https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/issue/feed Cadernos do LEPAARQ (UFPEL) 2025-12-22T20:52:20+00:00 Rafael Guedes Milheira cadernosdolepaarq@ufpel.edu.br Open Journal Systems <p>O periódico Cadernos do LEPAARQ - Textos de Antropologia, Arqueologia e Patrimônio é editado pelo Laboratório de Ensino e Pesquisa em Antropologia e Arqueologia, da Universidade Federal de Pelotas (LEPAARQ/UFPEL), desde o ano de 2004. O público-alvo da revista é a comunidade acadêmica, especialmente dos três campos do conhecimento que dão nome à publicação, valorizando a sua dimensão interdisciplinar. Os Cadernos do LEPAARQ é uma publicação semestral, portanto cada volume anual corresponde a dois números. A data de submissão dos manuscritos será 31 de dezembro para a primeira edição (janeiro a junho) e 30 de junho para a segunda edição (julho a dezembro).&nbsp;Atualmente os<em><strong>&nbsp;Cadernos</strong></em> não adotam limites, mínimos ou máximos, para número de artigos por edição. Por ser um periódico de fluxo contínuo, o número de artigos publicados em cada edição corresponderá sempre ao fluxo editorial da revista. Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que fornecer conhecimento científico gratuito ao público proporciona maior democratização global do conhecimento. A revista tem um caráter público e gratuito, não sendo cobrado nenhum tipo de taxa para publicação.</p> <div id="acfifjfajpekbmhmjppnmmjgmhjkildl" class="acfifjfajpekbmhmjppnmmjgmhjkildl">&nbsp;</div> https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/30762 Editorial 2025-12-22T20:52:16+00:00 Rafael Guedes Milheira cadernosdolepaarq@ufpel.edu.br <p>.</p> 2025-12-15T18:57:50+00:00 Copyright (c) 2025 Rafael Guedes Milheira https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/30431 Lugares de Histórias Traumáticas: análise dos espaços de violência 2025-12-22T20:52:16+00:00 Cláudia Plens clauplens@gmail.com <p>Prefácio</p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Claudia Plens https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29446 Arqueología, colonialidad, justicia y memoria 2025-12-22T20:52:18+00:00 Jose Pablo Baraybar baraybarjp@gmail.com <p>Este artigo examina o paradoxo na prática arqueológica peruana entre o tratamento do passado pré-hispânico (patrimonializado como a base da identidade nacional) e o passado recente ligado às violações dos direitos humanos (abordado com um enfoque técnico-restritivo). Ele analisa como a “virada forense” se limita à recuperação de corpos para processos judiciais, sem integrar essas narrativas à memória coletiva. Por meio de casos emblemáticos - La Hoyada (Ayacucho), onde as exumações usando a metodologia arqueológica tradicional ignoraram os principais padrões espaciais, e El Frontón (Lima), um local sem nenhuma intervenção apesar de um massacre estatal - a colonialidade subjacente se torna evidente: a arqueologia opera sob lógicas que exotizam o pré-hispânico e marginalizam as vítimas contemporâneas (em sua maioria falantes de quíchua). O artigo critica a neutralidade política da disciplina, propondo que ela assuma um papel ativo na reconstrução de memórias traumáticas e no questionamento de narrativas hegemônicas. Conclui que a objetificação do “outro” distante perpetua a invisibilidade de crimes recentes, exigindo uma arqueologia comprometida com a justiça e a ética do luto.</p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Jose Pablo Baraybar https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29535 As Memórias traumáticas na intersecção entre história, patrimônio, arqueologia e museologia 2025-12-22T20:52:17+00:00 Deborah Neves deborah.neves@unifesp.br <p>O presente texto tem por objetivo apresentar debate sobre a intersecção entre os campos da História, do Patrimônio, da Arqueologia e da Museologia, no tema das memórias traumáticas no Brasil. Para isso será discutida a inserção do tema em cada um dos campos e o potencial de inovação e contribuição aos direitos humanos no Brasil quando há atuação interdisciplinar. A partir desta perspectiva, debate-se os aspectos particulares de cada campo e conclui sobre a necessidade de superar dogmas com o intuito de promover avanço científico e social, bem como de fortalecer a cultura democrática no país. Para esta análise, utilizar-se-á a análise dos trabalhos desenvolvidos no antigo DOI-Codi cujo reconhecimento como patrimônio cultural pelo Estado de São Paulo configurou-se como uma oportunidade ímpar de articular estas áreas tendo como objetivo atuar na preservação do patrimônio como forma de reparação pelas violações de direitos humanos.