https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/issue/feedCadernos do LEPAARQ (UFPEL)2026-06-10T22:37:56+00:00Rafael Guedes Milheiracadernosdolepaarq@ufpel.edu.brOpen Journal Systems<p>O periódico Cadernos do LEPAARQ - Textos de Antropologia, Arqueologia e Patrimônio é editado pelo Laboratório de Ensino e Pesquisa em Antropologia e Arqueologia, da Universidade Federal de Pelotas (LEPAARQ/UFPEL), desde o ano de 2004. O público-alvo da revista é a comunidade acadêmica, especialmente dos três campos do conhecimento que dão nome à publicação, valorizando a sua dimensão interdisciplinar. Os Cadernos do LEPAARQ é uma publicação semestral, portanto cada volume anual corresponde a dois números. A data de submissão dos manuscritos será 31 de dezembro para a primeira edição (janeiro a junho) e 30 de junho para a segunda edição (julho a dezembro). Atualmente os<em><strong> Cadernos</strong></em> não adotam limites, mínimos ou máximos, para número de artigos por edição. Por ser um periódico de fluxo contínuo, o número de artigos publicados em cada edição corresponderá sempre ao fluxo editorial da revista. Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que fornecer conhecimento científico gratuito ao público proporciona maior democratização global do conhecimento. A revista tem um caráter público e gratuito, não sendo cobrado nenhum tipo de taxa para publicação.</p> <div id="acfifjfajpekbmhmjppnmmjgmhjkildl" class="acfifjfajpekbmhmjppnmmjgmhjkildl"> </div>https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/31764Editorial2026-06-10T22:37:27+00:00Rafael Guedes Milheiracadernosdolepaarq@ufpel.edu.brFábio Vergara Cerqueirafabiovergara@uol.com.br<p>.</p>2026-06-08T17:00:09+00:00Copyright (c) 2026 Rafael Guedes Milheira; Fábio Vergara Cerqueirahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/28797O início da arqueologia histórico-cultural moderna e os estudos de indústria lítica sambaquiana (1930 – 1950)2026-06-10T22:37:28+00:00Arthur Braga Alvesarthurbragaalves97@hotmail.comMaria Dulce Gasparmadugasparmd@gmail.com<p>Este artigo dá continuidade à apresentação do histórico das pesquisas sobre os grupos sambaquianos e suas indústrias líticas, com ênfase nos paradigmas que marcaram cada período da investigação arqueológica nesse campo. Trata-se da terceira publicação de uma série dedicada ao tema. Neste texto, abordamos o desenvolvimento da arqueologia histórico-cultural moderna, no recorte temporal entre o Estado Novo em 1930 até a década anterior a Ditadura Militar, 1950. Esse intervalo é caracterizado pelo amadurecimento da abordagem histórico-cultural, com a consolidação de objetivos científicos mais bem delineados e menos subordinados a interesses ideológicos relacionados à construção de uma identidade nacional. Observa-se, nesse contexto, um avanço significativo na caracterização do passado arqueológico brasileiro em termos geográficos, cronológicos e culturais. No que tange às análises das indústrias líticas, verifica-se uma progressiva superação das tipologias morfológicas estritas, com a adoção de classificações influenciadas pela tradição arqueológica francesa, destacando-se o foco nas cadeias operatórias e nos aspectos tecnológicos dos conjuntos artefatuais. O período é ainda marcado pela transição de uma epistemologia evolucionista unilinear para um evolucionismo multilinear de cunho particularista, sendo as interpretações das indústrias líticas profundamente influenciadas pelo estruturalismo. Registra-se, igualmente, um movimento em direção à institucionalização da disciplina, com iniciativas voltadas à profissionalização dos pesquisadores, à preservação dos sítios arqueológicos e à realização de missões científicas.