na Comissão Brasileiro-Americana de Educação Industrial (CBAI). Seu nome, entretanto, assim como seu desempenho como educadora, gestora e autora são quase desconhecidos no Brasil. Esse estudo, portanto, objetiva dar visibilidade à história de uma educadora que se destacou na História da Educação Industrial do RS e do Brasil, por suas multi-habilidades.</span></p>2026-05-16T21:44:50+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/28553Influências da Iniciação Científica em Atitudes, Identidade Profissional e Competências de Estudantes Universitários 2026-08-26T18:46:20+00:00Leonardo de Oliveira Barrosleonardobarros_lob@hotmail.comGilmar Homem de Araújo Ferreira Silva gomaffeed@gmail.comLorena Paim Linharespsi.lorenalinhares@outlook.com<p>O objetivo foi investigar as relações entre a atitude em relação à ciência, a identidade profissional e as competências científicas de estudantes universitários com e sem histórico de participação em programas de iniciação científica (IC). A amostra foi composta por 200 universitários, sendo 51% com experiência em IC e 49% não realizaram IC. Os participantes responderam à Escala de Atitude em Relação à Ciência, à Escala de Clareza da Identidade Profissional, à Escala de Identidade Profissional e a um questionário sociodemográfico. Os resultados indicaram que a participação em IC está associada a uma atitude mais favorável em relação à ciência, maior iniciativa pessoal e melhores competências científicas, como a capacidade de pesquisar artigos, interpretar estatísticas e aplicar resultados científicos na prática. No entanto, não foram encontradas diferenças significativas na identidade profissional e clareza dessa identidade entre os grupos. Esses achados ressaltam a importância da iniciação científica como um instrumento de desenvolvimento acadêmico, promovendo o letramento científico e preparando os estudantes para a atuação profissional.</p>2026-05-17T13:02:03+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/27845Metodologias ativas como estratégias didático-pedagógicas e o papel do(a) coordenador(a) pedagógico(a)2026-08-26T18:46:19+00:00Lilian Cristina Fonseca Menezesliliancfmenezes@gmail.comClaudio Pinto Nunesclaudionunesba@hotmail.comAnne Alilma Silva Souza Ferreteaferrete21@gmail.comDanielle Santos Menezesdanimenezes68@hotmail.com<p>As metodologias ativas buscam promover a autonomia, o protagonismo e o engajamento dos(as) estudantes no processo de aprendizagem. Nesse cenário, o(a) coordenador(a) pedagógico(a) assume papel fundamental na mediação, orientação e incentivo às práticas docentes inovadoras, contribuindo para a efetiva implementação dessas abordagens no contexto escolar. Este estudo propõe-se a responder a seguinte pergunta de pesquisa: o que a literatura tem produzido acerca da atuação do(a) coordenador(a) pedagógico(a) no uso das metodologias ativas? Desse modo, tem como objetivo analisar o que as publicações discutem sobre os(as) coordenadores(as) pedagógicos(as) e as metodologias ativas. Para a metodologia, adotou-se a abordagem qualitativa e a revisão integrativa da literatura para o levantamento de artigos no Portal de Periódicos da CAPES. Para a análise dos dados, foi utilizada a análise de conteúdo, sendo estas as categorias elencadas: “características das publicações” e “a relação entre coordenador(a) pedagógico(a) e metodologias ativas”. Os resultados evidenciaram que há uma carência na literatura científica sobre a atuação e as contribuições do(a) coordenador(a) educacional na inserção das metodologias ativas na prática docente. Sugere-se que, para a promoção de um ambiente colaborativo e inclusivo, os(a) coordenadores(as) podem propor aos professores(as) a integração das metodologias ativas como estratégias didático-metodológicas em suas práticas, podendo ser apoiadas, ou não, pelas tecnologias móveis digitais. Ressalta-se também a necessidade de haver mais discussões sobre essa temática nas pesquisas educacionais.</p>2026-05-17T14:41:08+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/25841Produção de conhecimento da Área 21:2026-08-26T18:46:18+00:00Minéia Carvalho Rodriguesmineiacr76@gmail.comCátia Regina Assis Almeida Lealcatiaassisleal@gmail.comTadeu João Ribeiro Baptistatadeujrbaptista@yahoo.com.brThiago Borges de Oliveirathborges@ufg.edu.br<p>Este artigo faz parte de um estudo de pós-doutorado que teve como objetivo coletar, catalogar e analisar a produção intelectual da Área 21, especificamente, da Educação Física. Procurou-se identificar a produção de conhecimento nas subáreas da biodinâmica, sociocultural e pedagógica; para tanto, foi desenvolvida uma pesquisa com extração de dados da Plataforma Sucupira, de data sets abertos do Coleta CAPES, com 39 programas enquadrados na área, no quadriênio 2017-2020. Os resultados apontaram que existe uma supremacia da subárea da biodinâmica no que se refere à distribuição das linhas de pesquisa, produção científica e distribuição de docentes.</p>2026-05-17T22:14:23+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/26180Mentoria no ensino de graduação:2026-08-26T18:46:18+00:00Isabel Maria Sabino de Farias isabel.sabino@uece.brMárcia de Souza Hoboldmarcia.hobold@ufsc.brJulliano Cruz de Oliveirajulliano.cruz@ifce.edu.br<p>Este artigo aborda a experiência de mentoria na licenciatura, iniciativa realizada articulando estudantes da pós-graduação <em>stricto sensu</em> em Educação e do curso de Pedagogia. Propõe-se a refletir sobre possibilidades metodológicas no trabalho docente na pós-graduação <em>stricto sensu</em> em articulação com a graduação, tendo como mote a interface entre ensino e pesquisa. Os encontros de mentoria envolveram a escuta dos(as) estudantes sobre a pesquisa na produção do conhecimento científico, dúvidas e o acompanhamento na disciplina “Pesquisa Educacional”, visando à elaboração do Projeto de Pesquisa.</p> <p> </p>2026-05-17T23:15:21+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/31603Infâncias Imigrantes na Educação Infantil:2026-08-26T18:46:17+00:00Jeruza da Rosa da Rochaaltinojosemartins@gmail.comAltino José Martins Filhoaltinojosemartins@gmail.com<p>Este estudo resulta de pesquisa de estágio pós-doutoral e traz como temática as infâncias de crianças imigrantes presentes na Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis, enfatizando o potencial das culturas que elas produzem ao socializar e interagir com outras crianças e adultos. A metodologia de pesquisa é de inspiração etnográfica, realizando a escuta atenta às crianças, às famílias e aos profissionais e o registro em diário de campo, sendo os dados explorados com base na análise interpretativa. As manifestações culturais das crianças imigrantes ocorrem de forma implícita e explícita nos modos de ser e estar mergulhado em diferentes culturas. Essa manifestação acontece nas brincadeiras, nas interações entre pares, nas cantigas e narrativas de histórias. O compartilhamento das suas lembranças, em especial, nas brincadeiras, oferta aos profissionais elementos significativos para fortalecer práticas educativas voltadas para uma escuta atenta, sensível e respeitosa das culturas originárias das crianças imigrantes.