</p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Deborah Neves https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29462 Museus Memoriais. Lembranças do Passado e Desafios da Memória no Presente - Análise do Memorial da Resistência 2025-12-22T20:52:18+00:00 Fernanda Luiza Teixeira Lima Haddad fernandaluizatlima@yahoo.com.br <p>O final do século XX e o início do XXI foram marcados por um boom da memória, impulsionados por processos de justiça transicional e pela necessidade de enfrentar passados traumáticos. As demandas por reparação, a partir do Holocausto, consolidaram um modelo global de memorialização, com a instalação de museus e memoriais a partir da perspectiva de um dever de memória que não apenas recordam as vítimas, mas também educam sobre os perigos do totalitarismo e os princípios dos direitos humanos. Na América Latina, o enfrentamento das ditaduras militares resultou na conversão de antigos centros de repressão em museus memoriais, como o “Museo Sitio de Memoria – ESMA” na Argentina, “Londres 38 – Espacio de Memorias” no Chile e o “Memorial da Resistência” (MRSP) no Brasil, refletindo diferentes graus de reconhecimento e justiça. A partir do estudo de caso do “Memorial da Resistência”, este artigo analisa o surgimento desses espaços como novas formas de comemoração que refletem a necessidade emergente de abordar a violência histórica e as violações dos direitos humanos. O estudo se concentra em duas questões centrais presentes no circuito expográfico do MRSP. A primeira trata da incorporação do tempo presente, permitindo que o memorial estabeleça conexões entre a violência de Estado do passado e problemáticas contemporâneas, como violações de direitos humanos e práticas autoritárias. A segunda questão trata da ampliação das narrativas de resistência, incluindo grupos historicamente marginalizados, como indígenas, quilombolas, movimentos de periferia e ativistas LGBTQIA+, cujas lutas foram silenciadas tanto durante as ditaduras quanto no período pós-ditatorial. O estudo também discute como exposições temporárias têm tensionado e ampliado as narrativas da exposição permanente, embora persistam desafios de representatividade efetiva e riscos de redução das vozes subalternizadas a 'apêndices narrativos' (Mbembe, 2018). Assim, busca-se compreender como a memória da repressão segue sendo disputada e ressignificada no Brasil, e de que maneira o Memorial da Resistência se posiciona nesse cenário, contribuindo para a construção de políticas de memória mais inclusivas e dinâmicas.</p> <p>&nbsp;</p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Fernanda Luiza Teixeira Lima Haddad https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29466 Trauma e a Justiça: Desafios da Anistia e Reparação aos Povos Originários em Territórios em Disputa 2025-12-22T20:52:18+00:00 Cláudia Plens clauplens@gmail.com Marcelo Uchôa marceloruchoa@gmail.com Manoel Almeida manoel.almeida@unicap.br Paulo Abrão pauloabraopiresjr@gmail.com <p>Este artigo analisa a Justiça de Transição no Brasil, com ênfase na atuação da Comissão de Anistia e suas contribuições para a reparação das injustiças históricas sofridas por comunidades indígenas durante a ditadura militar (1964-1985). Inserido no contexto do dossiê “O Passado Traumático através da Arqueologia e Antropologia Forense”, o estudo destaca a importância do exame de lugares traumáticos presentes na memória coletiva e suas manifestações físicas, por meio da arqueologia forense, como ferramentas para compreender e reparar esse passado. A pesquisa enfatiza os quatro pilares essenciais da Justiça de Transição - reparação às vítimas, preservação da memória, reforma institucional e reconciliação - e investiga o papel da Comissão de Anistia na defesa dos direitos indígenas, abordando as especificidades das violências enfrentadas por essas comunidades e os desafios na responsabilização estatal, exemplificados pelos casos dos povos Krenak e Guarani-Kaiowá/Ñandéva. A análise revela as contradições do processo de anistia e propõe caminhos para uma justiça efetivamente equitativa, combatendo a perpetuação da impunidade. Além disso, destaca a relevância de refletir sobre as violências sistemáticas do passado por meio da recuperação de lugares de memória e espaços de dor, utilizando a arqueologia forense para reconstruir e visibilizar esses lugares traumáticos, promovendo uma compreensão mais profunda das injustiças e contribuindo para processos de reparação e reconhecimento.</p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Claudia Plens https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29324 Como pode a arqueologia forense contribuir à reparação, à verdade e às memórias indígenas? 