</p>2026-06-05T13:50:45+00:00Copyright (c) 2026 Arthur Braga Alves, Maria Dulce Gasparhttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29465Aplicação da realidade aumentada e virtual na reconstrução de ruínas2026-06-10T22:37:38+00:00Ana Carla Pereira dos Passosana.carlah2022@gmail.comLuciana Massami Inouemi@ufsj.edu.br<p align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, serif;">Este trabalho explora a aplicação da realidade aumentada (RA) e da realidade virtual (RV) na reconstituição digital do engenho localizado na Fazenda do Pombal, em Ritápolis, Minas Gerais. Foram empregadas técnicas de fotogrametria, modelagem tridimensional nos softwares ArchiCAD e Blender, além da integração no Unity por meio do Vuforia. A realidade aumentada possibilita a visualização da reconstrução ao direcionar o celular para a base da ruína, enquanto a realidade virtual oferece uma experiência de imersão virtual no interior do engenho. O estudo evidencia o potencial dessas ferramentas tecnológicas na valorização do patrimônio cultural e na promoção da educação patrimonial, contribuindo assim para as práticas de </span></span><span style="font-family: Calibri, serif;">preservação</span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, serif;">.</span></span></p>2026-06-05T14:07:25+00:00Copyright (c) 2026 Ana Carla Pereira dos Passos, Luciana Massami Inouehttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/30822Caminhando ao encontro de outros patrimônios do território Serra da Capivara (Piauí): mobilização social, cultura e arte2026-06-10T22:37:41+00:00Agnaldo Ribeiro dos Santosprofessor.artista@outlook.comAlencar Mirandaalencar.amaral@univasf.edu.brMarcegiana da Conceição Silvacontatomarcesilva@gmail.comFrancisco Joaquim Tomaz Netocalango.sa007@gmail.comDenis de Oliveira Cavalheiro de Oliveira Cavalheirodenis.cavalheiro@discente.univasf.edu.brHelder Aguiar da Silvahelder.aguiarsilva@discente.univasf.edu.br<p>Numa região mundialmente reconhecida graças à grande concentração de pinturas rupestres há uma grande diversidade de manifestações culturais que embora não tenham recebido a titulação da UNESCO certamente congregam saberes criados e transmitidos coletivamente que nos ajudam a perceber a polissemia dos significados de patrimônio. Assim, esse ensaio fotográfico busca apresentar como no Território Serra da Capivara, no Piauí, "fazedores e fazedoras" de cultura tem, organicamente, se mobilizado para manter e divulgar suas vivências, ocupando ruas e praças com rodas de capoeira e São Gonçalo, entoando pontos de Umbanda e cantigas de Reis, dançando embalados por ritmos afro e criando complexas coreografias que remodelam as "quadrilhas juninas". Assim, caminhando e cantando pelas ruas contra o preconceito e intolerância religiosa saberes tradicionais ganham visibilidade e nos convocam a reconhecer que, para além dos sítios arqueológicos, a Serra da Capivara abriga uma grande diversidade patrimonial.</p>2026-06-05T14:02:01+00:00Copyright (c) 2026 Agnaldo Ribeiro dos Santos, Alencar Miranda, Marcegiana da Conceição Silva, Francisco Joaquim Tomaz Neto, Denis de Oliveira Cavalheiro de Oliveira Cavalheiro, Helder Aguiar da Silvahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/30774Utilização de mamíferos marinhos por sociedades humanas do passado: uma revisão sistemática global2026-06-10T22:37:46+00:00Lucas Seibertlucasseibertbio@gmail.comGuilherme Alves Elias guilherme@unesc.netDiego Dias Paveidiego.pavei@unesc.netPedro Volkmer de Castilho pedro.castilho@udesc.brRodrigo Machado ecomachado@gmail.comJuliano Bitencourt Campos jbi@unesc.net<p>Este estudo analisa o uso de mamíferos marinhos sob a perspectiva da zooarqueologia por meio de uma revisão sistemática global de artigos científicos indexados. Para avaliar a dimensão da relação entre humanos e mamíferos marinhos ao longo do tempo, foram realizadas buscas em quatro bases de dados (Scielo, ScienceDirect, Scopus e Web of Science), em 11 idiomas. Os resultados foram organizados no software StArt 3.0.3 e refinados com 275 palavras-chave, incluindo os nomes científicos de todas as espécies conhecidas de mamíferos marinhos (n = 139). A revisão identificou 60 artigos com registros de mamíferos marinhos em contextos arqueológicos. Ao todo, foram documentados 465 sítios arqueológicos em 25 países e cinco continentes, representando 54 espécies. Pinípedes e cetáceos foram os táxons mais frequentes, indicando o uso amplo e recorrente de mamíferos marinhos por sociedades humanas do passado em escala global.