</p>2026-05-18T00:02:47+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/31605O Doutorado em Educação no Brasil:2026-08-26T18:46:17+00:00Robert Verhinerverhine@gmail.comPietro Bompetpietro.bompet@ufba.br<p>O presente artigo apresenta a evolução e os desafios históricos do Doutorado em Educação no contexto brasileiro, com destaque para fatores como o papel do planejamento sistêmico, os processos avaliativos e as políticas públicas ao longo das décadas. O argumento central é esses fatores, aliados ao envolvimento da comunidade acadêmica e ao compromisso com o aperfeiçoamento contínuo do sistema, têm orientado, de forma positiva, a evolução do Doutorado na área de Educação. A promoção de programas de pós-graduação de excelência, o fomento a internacionalização e a implementação do Doutorado Profissional em Educação (DPE) são também elementos de discussão. As conclusões apresentam os desafios para a área de Educação, a respeito da consolidação da identidade própria do DPE, das ações formativas com utilização das tecnologias digitais para o ensino híbrido e a educação a distância, e da reformulação de políticas para encerramento de cursos de Doutorado.</p>2026-05-18T00:35:06+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/29133Formação docente no contexto das tecnologias2026-08-26T18:45:30+00:00Luciana Soares da Silvaluciana.silva@ufla.brSandro Luis da Silvasandro.luis@unifesp.br<p>No contexto da cibercultura, as novas Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) têm sido colocadas como a solução de problemas emergentes da prática pedagógica e da formação docente. Essa perspectiva, por vezes, tem se apresentado de modo instrumental e impositivo nas escolas, de forma a restringir a ação e a autonomia docente. Por essa razão, estabelecem-se como objetivos deste artigo: 1) Discutir a formação docente face às TDIC e 2) Verificar a autoria no processo de formação docente do Programa Multiplica SP. Para atingir esses objetivos, tem-se como aporte teórico os estudos de Nóvoa (2023), Zeichner (2019) e Garcia (1999) sobre formação docente; de Selwyn (2017), Cruz Junior (2020) e Freitas (1992; 2012; 2021) sobre educação e tecnologia; e de Maingueneau (2010; 2016) sobre autoria. Além disso, a pesquisa possui natureza qualitativa e utiliza a pesquisa documental como procedimento metodológico, tomando-se como corpus as pautas formativas disponibilizadas para a formação docente na rede estadual de ensino de São Paulo. Como resultado, verifica-se que, apesar de propor a formação com base na interação de docentes, o programa formativo analisado restringe a ação docente e prejudica o protagonismo e a autonomia docente nos processos de ensino e aprendizagem.</p>2026-07-20T18:04:33+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/28233Da falsa crítica à educação a distância à hibridização do currículo de formação de professores 2026-08-26T18:45:29+00:00Anibal Correia Brito Netoanibal.neto@uepa.brMarcos Renan Freitas de Oliveiramarcos.renan@uepa.brCarlos Nazareno Ferreira Borges cnazareno@ufpa.br<p style="font-weight: 400;">O texto examina o debate atual sobre a política curricular de formação de professores durante o terceiro mandato do governo Lula (2023 - presente), com o objetivo de compreender os projetos de classe em disputa, as concepções de formação de professores delineadas para a educação básica brasileira, bem como as estratégias empreendidas, as mudanças propostas e o papel desempenhado pelas partes interessadas nos desdobramentos políticos e pedagógicos dessa reformulação. O estudo adota uma abordagem metodológica de pesquisa documental, analisando documentos oficiais e oficiosos da política educacional. Os resultados indicam que a reforma, sustentada por supostas críticas à modalidade de Educação a Distância (EaD), evidenciadas na Resolução CNE/CP nº 4/2024, além de não impedir a expansão dos cursos privados de licenciatura, deve ser analisada no contexto mais abrangente da pressão exercida pelos representantes dos capitais de ensino pela normatização da hibridização dos processos de ensino e aprendizagem, por meio do Parecer CNE/CP nº 34/2024. Essa normatização visa reconceituar e flexibilizar as formas de oferta educacional, além de implicar no rebaixamento da formação intelectual e crítica dos professores, ratificando processos de massificação e desintelectualização. O artigo conclui que a tendência pelo currículo híbrido descaracteriza o ensino presencial e a essencialidade do trabalho do professor formador, tornando urgente a mobilização contra as supostas inovações que, em essência, geram a degradação da formação de professores no Brasil.</p>2026-08-16T14:54:59+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/28646A introdução do conceito de derivada no ensino secundário em Portugal e no Brasil no Século XX2026-08-26T18:45:29+00:00Circe Mary Silva da Silvacmdynnikov@gmail.comAntonio Domingosamdd@fct.unl.pt<p style="font-weight: 400;">O estudo objetiva analisar a introdução do conceito de derivada no ensino secundário do Brasil e de Portugal no século XX, a partir de uma análise de livros de matemática dos dois países, bem como identificar semelhanças e diferenças neste ensino. O método investigativo utilizado foi a análise documental; a constituição do <em>corpus</em> documental abrangeu: programas oficiais de ambos os países; sete livros didáticos, sendo cinco brasileiros e dois portugueses; teses, livros e artigos. A teoria dos três mundos de David Tall (2013) – que trata dos mundos corporificado, simbólico e formal – foi a referência teórica para a análise da abordagem do conceito de derivada nos livros didáticos de matemática selecionados. Concluímos que, no período de 1940 a 1974, as abordagens no Brasil não divergiram significativamente, tendo a maioria dos autores preferido uma abordagem formalizada, enquanto que em Portugal os autores preferiram uma abordagem corporificada mesclada com formalizada. Uma diferença crucial entre os dois países foi a oferta do Cálculo Diferencial que, no Brasil, começou a desaparecer gradativamente do currículo no início da década de 1970 e, em Portugal, ao contrário, esse ensino se consolidou e permanece até a atualidade.</p>2026-08-16T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/26272Onde quarentenaram as crianças?2026-08-26T18:45:28+00:00Cibele Noronha de Carvalhocibbelecarvalho@gmail.comMaria Alice Nogueiramalicen@terra.com.br<p>O artigo busca compreender a experiência do distanciamento social de crianças pertencentes a dois estratos sociais distintos. De natureza qualitativa, analisou um conjunto de 65 vídeos produzidos por crianças em seus espaços domésticos. Os resultados mostram que as crianças de grupos favorecidos experienciam a “cultura do quarto” e usufruem de privacidade, conforto e acesso a tecnologias de informação e comunicação. Por outro lado, aquelas de grupos desfavorecidos vivem em espaços reduzidos, adensados, sujeitos ao barulho e a temperaturas extremas. Por fim, o artigo conjectura os riscos dessa condição desigual para a garantia universal dos direitos da infância.</p>2026-08-16T20:07:23+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/27839"Lá no caderno de leitura é ortografia"2026-08-26T18:45:28+00:00Ana Caroline de Almeidaana.caroline@ufsj.edu.brMaria do Socorro Alencar Nunes Macedo socorronunes@ufsj.edu.br<p>O estudo objetiva analisar eventos de alfabetização construídos numa turma de 2º ano, na Rede Municipal de Ensino de São João del-Rei/MG, a fim de identificar quais as concepções de alfabetização, leitura e escrita estavam imbuídas nessa prática. Utiliza como método a perspectiva etnográfica para a produção de dados, incluindo observação, diário de campo e entrevista semiestruturada como instrumentos de coleta de informações. Os resultados indicam: uma visão de língua escrita como um objeto supostamente neutro e descontextualizado dos seus aspectos culturais e sociais; o sistema de escrita alfabético é a principal referência para o ensino da leitura e da escrita, tomado não como parte da cultura escrita, mas como um código organizado em grupos ortográficos, o que implica em uma pedagogia baseada na repetição, na memorização, na cópia e na realização de atividades mecânicas. Conclui que a concepção de alfabetização é baseada na metodologia da transmissibilidade e na exposição de conhecimentos pela professora, com a recorrência de exercícios e atividades de identificação e classificação de unidades, com pouca atenção à produção de sentido nos processos de ler e de escrever e à inter-relação entre as estruturas sociopolíticas de uma sociedade e o ato de ler.