2025-12-22T20:52:18+00:00 Henry Mähler-Nakashima gajavadana7@gmail.com <p align="justify"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"> O presente texto tem por objetivo refletir como investigações arqueológicas podem contribuir para a ampliação das denúncias contra o estado brasileiro e seus agentes. Como referência, o caso dos Kinja, ocorrido entre 1967, início dos estudos e obras para a construção da rodovia BR-174, que cortou sua área, e 1989, quando já haviam sido construídas duas Usinas Hidrelétricas no mesmo território ancestral. Por se tratarem de indígenas, há desafios éticos envolvendo a memória do povo, resquícios institucionais em seus discursos, tensões políticas e a necessidade de compreender que a mais bem intencionada ação pode reproduzir colonialidades. Assim, técnicas forenses devem ser complemento à memória e ao testemunho dos indígenas, não a prova corroborativa ou elemento definidor da verdade histórica, sendo não mais do que outra perspectiva que aponte as ações violentas do estado brasileiro contra tais populações.</span></span></p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Henry Mähler-Nakashima https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29516 KUNUMI POTY VERÁ. A (im)permanência do massacre de Caarapó 2025-12-22T20:52:17+00:00 Priscila Lini priscilalini@hotmail.com <p>As questões fundiárias extremamente violentas no estado de Mato Grosso do Sul estão diretamente vinculadas à estratégia neocolonial de sobreposição do agronegócio exportador aos territórios tradicionais indígenas. O estado congrega em seu território nove povos – Terena, Guarani, Kaiowá, Ofaié, Kadiwéu, Guató, Kinikinaw, Atikum e Kamba – que, cada um a sua maneira, enfrentam as graves consequências da usurpação territorial. Especificamente os Guarani – Ñandeva e Mbya – e Kaiowá, ocupam as regiões do sul e sudoeste, onde no passado a exploração da erva-mate e atualmente a sojicultura e a expansão da especulação imobiliária lhes retira o território tradicional de vida. Na cidade de Caarapó, em 2016, fazendeiros e jagunços fortemente armados assassinaram o agente de saúde indígena Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, de 23 anos, e deixaram outros seis indígenas feridos por armas de fogo, em uma ação extremamente violenta, que envolveu inclusive o uso de retroescavadeiras e o incêndio intencional de pertences dos indígenas – moradias, ferramentas e utensílios. Uma vez que as áreas em litígio não são demarcadas, denominadas como <em>retomadas</em>, sua constante mudança é uma característica marcante, que impede a realização de trabalhos tradicionais de arqueologia e antropologia forense, devido aos riscos a que são expostos tanto os Guarani e Kaiowá, quanto os próprios profissionais e agentes estatais. O chamado <em>Massacre de Caarapó</em> foi um acontecimento extremamente impactante e simbólico, que há quase uma década mobiliza a memória e reitera a resistência nas retomadas territoriais, porém, a considerar que se passa em um espaço em constante transformação, sua própria caracterização e significação arqueológica é cercada de desafios. A proposta para a pesquisa consiste em análise em fontes documentais, entrevistas a interlocutores e visitas à <em>tekoha Kunumi Poty Verá</em>, local este redesignado após a morte de Clodiodi, como forma de homenagem póstuma, a fim de caracterizar esse local histórico, marcado pela violência e pelo legado traumático suportado pela comunidade.</p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Priscila Lini https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29244 Lavras do Abade “Reborn”: Estudo Ecoarqueológico de um Conflito Socioambiental no Brasil do Meio 2025-12-22T20:52:19+00:00 Diogo Costa dmcosta@ufpa.br <p>Este artigo apresenta um estudo ecoarqueológico do conflito de 1887 em Lavras do Abade, antiga vila mineradora em Goiás, Brasil. Além das narrativas locais de poluição fluvial, a pesquisa revela uma complexa interação de disparidades econômicas, disputas políticas e questões socioambientais. O estudo adota uma abordagem multidisciplinar, integrando arqueologia histórica, documentação, história oral e estudos ambientais, e enfatiza o uso de tecnologias digitais (3D e simulações) para compreender as materialidades da violência e resistência. A análise aprofunda o papel da arqueologia na revelação de narrativas silenciadas e na promoção da justiça social, posicionando Lavras do Abade como um caso paradigmático de conflito socioambiental com implicações duradouras para o patrimônio cultural.