</p>2026-06-05T14:19:16+00:00Copyright (c) 2026 Lucas Seibert, Guilherme Alves Elias , Diego Dias Pavei, Pedro Volkmer de Castilho , Rodrigo Machado , Juliano Bitencourt Campos https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/30777“Me caiu os butiás do bolso!”. Assentamentos humanos e o gênero Butia na paisagem no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Uruguai2026-06-10T22:37:50+00:00Giovana Cadorin Votregiovana.cadorin@hotmail.comRita Scheel-Ybertscheelybert@mn.ufrj.brJonas Gregorio de Souzajonas.gregorio@yahoo.com.br<p>Os butiazais têm uma forte ligação com populações humanas atuais e estão associados a sítios arqueológicos contendo vestígios de espécies do gênero <em>Butia</em> e de outras palmeiras no Sul do Brasil e Uruguai. Esse cenário é ideal para estudos baseados na Ecologia Histórica e Arqueologia da Paisagem, contribuindo com as discussões sobre a formação das paisagens dessa região. Para investigar essa relação foi traçada uma linha do tempo construída a partir de um levantamento bibliográfico contendo estudos etnobotânicos, arqueológicos, paleoambientais e registros históricos. Registros desde o Pleistoceno e mais significativos no Holoceno médio e tardio indicam uma coexistência antiga, que continuou a se fortaleceu no período histórico e contemporâneo. No entanto, as influências da relação entre populações humanas e gênero <em>Butia</em>, especialmente no passado, ainda são pouco compreendidas. Esforços integrados de estudos ecológicos e arqueobotânicos são essenciais para aprofundar esses questionamentos.</p>2026-06-05T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Giovana Cadorin Votre, Rita Scheel-Ybert, Jonas Gregorio de Souzahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/30293Refinamentos interpretativos frente à Arqueologia Afro-Diaspórica. Um estudo de caso2026-06-10T22:37:53+00:00Thandryus Augusto Guerra Bacciotti Denardotolquius.arq@gmail.com<p>O Projeto Quebra-Anzol vem sendo desenvolvido há mais de 40 anos no Alto do Paranaíba, margem mineira, e as pesquisas desenvolvidas no seu âmbito revelaram uma história indígena de longa duração relacionada à ocupação Kayapó Meridional. No entanto, um dos sítios estudados se destaca por suas diversas particularidades, incluindo a presença de fornos de barranco e decoração incisa nas cerâmicas. Tais elementos sempre foram considerados como marcadores étnicos indígenas frente ao elemento colonizador. O presente artigo visa trazer um refinamento interpretativo com base na Arqueologia Afro-Diaspórica e comparações com outros sítios estudados nessa perspectiva, além de trazer dados acerca dos povos negros presentes na região.</p>2026-06-05T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Thandryus Augusto Guerra Bacciotti Denardohttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/30255Um ensaio sobre patrimônio arqueológico, paisagens e perspectivas, a partir do sítio GO-JA-02 (Gruta do Diogo 2), Serranópolis, Goiás2026-06-10T22:37:54+00:00Julio Rubin de Rubinrubin@pucgoias.edu.brRosiclér Theodoro da Silvasilva.rosicler@gmail.comMarcos André Torres de Souzatorresdesouza@yahoo.com<p>O Complexo Arqueológico de Serranópolis se destaca pelos sítios em abrigos rochosos com registros de ocupações humanas desde aproximadamente 12.000 anos Antes do Presente, os quais apresentam, por exemplo, rica cultura material, sepultamentos humanos e estratigrafia complexa. São mais de 50 sítios cadastrados no IPHAN. O objetivo desse ensaio é abordar a preservação e a proteção do patrimônio arqueológico centrado no Sítio GO-Ja-02 e nas paisagens. O tema é tratado por meio de conversa entre três pesquisadores que apresentam argumentos, perguntas e dúvidas, entrelaçando-se no universo do patrimônio arqueológico, paisagens e perspectivas. Autores e obras são inseridos na conversa, com literatura e teoria arqueológica, em que a abordagem, em grande parte do texto, torna-se um plenário ou uma sala de aula, cujo conhecimento é compartilhado. Ao final, em uma reflexão conjunta, houve a decisão de que é necessário dar seguimento à conversa, mas, em campo, com a presença de discentes.</p>2026-06-05T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Julio Rubin de Rubin