</p>2026-08-16T20:22:25+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/29248"Como poderíamos fazer dar certo?”2026-08-26T18:45:28+00:00Luciene Cerdaslucienecerdas@gmail.com<p>Este artigo tem como objetivo analisar os significados atribuídos por licenciandos do curso de Pedagogia à alfabetização e às práticas de ensino da língua materna, a partir de suas experiências no contato com turmas de 1º ano do Ensino Fundamental. Apresentam-se os resultados de uma pesquisa realizada a partir da análise dos relatórios finais produzidos por licenciandos que participaram do subprojeto Pedagogia, no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), entre 2020 e 2022. Os pressupostos teóricos contemplam a parceria entre professores universitários, os licenciandos e os professores atuantes em escolas de educação básica na formação de alfabetizadores, tendo como base a perspectiva da alfabetização como processo de apropriação das culturas do escrito, na interação dos sujeitos com o mundo, com os outros e consigo mesmos. A produção dos dados da pesquisa se deu por meio da análise de conteúdo, sendo identificados, nas escritas dos estudantes, eixos discursivos nomeados a partir da fala dos estudantes: 1) “Hoje teremos aula de quê?”; 2) “Uma grande e positiva surpresa”; 3) “Como poderíamos fazer dar certo?”. A pesquisa evidenciou que no contato permanente com professores alfabetizadores experientes, no acompanhamento e intervenção nos processos de ensino, os licenciandos se confrontaram com os desafios do ensino, refletiram e trabalharam colaborativamente, articulando práticas de alfabetização como formas de expressão e interação com o mundo.</p>2026-08-16T21:48:51+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/28445Teoria fundamentada:2026-09-24T20:25:04+00:00Alberto José Ferreira de Limaalbertojfl@gmail.comEdna Gusmão de Góes Brennandednabrennand@gmail.com<p>A teoria fundamentada é uma estratégia de investigação global, amplamente adotada em várias áreas das ciências sociais, incluindo a educação. Este estudo, de caráter exploratório, sistematiza alguns aspectos singulares da teoria fundamentada, com o intuito de discutir a possibilidade de seu uso no campo da educação no Brasil. O artigo fornece elementos fundamentais para os pesquisadores iniciantes que almejam conduzir seus estudos com essa estratégia de investigação. Apresenta seus princípios básicos, suas aproximações e distanciamentos em relação a outros métodos de pesquisa indicados para conduzir estudos na área de educação. A teoria fundamentada não é melhor ou pior do que outros métodos de pesquisa; contudo, oferece muitos benefícios à pesquisa em educação. Uma das possibilidades de utilização da teoria fundamentada na pesquisa educacional é na exploração de fenômenos sociais multifacetados e complexos para os quais existem pouca ou nenhuma teoria estabelecida, bem como para o fornecimento de uma justificativa intelectual forte para o uso de pesquisas qualitativas focadas no desenvolvimento de análises teóricas.</p>2026-08-31T12:57:04+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/26209Protocolo Positivo de adaptação escolar2026-09-24T20:25:04+00:00Renat Lia Ferreira da Silvarenatalia.educator@gmail.comLuciana Fontes Pessoapessoalf@gmail.com<p>O artigo apresenta protocolo de adaptação escolar com base na Psicologia Positiva e achados da Teoria do apego, de Bowlby e Ainsworth, que serão utilizados para compreender a formação do apego e as possíveis reverberações na vida do indivíduo. Integrando, na prática, conceitos como empatia, criatividade, conexão, pertencimento e acolhimento, entre outros construtos da Psicologia Positiva visando um início de vida escolar mais assertivo para as crianças da educação Infantil.</p>2026-09-02T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/27692Entre poéticas, notas, desabafos e estórias no chão da escola: quando os afetos pedem passagem na vida de um professor2026-09-24T20:25:03+00:00Tiago Amaral Salestiagoamaralsales@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Quantos afetos urgem e pedem passagem na vida de um professor em uma escola? O que é possível ser mobilizado ao levar a sério a poética na pesquisa, na vida e na educação? É a partir dessas indagações que este texto é tecido ao se colocar no exercício de criar escritas poéticas em poesias, desabafos, notas breves e estórias. Para tal, objetivando levar a sério a poética e a arte como rigores ético-estético-políticos na docência, na vida e na pesquisa em educação, são cartografadas vivências de um jovem professor em seus múltiplos encontros enquanto atuava em duas escolas públicas em uma cidade média do sudeste brasileiro, dando vazão aos afetos que pediam passagem. Temas como corpo, experiência, relações de poder, resistência, formação, sexualidade, avaliação, violência, cansaço, exaustão, juventude, amor, cultura e currículo nos territórios escolares permeiam as escritas fragmentadas que compõem um arquivo de pesquisa vivo e em movimento. Percebe-se e afirma-se a força que as escritas poéticas articuladas com os territórios escolares e com a pesquisa em educação possuem para dar vazão ao experienciado, possibilitando questionar a realidade e propor caminhos possíveis ao fabular os afetos em criações múltiplas, vivas e intensivas.</span></p>2026-09-02T23:02:39+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/24180A afetividade no Jogo Digital League of Legends:2026-09-24T20:25:03+00:00Diogo Arantes Camposdiogoarantescampos@gmail.comDaniel Fernando Bovolenta Oviglidaniel.ovigli@uftm.edu.br<p class="Ttulo11" style="text-align: justify; margin: 0cm 4.0cm 0cm 0cm;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext; font-weight: normal;">A afetividade e o desenvolvimento cognitivo são duas vertentes que caminham lado a lado na educação, sendo que a primeira pode potencializar a segunda. Neste trabalho, o enfoque está nas afetividades manifestadas por adolescentes que estão no estágio da inteligência operatória formal. Com desejo de mapear as unidades de análise ligadas à afetividade no jogo digital <em>League of Legends</em> empregamos a pesquisa participante e a análise textual discursiva. Destacamos o valor sentimental e o significado emocional manifestados, embora sentimentos negativos como a raiva também tenham sido observados por ocasião do trabalho com o jogo digital.</span></p>2026-09-16T20:26:26+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/25229Convite do Brincar: 2026-10-16T16:36:26+00:00Flaviane Dantas Landinflaviane.correia@sme.prefeitura.sp.gov.brElenice Rosa da Silva Costaelenice.scosta@sme.prefeitura.sp.gov.brRosiane Francisca da Silvarosiane.almeida@sme.prefeitura.sp.gov.brMirian Maria de Melo Silvamirian.maria@sme.prefeitura.sp.gov.br<p>O presente artigo tem como objetivo relatar a prática vivenciada por crianças e professoras de uma Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI), situada na zona sul do município de São Paulo. O Convite do Brincar nasceu da necessidade das professoras de garantir vivências significativas às crianças, respeitando suas singularidades, suas histórias e, principalmente, seu protagonismo. A proposta de organização da sala de referência por meio do Convite do Brincar não retirou apenas mesas e cadeiras da sala: retirou a necessidade de prender os corpos infantis, oferecendo movimento, criatividade, autonomia e possibilidades de escolha. A reorganização do espaço possibilitou a criação de diferentes ambientes e propostas, favorecendo interações, descobertas e experiências construídas a partir dos interesses das crianças. Nesse contexto, o brincar passou a ocupar um lugar central no cotidiano, compreendido como linguagem própria da infância e como importante forma de expressão, aprendizagem e construção de vínculos. A experiência evidencia que pensar o espaço também é pensar nas infâncias que desejamos acolher e potencializar.