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a></p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Diogo Costa https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29461 Challenges in Disaster Archaeology. forensic and archaeological approaches in the rescue of human remains from the Biological Anthropology Technical Reserve of the National Museum/UFRJ (Brazil) 2025-12-22T20:52:18+00:00 Silvia Reis sreis@mn.ufrj.br Luísa Faria bf.luisa@gmail.com Marina Buffa César maribuffacesar@gmail.com Claudia Rodrigues-Carvalho claudia@mn.ufrj.br <p><span style="font-weight: 400;">No incêndio de setembro de 2018, todas as coleções de Antropologia Biológica do Museu Nacional foram profundamente afetadas. Localizada no terceiro andar, a reserva técnica desabou e foi parcialmente soterrada por escombros. A localização original de cada remanescente humano foi perdida e suas respectivas identificações, anteriormente escritas diretamente nos ossos, também foram apagadas pelo processo de queima. Seguindo o código de ética para remanescentes humanos, especialmente aqueles musealizados, os esforços de resgate empregaram métodos forenses e arqueológicos para aumentar as chances de identificação futura e, mais importante, para resgatar os remanescentes sobreviventes. Nesse sentido, o processo de escavação e documentação coletou a maioria dos remanescentes encapsulados e protegidos pelo sedimento no entorno. Entulhos de construção, mobiliário, equipamentos e, especialmente, o armário que abrigava as coleções foram documentados e identificados para entender a dinâmica do processo de incêndio e colapso, e como os remanescentes foram afetados e espalhados.</span></p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Silvia Reis, Luísa Faria, Marina Buffa César, Claudia Rodrigues-Carvalho https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29521 Arqueologia na antiga senzala da fazenda do Pinhal, São Carlos, São Paulo 2025-12-22T20:52:17+00:00 Renato Kipnis rkipnis@scientiaconsultoria.com.br Ferreira Mariane Pereira marianearqueologia@alumni.usp.br Lucília Santos Siqueira luciliassiqueira@gmail.com Assis Jeane Santana de jeane.arqueo.s@gmail.com Eme Marcelo marceloeme@usp.br Oliveira Joana D'Arc de joanadarcoliveira@usp.br <p>Este artigo discute o papel da arqueologia na construção de uma memória social plural sobre a diáspora africana no Brasil, a partir do estudo de caso da Fazenda do Pinhal (São Carlos/SP), patrimônio nacional e estadual desde os anos 1980. As escavações realizadas entre 2022 e 2025, no edifício da antiga senzala, revelaram estruturas preservadas <em>in situ</em>, como fogueiras e pisos de chão batido, e um expressivo conjunto de cultura material associado ao cotidiano, espiritualidade e resistência de pessoas escravizadas. Conduzido de forma colaborativa com moradores, ativistas, religiosos, pesquisadores e educadores, a pesquisa arqueológica operou como instrumento de escuta e ressignificação, enfrentando apagamentos físicos e simbólicos e abrindo espaço para narrativas afrocentradas. Parte dos depoimentos analisados foi colhida no contexto da produção de um filme documentário, também elaborado por integrantes do projeto. O trabalho evidencia como objetos como cachimbos, contas e moedas se tornam mediadores de experiências afetivas e espirituais, ao mesmo tempo em que a própria escavação se converte em espaço de reencontro, memória e cura. Ao integrar escuta social, práticas participativas e análise material, a pesquisa propõe uma arqueologia crítica, sensível e politicamente comprometida com o reconhecimento e valorização da presença negra na história do Brasil.</p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Renato Kipnis, Ferreira Mariane Pereira, Lucília Santos Siqueira, Assis Jeane Santana de , Eme Marcelo, Oliveira Joana D'Arc de https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29509 A construção social dos mortos em casos de desaparecimento - a materialidade além do corpo 2025-12-22T20:52:17+00:00 ALINE FEITOZA DE OLIVEIRA alineffeitoza@gmail.com Marilia Oliveira Calazans mariliaolca@gmail.com Marina Di Giusto marinadigiusto@gmail.com Maria Ana Correia macorreia@ualg.pt Candela Martinez candela.martinez@ulpgc.es Ana Paula Moreli Tauhyl anatauhyl@gmail.com Mariana Inglez dos Reis mariana_inglez@ib.usp.br Talita Máximo Carreira Ribeiro talita.maximo@unifesp.br Marina da Silva Gratão marinasgratao@gmail.com Márcia Lika Hattori marcia.hattori@incipit.csic.es <p class="p1">Observar como a cultura material associada à morte e ao enterramento é registrada, armazenada e organizada em contextos de violações de direitos humanos permite entender como os artefatos — e o tratamento dado a eles — refletem construções sociais presentes nos processos de identificação, reparação e elaboração de memórias coletivas. Neste artigo, discutimos diferentes contextos em que teorias e métodos da Arqueologia contribuíram para a recuperação e identificação de pessoas desaparecidas, bem como para a construção e preservação da memória de grupos impactados por violências no passado recente. Por fim, refletimos sobre o potencial da cultura material em processos mais amplos de justiça, reparação e memória no Brasil — um campo ainda incipiente, especialmente no que se refere ao uso da Antropologia e da Arqueologia Forense em contextos de violência.</p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 ALINE FEITOZA DE OLIVEIRA, Marilia Oliveira Calazans, Marina Di Giusto, Maria Ana Correia, Candela Martinez, Ana Paula Moreli Tauhyl, Mariana Inglez dos Reis, Talita Máximo Carreira Ribeiro, Marina da Silva Gratão, Márcia Lika Hattori https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29402 O sujeito e a instituição policial militar: reflexões sobre militarização, sofrimento e trauma 2025-12-22T20:52:18+00:00 Adilson Paes de Souza souzaadilson@hotmail.com <p>A Polícia Militar, tal qual é conhecida hoje, foi criada durante a ditadura que assolou o Brasil. Este modelo sobreviveu à redemocratização do país e constitui um entulho autoritário, uma demonstração de que a ditadura ainda se faz presente em nossa realidade. A militarização da polícia se solidifica. Com o intuito de se tornarem policiais militares, pessoas oriundas dos mais variados estratos da nossa sociedade, ao ingressarem na Instituição, se deparam com uma realidade de atividades humilhantes e desgastantes, onde há um trauma, muitas vezes não elaborado – a negação da dor é um elemento presente, de forma preponderante, neste processo. Estas pessoas são submetidas ao processo de mortificação do eu, com o intuito da criação de um novo ser, dotado de características especiais, insensível à dor e ao sofrimento, aptos a enfrentar todas as adversidades inerentes ao exercício da profissão. Tal formação, visando constituir a identidade do policial militar como um guerreiro imbatível, é baseada em verdadeiros ritos de passagem onde a humilhação e a submissão a atos de violência são elementos importantes. Este artigo, através de relatos de policiais militares que foram submetidos a estas práticas, desvela histórias de lugares traumáticos e proporciona aportes de conhecimento relevantes para refletir, com base na psicologia de grupo, sobre uma realidade onde o sofrimento, embora não admitido, faz-se presente produzindo danos à saúde destes profissionais e, por que não, à nossa democracia.</p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Adilson Paes de Souza https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29590 El otro rostro de la victoria: Pendiente herida moral y la dignidad póstuma en un campo de batalla de 1880 2025-12-22T20:52:16+00:00 Roberto C. Parra ropachi@gmail.com Milena Vega-Centeno pmvegacenteno@pucp.edu.pe <p>Este artigo examina as práticas de extrema violência perpetradas contra combatentes feridos durante e após a Batalha de Alto de la Alianza (1880), no contexto da Guerra do Pacífico (1879-1883), conflito entre Peru, Bolívia e Chile. Através de uma abordagem antropológica forense, os autores exploram o fenômeno da "repase" (a execução de combatentes incapacitados ou moribundos) e outras violações que constituem crimes de guerra. Com base em dados obtidos em escavações arqueológicas realizadas no campo de batalha de Alto de la Alianza, na região de Tacna, no Peru, e na análise de diversas evidências (incluindo corpos de combatentes, depoimentos históricos e documentos oficiais), o estudo revela sistematicamente a presença de lesões craniofaciais por armas de fogo e traumatismo contundente, bem como evidências de saque de pertences e um tratamento negligente e desumanizador dos corpos de combatentes mortos, além daqueles feridos que foram executados após a batalha. O texto estrutura-se em torno de uma discussão crítica sobre a dignidade póstuma e o dano moral como categorias analíticas centrais. O artigo argumenta que as ações descritas violaram os princípios do Direito Internacional Humanitário, em particular a Convenção de Genebra de 1864, assinada pelas partes envolvidas no conflito. Tais transgressões não apenas afetam as vítimas postumamente, mas também infligem danos morais duradouros às nações envolvidas e à memória coletiva das gerações subsequentes. Nesse contexto, a figura do combatente Miguel Grau é apresentada como um contraponto ético, personificando o respeito pelo inimigo e demonstrando a possibilidade da humanidade em meio à guerra. Por fim, o artigo defende que a antropologia forense não apenas permite a reconstrução dos eventos por meio de evidências empíricas, mas também atua como instrumento de justiça simbólica, restaurando a memória, fortalecendo a identidade e restabelecendo a dignidade póstuma dos corpos dos combatentes silenciados nos campos de batalha. A obra oferece uma reflexão sobre o papel da ciência forense em contextos de violência histórica e na reconstrução de memórias coletivas, com o objetivo de atenuar a ferida moral.