</p>2026-09-25T18:37:28+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/27366A educação como problemática sociológica:2026-10-24T14:41:02+00:00Elias Festa Paludoeliasfpaludo@gmail.com<p class="Resumocorpo" style="margin-right: 4.0cm;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif;">O presente artigo analisa como a educação tem sido constituída como problemática sociológica na produção discente de programas de pós-graduação em Sociologia e Ciências Sociais na região Sul do Brasil, no período entre 2018 e 2022. Trata-se de uma pesquisa com base em levantamento documental de teses e dissertações disponíveis em repositórios institucionais. A partir de um universo inicial de 695 trabalhos, foram selecionados 72 com base em critérios de inclusão relacionados à presença da temática educacional sob enfoque sociológico e à vinculação a programas da área. A análise foi estruturada em dois eixos: 1) problemas de pesquisa, considerando temas, níveis educacionais e interseccionalidades; e 2) delineamentos metodológicos, incluindo abordagens, técnicas e instrumentos de coleta de dados. Os resultados indicaram a centralidade de estudos sobre a condição discente, ensino médio e desigualdades sociais, com destaque para abordagens interseccionais envolvendo raça, classe e gênero. No plano metodológico, observa-se a predominância de pesquisas qualitativas, com uso recorrente de entrevistas semiestruturadas, frequentemente combinadas com outras técnicas, como questionários e observação participante. Conclui-se que, embora marcada por uma aparente fragmentação teórico-metodológica, a sociologia da educação apresenta padrões analíticos e metodológicos relativamente consolidados, evidenciando a relevância das desigualdades e das experiências educacionais como eixos estruturantes da produção recente.</span></p>2026-10-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/32191Apresentação2026-09-24T20:25:03+00:00Jane Adriana Vasconcelos Pacheco Riosjrios@uneb.brJoelson de Sousa Morais joelson.morais@ufma.br<p>Apresentação</p> <p>DOSSIÊ | Narrativas (Auto)Biográficas em Processos Formativos</p> <p> </p>2026-09-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/30033Insubordinações instituintes da Documentação Narrativa de Experiências Pedagógicas: 2026-09-24T20:25:03+00:00Daniel Suárezdanielhugosuarez@gmail.comInês Ferreira de Souza Bragançainesfsb@unicamp.brJuliana Batista Fariajulianabatistafaria@gmail.com<p>O presente texto tem como objetivo discutir as contribuições da Documentação Narrativa de Experiências Pedagógicas (DNEP), como dispositivo de investigação-formação-ação ou <em>pesquisaformação</em>, no contexto das pesquisas narrativas e (auto)biográficas. A DNEP assume contornos de um movimento pedagógico na Argentina, no Brasil e em redes latino-americanas de formação docente, favorecendo a escrita, a conversação, a publicação, o debate, a crítica e a (re)construção de saberes, com implicações nos cotidianos escolares, nas dinâmicas curriculares e nas políticas do campo educativo. Interessa-nos discutir os compromissos epistemológicos, políticos, éticos e estéticos que perspectivam modos outros de habitar a Terra, as escolas e as universidades, em insubordinações instituintes. Iniciamos, partilhando movimentos de uma rede de pesquisa que articula pesquisadores latino-americanos, possibilitando uma produção de conhecimento que entretece práticas educativas, culturais, modos de pesquisar e formar, em enredamentos que envolvem conversas, partilhas orais e escritas, em língua portuguesa e em espanhol. Tomando o presente texto, como processo e resultado de mais uma roda de conversa dessa rede, assumimos um modo de dizer e compreender nossas experiências, sem traduções. As narrativas (auto)biográficas do autor e das autoras foram escritas, assim, em suas línguas maternas, retomando caminhos percorridos por cada um com o dispositivo. Finalizamos o artigo com reflexões que discutem os movimentos de permanente (re)invenção, apontando para possibilidades outras de produção do conhecimento em educação que envolvem viver, narrar, pesquisar e formar em partilha.</p>2026-09-24T16:50:23+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/30148Narrativas pedagógicas na Educação Infantil: 2026-09-24T20:25:02+00:00Jane Adriana Vasconcelos Pacheco Rios jrios@uneb.brDaniela Almeida de Oliveira Limadaniolliveira2713@gmail.com<p>Este artigo discute a potencialidade das narrativas pedagógicas como</p> <p>instrumentos formativos de (re)construção de saberes e experiências na educação infantil. O estudo enfatiza a importância da experiência docente narrada como produção de saberes pedagógicos, possibilitando a construção coletiva e a ressignificação das práticas educativas. Trata-se de uma pesquisa narrativa e (auto)biográfica, baseada na documentação narrativa de experiências pedagógicas, desenvolvida por meio de rodas de conversa que propiciaram um ambiente de escuta sensível, diálogo reflexivo e interpretação coletiva das experiências de três professoras atuantes em Centros Municipais de Educação Infantil de Salvador. A análise foi realizada a partir da tematização pedagógica que evidenciou como o compartilhamento das narrativas das docentes ativa memórias e identidades em processo, revelando saberes antes silenciados sobre suas experiências de inclusão e diversidade. Essa abordagem insere-se numa epistemologia plural, que valoriza a diversidade das experiências e favorece a emancipação e a construção de redes educativas e culturais mais inclusivas. Desse modo, as narrativas pedagógicas cartografadas foram analisadas e tematizadas a partir de um trabalho hermenêutico construído em um processo de auto/co/conformação docente. Essas experiências apresentam-se como campos vivos de formação, marcados por tensionamentos, deslocamentos e pela invenção cotidiana de experiências pedagógicas que reconhecem e afirmam a diferença como princípio educativo.</p>2026-09-24T16:50:57+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/29745As (im)possibilidades estruturais da educação: 2026-09-24T20:25:02+00:00Ismael Martins Boeiraismaelmboeira@gmail.comDinora Tereza Zucchettidizucchetti@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Este ensaio, construído sob a forma de uma narrativa autobiográfica, apresenta a trajetória de um professor-pesquisador oriundo das classes populares, cujas experiências pessoais e profissionais são entrelaçadas ao seu campo de estudos: as impossibilidades de sucesso escolar vivenciadas por jovens no Brasil. A partir de memórias, vivências e atravessamentos, o autor reflete sobre os desafios enfrentados desde o ensino médio até a pós-graduação, evidenciando os efeitos das desigualdades sociais na trajetória educacional. O texto propõe uma análise sensível e crítica sobre os percursos de exclusão, destacando a juventude como categoria social marcada por múltiplas vulnerabilidades. Ao revisitar sua dissertação de mestrado o autor tensiona os limites da escola como espaço de garantia de direitos, apontando para a urgência de políticas públicas que assegurem não apenas o acesso, mas também a permanência e a conclusão escolar. Na conclusão, compreende-se que as impossibilidades