</p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Roberto C. Parra https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29399 Disputed remains: forensic anthropology and Poland's traumatic past 2025-12-22T20:52:18+00:00 Katarzyna Górka katarzyna.gorka@hirszfeld.pl Melania Mazur mmazur@ies.gov.pl <p>A história recente da Polônia foi profundamente marcada por uma série de eventos traumáticos, incluindo a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, as atrocidades cometidas nos campos de concentração nazistas e os massacres de Katyń, Wołyń e Jedwabne. Esses episódios, somados às torturas e execuções perpetradas durante o regime comunista, representam exemplos amplamente reconhecidos, ainda que não exaustivos, de graves violações dos direitos humanos em território polonês. Nesse contexto, a arqueologia e a antropologia forense emergem como instrumentos fundamentais para a reconstrução dos acontecimentos históricos, a identificação de vítimas e a promoção da justiça histórica. Através da análise de restos humanos, a antropologia forense permite elucidar as circunstâncias das mortes e restituir identidades, contribuindo para o esclarecimento de atrocidades passadas e oferecendo um senso de encerramento às famílias das vítimas. Este artigo apresenta uma análise abrangente de eventos selecionados e examina criticamente a aplicação da antropologia forense na investigação do passado traumático da Polônia. Além disso, discute os desafios sociais, políticos e éticos enfrentados pelo campo, destacando a necessidade de colaboração interdisciplinar e o potencial de resistência política e social às descobertas. Apesar desses obstáculos, a antropologia forense permanece como uma disciplina essencial na busca pela justiça histórica e pelo reconhecimento de crimes e violações cometidos no passado.</p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Katarzyna Górka https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29242 La población civil en el conflicto armado y sus lugares de violencia 2025-12-22T20:52:19+00:00 Ricardo Ortega-Ruiz ricardo.ortega@ui1.es <p>Quando pensamos em conflito armado, pensamos em guerras, mais precisamente, em linhas de frente, seja em terra, no mar ou no ar, onde dois ou mais exércitos se enfrentam para provar quem está mais preparado. Uma parte fundamental da sociedade tende a ser esquecida em conflitos armados: a população civil. Isso pode ser afetado de muitas maneiras, desde recrutamento forçado, saques pelo exército de ocupação ou perda de recursos resultante da destruição do ambiente físico e social.</p> <p>Este artigo tem como objetivo examinar quatro eventos traumáticos ligados a conflitos armados que afetam a população civil: desaparecimentos forçados durante uma guerra em andamento e aqueles que ocorrem quando uma força toma o poder sem resistência, cercos militares e momentos em que a população civil pode ser presa em campos de concentração</p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Ricardo Ortega-Ruiz https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29530 As Fossas comuns na Espanha – para além de lugares de morte 2025-12-22T20:52:17+00:00 Syntia Alves syntia.alves@gmail.com <p align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: small;">As fossas da Guerra Civil Espanhola e das quase quatro décadas do franquismo, foram por muito tempo silenciadas pelo discurso hegemônico do Estado em regime ditatorial e pelo pacto de transição política. Porém, nos últimos vinte anos observa-se uma reconfiguração das fossas comuns como lugares de memória cultural e instrumentos simbólicos de justiça transicional. Nelas se entrelaçam lutos privados e disputas públicas, reivindicações familiares e demandas coletivas por verdade e reparação. Assim, a proposta deste artigo é observar, a partir da história das fossas da Espanha, como essas são lugares de memória, como definiu Pierre Nora, e observar como o papel da população, especialmente famílias de assassinados pelo franquismo, foram fundamentais para a permanência e ressignificação das fossas. </span></span></span></p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Syntia Alves https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29525 O sistema de justiça criminal como lugar do traumático: crime, testemunho e reparação 2025-12-22T20:52:17+00:00 Carla Arantes carlaarantes.ifsp@gmail.com Pablo Castanho pablo.castanho@usp.br <p style="font-weight: 400;">Neste trabalho, propomos analisar os aspectos potencialmente traumáticos do sistema de justiça penal tradicional, cotejando-o com novos dispositivos que buscam promover o testemunho no judiciário, a exemplo da Justiça Restaurativa (JR). Neste percurso, analisamos os pressupostos do paradigma retributivo-punitivo, sob o qual se assenta o sistema penal tradicional, com o auxílio de histórias traumáticas de sujeitos que foram revitimizados(as) no sistema de justiça. Em outra direção, discutimos, a partir de outras histórias, algumas das potências e desafios de novas práticas de testemunho na justiça penal fundadas no diálogo, na colaboração, na reparação e na responsabilização. Procuramos demonstrar, enfim, que a construção de espaços de testemunho no judiciário, tal qual as práticas restaurativas buscam fazer, é imprescindível tanto para os que que viveram um trauma, como para a construção da memória coletiva.</p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Carla Arantes , Pablo Castanho https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29722 Museums as Agents of Colonial Trauma. The Silent Testimony of a Western Lowland Gorilla 2025-12-22T20:52:16+00:00 Vanessa Campanacho vcampanacho@gmail.com <p>Após os gorilas serem cientificamente identificados em meados do século XIX, iniciou-se uma ‘corrida’ para coletá-los para museus através de sistemas coloniais de exploração da natureza para fins lucrativos. Gorilas foram caçados, desarticulados e transportados para países colonizadores como “espécimens científicos”. Este artigo documenta um gorila macho que sofreu pelo menos dois atos de violência em nome da ciência, o que resultou, por fim, em sua morte. Os remanescentes deste gorila foram vendidos a um museu americano em 1955, onde permanecem até hoje. Este indivíduo testemunha o papel traumático que os museus tiveram nos gorilas. Além da morte dos gorilas, a caça também pode ter influenciado a estrutura social e o bem-estar do grupo sobrevivente. A retenção de remanescentes de gorilas na Europa e América do Norte perpetua o colonialismo. Por último, este artigo discute a necessidade de descolonização dos museus de história natural.</p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Vanessa Campanacho https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29597 El Museu Sitio de Memória ESMA. Memoria y gestión del Patrimonio Mundial 2025-12-22T20:52:16+00:00 Mayki Gorosito maykigorosito@gmail.com <p>O Museu Sitio de Memória ESMA, antigo centro clandestino de detenção, tortura e extermínio, é um dos mais de 800 centros ilegais de detenção que funcionaram durante a última ditadura civil-militar que assolou a Argentina entre 1976 e 1983, por onde passaram cerca de 5.000 homens e mulheres, a maioria dos quais assassinados e jogados vivos ao mar. Desde setembro de 2023, quando alcançou dimensão internacional ao ser incorporado à Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, é considerado por esse organismo como “altamente representativo e estreitamente associado à repressão ilegal a opositores e dissidentes, armados e desarmados, executada e coordenada pelas ditaduras da América Latina nas décadas de 70 e 80, e baseada no desaparecimento forçado de pessoas, em um clima de tensões geopolíticas globais entre visões opostas sobre a ordem sociopolítica mundial”. Após essa inclusão, um dos maiores desafios está relacionado à gestão de uma instituição pública no contexto dos avanços e retrocessos nas políticas públicas de Memória.</p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Mayki Gorosito https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29467 Key Factors in the Investigation of Past Violence and Trauma 2025-12-22T20:52:17+00:00 Douglas Henry Ubelaker ubelaked@si.edu <p>A investigação de locais que se acredita estarem relacionados a violência e traumas passados exige uma abordagem de equipe de especialistas com uma seleção cuidadosa de métodos e equipamentos. Entre os muitos fatores e temas envolvidos nessas investigações, as técnicas de recuperação, a aquisição de informações sobre pessoas desaparecidas e a datação cuidadosa das evidências são de imensa importância.