de sucesso escolar são estruturais, mantidas por um Estado que, historicamente, opera na lógica das desigualdades. </span></p>2026-09-24T16:51:27+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/30037Entrelaçar experiências e diversidade: 2026-10-12T18:48:26+00:00Renata Siqueira de Guimarãesrenata_mene@yahoo.com.brAndressa Graziele Brandtandressa.brandt@ifc.edu.br<p>Este artigo deriva do estudo em nível de mestrado que apresenta narrativas de professoras que atuam nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, com estudantes migrantes no Município de Itajaí/SC e tem por objetivo compreender, por meio dessas narrativas, como suas trajetórias de vida e formação se entrelaçam às experiências e práticas pedagógicas construídas no cotidiano escolar com estudantes em contextos de migração, considerando as perspectivas da inclusão e da interculturalidade. Desenvolve a análise da entrevista narrativa com base na Análise Compreensiva-Interpretativa (Souza, 2004), buscando captar as singularidades da fala no contexto das experiências vividas. Os resultados desta investigação demonstram pistas de como essas histórias de vida e formação atribuem sentido e significado às práticas cotidianas no acolhimento de estudantes em fluxo migratório, apontando como desafios a barreira linguística e a ausência de políticas públicas educacionais e curriculares que atendam à especificidade desses sujeitos, além de apontarem para a elaboração de proposições de abordagens investigativas para a pesquisa no campo da educação em torno dessa temática.</p>2026-09-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/29821Produções (auto)biográficas e a história de mulheres educadoras2026-09-24T20:25:02+00:00Charliton José dos Santos Machadocharlitonlara@yahoo.com.brVanusa Nascimento Sabino Nevespbvanusa@gmail.comKássia Rejane Pereira de Sousakassia.siloe@gmail.comLia Machado Fiuza Fialholia_fialho@yahoo.com.br<p>Inserida no campo da História da Educação, a pesquisa versa sobre as produções científicas do tipo teses e dissertações (auto)biográficas de mulheres educadoras desenvolvidas na Paraíba. O objetivo foi analisar a produção acadêmica <em>stricto sensu</em> emanada da linha de pesquisa “História da Educação” do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal da Paraíba no que concerne às (auto)biografias de educadoras (2012-2022). Metodologicamente, apoiou-se no Estado da Questão para mapear e, consequentemente, analisar os 18 produtos identificados com suporte do <em>software</em> Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires. Depois do dendograma da classificação hierárquica descendente e da árvore de similitude gerada pelo programa, emergiram quatro categorias temáticas: fertilidade das pesquisas (auto)biográficas de educadoras; engajamento educacional, político e social; formação e identidade docente; e estratégias de investigação. Constatou-se que as pesquisas (auto)biográficas foram relevantes para preservar e valorizar o protagonismo feminino, que utilizavam majoritariamente o aporte da História Cultural, entrecruzando fontes variadas para dar a ver as trajetórias de formação e atuação docentes permeadas por rupturas sociais, envolvimento político e resistência ao paradigma patriarcal.</p>2026-09-24T16:52:21+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/29844Trajetórias de jovens mulheres marajoaras:2026-09-24T20:25:02+00:00Angélica Paula Ferreira Gomesangel.pfg@gmail.comLucélia de Moraes Braga Bassalolucelia.bassalo@uepa.br<p>Este estudo apresenta a trajetória biográfica de duas jovens mulheres da Ilha do Marajó, com o objetivo de analisar as experiências, dificuldades e desafios enfrentados na tentativa de dar continuidade aos estudos após a conclusão do Ensino Médio. Adotou-se uma abordagem qualitativa, com enfoque fenomenológico, utilizando entrevistas narrativas e o método documentário como procedimentos metodológicos. Os resultados revelam que as jovens vivenciaram diversos desafios relacionados a fatores acadêmicos, sociais, familiares, econômicos e pessoais, os quais influenciaram os caminhos seguidos após o Ensino Médio.</p>2026-09-24T16:52:47+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/30028Narrativas de mulheres sobre violências de gênero no ambiente acadêmico das ciências agrárias na Educação Profissional e Tecnológica 2026-09-24T20:25:01+00:00Letícia Mossate Jobimleticia.jobim@iffarroupilha.edu.brMárcia Alves da Silvaprofa.marciaalves@gmail.com<p class="Resumottulo" style="margin: 0cm 4.0cm 0cm 0cm;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext; text-transform: none;">Este estudo</span> <span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext; text-transform: none;">apresenta um recorte de uma pesquisa de doutorado</span> <span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext; text-transform: none;">na área de educação,</span> <span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext; text-transform: none;">defendida em 2023</span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext;">,</span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext; text-transform: none;"> que investigou o processo de feminilização na educação profissional, com foco nos cursos das ciências agrárias, área historicamente associada à masculinidade</span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext;">. </span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext; text-transform: none;">A pesquisa incluiu um levantamento de dados quantitativo de gênero por cursos e áreas dos Institutos Federais</span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext;">, </span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext; text-transform: none;">coletados na Plataforma Nilo Peçanha (PNP), além do método biográfico, com entrevistas narrativas realizadas com estudantes egressas de uma unidade do Instituto Federal Farroupilha </span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext;">(RS), </span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext; text-transform: none;">já inseridas no mundo do trabalho</span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext;">, </span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext; text-transform: none;">com o objetivo de dar centralidade às suas experiências</span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext;">. A</span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext; text-transform: none;">s entrevistas evidenciaram as diversas violências de gênero presentes nos ambientes educacionais e de trabalho</span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext;">, </span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext; text-transform: none;">a partir das</span> <span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext; text-transform: none;">próprias narrativas das participantes</span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext;">. </span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext; text-transform: none;">Constatou-se que ambos os espaços perpetuam</span> <span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext; text-transform: none;">e reproduzem cotidianamente</span> <span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext; text-transform: none;">representações relacionadas à divisão sexual do trabalho, bem como discriminação e desvalorização do trabalho feminino nessas áreas. O estudo demonstra a necessidade de ampliar e fomentar políticas públicas e educacionais para a desconstrução de papéis de gênero e</span> <span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext; text-transform: none;">para o enfrentamento das desigualdades educacionais, profissionais e ocupacionais que afetam as mulheres.