</p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Douglas Henry Ubelaker https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/28020 Caracterização arqueológica do município de Guimarães, Maranhão 2025-12-22T20:52:20+00:00 Arkley Marques Bandeira arkley.bandeira@ufma.br Lúcio Adriano Teixeira de Moraes lucio.adriano@discente.ufma.br Rafael Amorim Silva amorim.rafael@discente.ufma.br Leonardo Silva Soares leonardo.soares@ufma.br <p>Este artigo apresenta os resultados de pesquisas realizadas em Guimarães, Maranhão para caracterização de seu potencial arqueológico. Para tanto, foi realizada prospecção semi-intensiva e não interventiva, cuja metodologia estruturou-se em diferentes etapas, como consulta em base de dados do Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos e do Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão, ambos do IPHAN, levantamento documental, entrevistas e atividades de campo para aferição de geoindicadores para a existência de sítios arqueológicos. Ademais, a perspectiva interdisciplinar aplicada neste estudo analisou diferentes fontes de dados, como da História, Etnohistória, Cartografia e Arqueologia. Os resultados apontaram para descoberta de 11 (onze) sítios arqueológicos de diferentes categorias, tipologias e temporalidades, caracterizados como sambaquis, sítios cerâmicos a céu aberto, camboas de pedra para pesca, cemitérios indígenas e estruturas de edificações coloniais, como engenhos e fazendas, que colocam o município de Guimarães no mapa arqueológico do Maranhão. Estes sítios ainda não constam nas bases de dados de gestão do patrimônio arqueológico, aspecto que motivou a continuidade da pesquisa para avançar no conhecimento do patrimônio arqueológico vimarense e para potencializar medidas de proteção e salvaguarda.</p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Arkley Marques Bandeira, Lúcio Adriano Teixeira de Moraes, Rafael Amorim Silva, Leonardo Silva Soares https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/28828 Formas alternativas de narrativa em arqueologia antártica: jogo de memória e de tabuleiro como ferramentas de mediação em escolas 2025-12-22T20:52:19+00:00 Fernanda Codevilla Soares fernandacodevilla@ufpi.edu.br Virginia Marques da Silva Neta virginiarqueo@gmail.com Ana Karolina de Amorim Santos annak.amorim14@gmail.com <p>O artigo discute parte das atividades realizadas no âmbito do Programa de Extensão: “A presença do passado: Narrativas Alternativas em Arqueologia", coordenado pela Profª Drª Fernanda Codevilla Soares (UFPI) em parceria com o LEACH/UFMG e o ARISE/FURG. De modo específico, é apresentado a elaboração de dois jogos analógicos: um jogo de tabuleiro e um jogo de memória. Através deles buscamos debater formas criativas e alternativas de narrar a Arqueologia Antártica, quebrando estereótipos existentes nas mídias sobre o continente gelado e propondo narrativas acadêmicas mais divertidas, interativas e didáticas. O objetivo do trabalho é promover reflexões mais humanas e críticas sobre os primeiros contatos humanos com a Antártica incentivando um engajamento público com o trabalho.</p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Fernanda Codevilla Soares https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/lepaarq/article/view/29210 Sítio Arqueológico Chácara Rosane e as práticas de Educação Patrimonial, em São Luís, Maranhão 2025-12-22T20:52:19+00:00 Fernanda Lopes Viana fernandalop1993@gmail.com Gustavo Teixeira de Moura gustavo.tm@discente.ufma.br Geifance Abreu dos Santos geifance33@gmail.com Danúbia Valéria Rodrigues de Lima danubiarodrigues2@gmail.com Lúcio Adriano Teixeira de Moraes lucio.adriano@discente.ufma.br Matheus Oliveira Araújo oliveira181206@gmail.com Arkley Marques Bandeira arkley.bandeira@ufma.br Wellington Lage welingtonlage@gmail.com Maria Conceição Soares Meneses Lage meneses.lage@gmail.com <p>Este artigo tem como objetivo discutir as atividades de Educação Patrimonial desenvolvidas no Sítio Arqueológico Chácara Rosane, localizado na Ilha de São Luís. A pesquisa é estruturada em duas etapas interconectadas: a primeira analisa o processo histórico de ocupação da Ilha, incluindo as ocupações sambaquieiras e os indivíduos identificados no sítio; a segunda apresenta a metodologia aplicada nas atividades de extroversão do conhecimento, destacando o público alcançado e a importância dessas ações para a divulgação da Arqueologia. Constatou-se uma significativa lacuna no conhecimento sobre o patrimônio local e o processo de ocupação da Ilha de São Luís, evidenciando a necessidade imediata de desenvolver meios curriculares e institucionais que promovam a socialização do conhecimento arqueológico.</p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Fernanda Lopes Viana