</span></p>2026-09-24T16:53:21+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/30023Do batidão à marginalização:2026-09-24T20:25:01+00:00Ana Flávia Pereira Cesárioanaflaviapereirac025@gmail.comDaniel Teixeira Maldonadodanieltmaldonado@yahoo.com.br<p>O presente trabalho busca dialogar de forma memorial a minha trajetória na educação básica e como ela se relaciona com o apagamento do funk, um estilo que embora tão importante e representativo para os(as) jovens, ainda sofre uma grande criminalização, principalmente por parte das escolas. Em minha pesquisa busco em que contexto se dá a criminalização e o porquê de ocorrer esse preconceito nesses mais de 40 anos da chegada do funk no Brasil, problematizando a forma que essas questões se apresentam no cotidiano escolar, principalmente por conta do racismo estrutural presente em nossa sociedade. Dessa forma, neste trabalho procuro mostrar os elementos de resistência e transgressão que apontam para a transformação social da população preta no Brasil. Defendo também a importância das manifestações da cultura corporal marginalizadas em espaços educacionais, especialmente nas universidades, no qual tive a oportunidade de conhecer o funk de maneira formalizada e reconheci sua relevância no contexto educativo.</p>2026-09-24T16:53:47+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/29893Marés que Formam:2026-09-24T20:25:03+00:00Jackson Morais Barcelosjacksonbarcelos515@gmail.comHelena Midori Kashiwagi da Rochahelenamidori@ufpr.br<p>Este artigo apresenta uma escrita de si em forma de narrativa formativa, construída a partir das vivências do autor como educador do campo em comunidades insulares caiçaras do litoral do Paraná. A proposta emerge do desejo de registrar, refletir e reinterpretar experiências de ensino e aprendizagem em um território marcado por invisibilizações e resistências. Utiliza-se a abordagem (auto)biográfica, assumindo a memória como potência epistemológica e pedagógica, articulando-a com referenciais que tratam da formação docente, da educação do campo e das epistemologias do sul. As marés, os silêncios, as travessias e os encontros cotidianos tornam-se imagens que orientam a tessitura da narrativa, revelando como o território insular participa ativamente da formação do professor. Longe de constituir um simples relato, o texto propõe um mergulho sensível nas marcas que a docência deixa no sujeito que educa, problematizando as fronteiras entre ensinar, aprender e resistir. Ao final, defende-se a escrita autobiográfica como gesto político de afirmação de existências que insistem em permanecer à beira, transformando o vivido em conhecimento e o cotidiano em saber compartilhado.</p>2026-09-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/29923Escolaexperiência: 2026-09-24T20:25:01+00:00Andreza Bertiandrezaberti@hotmail.com<p>O presente artigo tem a intenção de propor um exercício filosófico, em torno de um mundo comum, a partir do qual podemos experienciar (ex)posições educacionais que fortaleçam as múltiplas narrativas (de si e do mundo) praticadas nos mais distintos cotidianos escolares. Tendo como pressupostos tanto a salvaguarda da escola pública, em seu compromisso com todos/as e qualquer um/a, como a defesa do conceito de “experiência”, em sua potência filosófico-educativa de expandir os processos formativos e encorajar a criação de novos sentidos epistemopolíticos. Para isso, enuncia-se a experiência como eixo central do ato educativo, posicionando a escola como um espaçotempo seguro e democrático em que todos/as são incentivados/as a tomar a palavra, ler, escrever, investigar, analisar, refletir e aprender (sobre si, sobre os outros e sobre o mundo). As considerações provisórias apontam que os acontecimentos experienciais nos/dos/com os cotidianos escolares, quando estabelecidos através de uma relação estreita com os/as seus/suas habitantes e, problematizados por meio da escrita (de si e alteritária), auxilia a construir uma escolaexperiência.</p>2026-09-24T16:56:40+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/30003O percurso de uma pesquisa (auto)biográfica na Educação Física:2026-09-24T20:25:01+00:00Marina Boscariolmarina.boscariol1@gmail.comMário Luiz Ferrari Nunesmario.nunes@fef.unicamp.br<p>Este artigo é o recorte de uma pesquisa mais ampla que estudou a produção de uma subjetividade docente a partir das narrativas de um diário elaborado pela própria pesquisadora sobre sua docência. Este recorte tem por objetivo propor um tratado temporário entre o operador metodológico da cartografia e o operador conceitual do cuidado de si que funcionou na concepção de um método/uma técnica no exercício da pesquisa (auto)biográfica. A possibilidade de um tratado entre essas duas noções se dá principalmente a partir da ideia de experiência que, na perspectiva da pesquisa cartográfica, corresponde ao movimento de expor-se com finalidade na construção de um território ainda “por vir”. E, na ótica do cuidado de si, equivale a pensá-la aliada às percepções de subjetividade e técnicas de si do filósofo francês Michel Foucault, as quais viabilizam uma ação do próprio sujeito, no caso a professora/pesquisadora sobre a produção de uma conduta específica na docência. Nesta pesquisa, a articulação dessas noções, em uma composição metodológica, possibilitou não só um exercício de compreensão dos discursos que compõem uma subjetividade docente, mas também a constituição de uma docência outra, transformada pela técnica da escrita si na preparação do diário de bordo.</p>2026-09-24T16:57:10+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/30075Formação docente na saúde:2026-09-24T20:25:01+00:00Alessandra Reisalemreis@hotmail.comElizeu Clementino Souzaesclementino@uol.com.br<p class="Resumocorpo" style="margin-right: 4.0cm;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif;">Este artigo tem o objetivo de discutir as relações entre formação docente na saúde, o inacabamento e habilidades de comunicação na prática docente, a partir das narrativas de educadoras, em memoriais de formação construídos em dois tempos, nos anos de 2017 e 2021. Foi realizada uma pesquisa-formação com abordagem autobiográfica. As sete educadoras narraram seus deslocamentos a partir de um curso de especialização em educação na saúde para preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS) e após anos de atuação docente na pós-graduação. A reflexividade biográfica envolveu a compreensão de si ou interpretações sobre si mesmas e do mundo histórico e social, com a oportunidade de reconstruir valores, representações e definições. A formação de educadoras neste contexto de residências em saúde tem assumido elementos da teorização crítica da educação, se desdobrando na consolidação da articulação entre a educação e o trabalho promovida no SUS, na sistematização de possibilidades inovadoras na educação de trabalhadores na pós-graduação, e a consolidação da educação interprofissional com forte ênfase nos processos coletivos de aprendizagem.</span></p>2026-09-24T16:57:36+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/30104Estrelas, palavras e sonhos:2026-09-24T20:25:00+00:00Idelvandre Vilas Boas de Santana Santosidelvandre@gmail.comLuciana Haddad Ferreirahaddad.nana@gmail.com<p>O artigo discute a escrita narrativa como prática formativa, compreendida como um exercício que atualiza memórias, revisita trajetórias e possibilita compreender as relações entre o vivido e o experienciado na profissão docente. Para tanto, elegemos como estratégia metodológica o estudo interpretativo do memorial de formação de uma das autoras, tomado como fonte documental e como registro de memória. Da leitura do memorial emergem metáforas: estrelas, palavras e sonhos, que simbolizam esperança, linguagem e utopia. Esses elementos orientam a compreensão do processo de constituição da identidade docente, marcado por atravessamentos próprios do nosso tempo. Dialogamos com referenciais teóricos do campo da narrativa e da formação de professores, a partir dos quais evidenciamos que narrar é um movimento, no qual a experiência se reinventa e se transforma em objeto de conhecimento, inscrita em dimensões sociais, culturais e históricas que constituem a história de vida. Da imersão no memorial e na literatura estudada, emergem lições: a escrita narrativa ultrapassa a dimensão individual e se configura como prática estética, ética, poética e política: estética, ao mobilizar afetos e sentidos; ética, ao reafirmar princípios constitutivos da humanidade; poética, ao organizar experiências em forma literária; e política, ao inscrever a experiência de professoras da educação básica na produção acadêmica. Concluímos que a escrita narrativa amplia a consciência sobre o vivido, legitima saberes docentes e reafirma a formação como processo coletivo e inacabado.</p>2026-09-24T16:58:00+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/30123Do Percurso Acadêmico à Defesa de Mestrado: 2026-09-24T20:25:00+00:00Jhonatan Wendell Tavares Ferreirajhonatan.wtferreira@upe.brKelly Almeida de Oliveira ka.oliveira@ufma.brJoelson de Sousa Morais joelson.morais@ufma.brWaldênia Leão de Carvalho waldenia.leao@upe.br<p>Este artigo apresenta uma narrativa (auto)biográfica do percurso acadêmico do primeiro autor, com ênfase no processo formativo que culminou na defesa do mestrado. Partimos da seguinte questão de pesquisa: de que maneira as vivências pessoais, permeadas por afetos e desafios, configuram a construção do conhecimento acadêmico e a própria constituição identitária da pessoa pesquisadora? O objetivo é refletir sobre como experiências pessoais, afetos e desafios vividos durante a trajetória de pesquisa influenciam a construção do conhecimento e a identidade profissional docente. O estudo inscreve-se no campo da pesquisa (auto)biográfica e assume a pesquisa-formação como perspectiva teórico-metodológica, que compreende o ato de narrar como exercício formativo de reflexão, interpretação e transformação de si. Ao revisitar momentos significativos: preparação, ensaios, interação com a banca, presença de familiares e convidadas/os, tensões e emoções, a narrativa é analisada em diálogo com o campo (auto)biográfico, evidenciando movimentos de singularização/conformização, responsabilização/dependência e interioridade/exterioridade. Os resultados mostram que o percurso do mestrado produziu aprendizagens que ultrapassam a dimensão acadêmica, ao tensionar modelos formativos centrados exclusivamente na racionalidade e favorecer processos de (re)construção identitária. Concluímos que narrar a experiência constitui, simultaneamente, produção de conhecimento e formação, tornando visíveis dimensões afetivas, sociais, relacionais e existenciais que participam da constituição da pessoa pesquisadora.</p>2026-09-24T16:58:28+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/30093Quando o eu encontra o nós:2026-09-24T20:25:00+00:00Gabriela Ponce de Leon Campos Pimentel Ferreira de Carvalhogabriela.carvalho@estudante.ufscar.brKlinger Teodoro Ciríacoklinger.ciriaco@unesp.brPriscila Domingues de Azevedopriazevedo@ufscar.br<p>Este artigo apresenta resultados de uma pesquisa, financiada pelo CNPq (Edital Universal N. 18/2021), em que investigamos de que forma um grupo de estudos em Educação Matemática, de natureza colaborativa, contribuiu para a constituição da identidade profissional de professoras que atuam com crianças de zero a três anos de idade. A análise baseou-se na narrativa de duas, das oito educadoras participantes do estudo. O estudo adotou uma abordagem qualitativa, ancorada no método narrativo desenvolvido pelo sociólogo Fritz Schütze, que prevê seis etapas de análise. Como referenciais teóricos, são mobilizadas/os autoras/es que discutem identidade docente, currículo em Educação Matemática na infância e narrativas no campo da formação de professoras/es. Os dados indicaram que a participação das educadoras no grupo promoveu reflexões significativas sobre sua prática, favorecendo a reorganização e a implementação do trabalho pedagógico com a linguagem matemática. Além disso, o envolvimento com o grupo impulsionou a valorização da profissão docente no contexto da creche, fortalecendo o sentimento de pertencimento à profissão e ampliando as possibilidades de desenvolvimento profissional.</p>2026-09-24T16:58:54+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/29964Tempo, memória e heterobiografias2026-09-24T20:24:59+00:00Graça Regina Franco da Silva Reisfrancodasilvareis@gmail.comSoymara Emiliãoemiliaosoymara@gmail.comMarina Santos Nunes de Camposmarinacampoz@gmail.com<p>O presente texto tem como principal objetivo apresentar as narrativas heterobiográficas docentes como artesanias a partir da ideia de que a arte de narrar se assemelha ao trabalho artesanal levando em conta a indissociabilidade entre o trabalho manual – do corpo – e o trabalho intelectual – da mente. Ele surge como consequência de pesquisas que se debruçam em narrativas docentes como campo/tema de investigação, sempre imbricadas numa escolha <em>epistemopolítico-metodológica.</em> Para isso, traz também uma discussão sobre as heterobiografias que narram a compreensão de si pela história do outro e vice-versa e a relação do tempo circular presente no processo como tempo das divindades. Assim, a partir dessas discussões, aponta, ainda, as artesanias narrativas heterobiográficas como experiências <em>singularessociais </em>(Reis, 2023), possibilitando perceber que o anúncio das experiências vividas pelo narrador extrapola a narração do ato ou de si. Desse modo, as heterobiografias docentes reafirmam a potência da narrativa como experiência formativa, coletiva e transformadora.</p> <p style="font-weight: 400;"> </p>2026-09-24T16:59:22+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/29938História Local e Patrimônio Cultural:2026-09-24T20:24:59+00:00Miriã Lúcia Luizmirialuiz@gmail.comBruna Mozini Subtilbruna_mozini@hotmail.comEsdra Erlacheresdraerlacher@gmail.com<p>O presente artigo tem como objetivo refletir sobre as potencialidades das histórias de vida como patrimônios comuns da humanidade, tomando como fonte de análise os memoriais reflexivos produzidos por professores de Mantenópolis. Esses memoriais são compreendidos como bens culturais, capazes de inscrever narrativas individuais e coletivas no campo do Patrimônio Cultural. Metodologicamente, o trabalho se ancora no pensamento de Bloch (2001), ao considerar os memoriais como fontes históricas, e nas contribuições de Josso (2004; 2006; 2007), ao destacar a escrita de si como prática reflexiva e formativa. A análise foi realizada a partir da leitura e categorização das narrativas, com ênfase em dois eixos temáticos: (a) a infância como patrimônio e (b) as relações com elementos e práticas culturais locais. Os resultados evidenciam que as histórias de vida mobilizadas nos memoriais possibilitaram não apenas a valorização de memórias afetivas e culturais, mas também a ressignificação das concepções de patrimônio cultural dos participantes. Conclui-se que a metodologia da escrita (auto)biográfica constitui um recurso potente para a formação docente, por estimular a autocrítica, a elaboração de novos saberes e a integração entre experiências pessoais e o campo teórico do Patrimônio Cultural. Assim, as narrativas revelam-se não apenas registros individuais, mas patrimônios coletivos que contribuem para a valorização da cultura local.</p>2026-09-24T19:23:22+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/29478Experimentando o tempo como espaço aberto ao voo: 2026-09-24T20:24:59+00:00Allan Rodriguesallancr@id.uff.brSandro Tiago Silva Figueirafigueiras.tiago@gmail.comClarissa Quintanilha clarissa.mouraquintanilha@gmail.com<p>Neste texto, alçamos voo, rascunhando compreensões singulares com os processos formativos e, em especial, sobre o trabalho com os coletivos docentes, com os espaços de produção, sempre plural e horizontal, na direção de pensar as narrativas de formação, interrogando como operamos em nossas pesquisas. Entendemos as narrativas produzidas na lógica Sankofa, a qual requer que busquemos aquilo que ficou para trás e não podemos desperdiçar; experiências que não podem ser descartadas em nome da globalização ou de uma promessa de futuro salvacionista pelo mercado internacional, pelos gabinetes e sistemas econômicos que invadem a América Latina e as práticas docentes. A aposta “teóricometodológica” reside na pesquisa-formação (Josso, 2004) em diálogo com a perspectiva (auto)biográfica por entender que essa alocação epistemopolítica parte das complexas relações individuais de cada sujeito, tomado em suas inscrições de vida nos entornos histórico, social, cultural e político. Ambientada pela memória, organizamos a análise, por meio das memórias-fragmento (Bragança, 2022), isto é, miudezas, subversões do instituído em um falar da e com a vida assumindo atravessamentos biográficos e autobiográficos. Apreendemos que as memórias-fragmento, em nossas pesquisas, apontam para a ação de sentir como um caminhar vivaz na pesquisa com narrativas docentes. Uma espessura sensível da emergência do trabalho pedagógico que enfrenta a produção de inexistências advindas do cientificismo positivista. Palavras-chave: formação de professores; narrativas; pesquisa-formação; sankofa.</p>2026-09-24T19:25:59+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/30090Experiências formativas a partir da autoetnografia2026-09-24T20:24:59+00:00Ruth Reis de Oliveiraruth99.reis@gmail.comElrismar Auxiliadora Gomes Oliveiraelrismaroliveira@ufam.edu.br<p>Este trabalho, em diálogo com a literatura dos campos teóricos da formação de professores, da epistemologia feminista e das questões de gênero, teve como objetivo narrar as contribuições da trajetória de professoras da família para o processo de construção da identidade docente da primeira autora. Por meio da narrativa autoetnográfica, foram resgatadas memórias que se estendem desde a infância até a formação em Ciências Exatas e Naturais, de modo a situar a relação da família com a educação e os caminhos percorridos pelas mulheres que atuaram na docência. Dentre essas mulheres, destacam-se a mãe, com quem aprendeu as primeiras letras, e tias que, mesmo com baixa escolaridade, assumiram o papel de educadoras. Ademais, a abordagem autoetnográfica permitiu trazer para o centro da cena as suas próprias vivências como mulher ribeirinha, levando-a a refletir sobre experiências formativas e evidenciando como professoras da família podem ter influenciado, ainda que implicitamente, a escolha pela carreira docente. Os resultados, construídos por meio de diálogos em rodas de conversa com familiares e de leituras de referenciais da área, mostraram que, mesmo sem ter planejado, o caminho percorrido a conduziu à mesma carreira trilhada por outras mulheres da sua família. No entanto, foi além ao escolher a área de Ciências Exatas e Naturais, tradicionalmente marcada como espaço masculino.</p>2026-09-24T19:26:24+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/29862Uma narrativa-cartografia (auto)biográfica de viver a educação-pesquisa em meio ao caos amazonense 2026-09-24T20:24:59+00:00Guilherme Araújo Soaresguilhermearaujo.soares18@gmail.comMaria Ione Feitosa Dolzaneioneedolzane@ufam.edu.br<p>Este artigo, inspirado na escrita de Georges Perec e sustentado pela filosofia da diferença de Deleuze e Guattari, apresenta uma narrativa-cartografia (auto)biográfica construída no contexto da docência-pesquisa de mestrado na Amazônia. O objetivo é investigar como processos formativos e inventivos emergem da prática docente quando esta se configura como escrileitura, tradução e transcriação. A metodologia adota a narrativa-cartografia (auto)biográfica como procedimento imanente, acompanhando movimentos, sensações, encontros e afetos que atravessam a experiência de Avelina, heterônimo que condensa vivências-devires da autora. A pesquisa reúne registros em diários, fragmentos narrativos, interações pedagógicas e referências filosóficas, compondo um campo de experimentação ético-estético-político. Os resultados indicam que a narrativa-cartografia (auto)biográfica potencializa a invenção de si e do mundo, ressignificando o currículo e a prática docente no/pelo/com [o] contexto amazônico. Conclui-se que a articulação entre docência e pesquisa, orientada pela filosofia da diferença, constitui um ato criador capaz de instaurar mundos possíveis e resistir às forças normativas.</p>2026-09-24T19:26:56+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/32015Memórias, Dedicatórias e Reconhecimentos2026-08-26T18:45:29+00:00Marta Nörnbergmartanornberg0@gmail.comFernando Ripefernandoripe@yahoo.com.br<p>Apresentação<br>Seção Especial: memórias, dedicatórias e reconhecimentos</p>2026-08-16T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/32021Maria Isabel da Cunha2026-08-26T18:45:27+00:00Álvaro Luiz Moreira Hypolitoalvaro.hypolito@gmail.com<p>Seção Especial: memórias, dedicatórias e reconhecimentos</p> <p> </p>2026-08-17T18:13:37+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/32016A pesquisa no PPGE/FaE2026-08-26T18:45:27+00:00Eliane Pereseteperes@gmail.comVania Grim Thiesvaniagrim@gmail.com.brLisiane Sias Mankelisianemanke@yahoo.com.br<p>Seção Especial: memórias, dedicatórias e reconhecimentos</p>2026-08-16T23:20:35+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educaçãohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/32019Legado e ensinamentos da professora-pesquisadora Magda Floriana Damiani2026-08-26T18:45:27+00:00Adriane Cenciadricenci@gmail.comCélia Artemisa Gomes Rodrigues Mirandaceliaro-drigues@hotmail.comMarion Rodrigues Darizmariondariz@ifsul.edu.brRafael Fonseca de Castrocastro@unir.br<p>Este texto é uma homenagem à trajetória e ao legado da professora-pesquisadora Dra. Magda Floriana Damiani, buscando retomar suas contribuições, bem como a repercussão delas para a constituição dos estudos nos campos da Educação e da Psicologia Educacional, especialmente, as discussões sobre fracasso escolar, sobre trabalho colaborativo e sobre metodologia da pesquisa, com foco nas pesquisas do tipo intervenção pedagógica. Para orientar a construção do <em>corpus</em> e a análise, tomamos como referências seu memorial acadêmico utilizado para a promoção à Professora Titular, defendido em 2015, e seu currículo <em>lattes</em>. Buscando melhor compreender a circulação e a repercussão da obra da pesquisadora, ainda consultamos registros em seu perfil no Google Acadêmico. A análise se concentra nos textos publicados que são mais citados ou cujo impacto formativo continua marcante e representativo. É também uma análise carregada de afeto e gratidão a partir de nossas vivências individuais e coletivas com a Professora Magda. Seu legado vai para além de sua obra científica e de sua atuação na formação de professores e na pós-graduação. Com orientandos “espalhados” por diferentes estados e regiões do Brasil, o rigor com a metodologia, o cuidado com a escrita e o aprofundamento dos estudos da Teoria Histórico-Cultural da Atividade prosseguem vivos e relevantes.</p>2026-08-17T16:01:26+00:00Copyright (c) 2026 Cadernos de Educação