Revista Linguagem & Ensino
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<p>Linguagem & Ensino é uma publicação científica trimestral do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Pelotas. Desde 1998, colabora com a publicação de textos acadêmicos de pesquisadores nacionais e estrangeiros que refletem sobre questões teóricas em literatura, linguística, tradução, literatura e imagem e ensino em Letras. O fluxo de edição se dá por chamadas em fluxo contínuio de publicações atemáticas e eventualmente dossiês temáticos.</p> <p><strong>Qualis:</strong> A3</p> <p><span data-sheets-value="{"1":2,"2":"A4"}" data-sheets-userformat="{"2":2627,"3":{"1":0},"4":{"1":2,"2":16776960},"9":1,"12":0,"14":{"1":3,"3":1}}"><strong>ISSN:</strong> 1983-2400</span></p>Universidade Federal de Pelotaspt-BRRevista Linguagem & Ensino1415-1928<span>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos: Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution (<a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">BY-NC-ND 2.5 BR</a>) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).</span>A teoria do Letramento e suas vicissitudes
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<p>É sabido que o termo “letramento” alcançou ampla circulação no Brasil, sobretudo nas duas últimas décadas. A amplitude da questão vem se consolidando por meio de uma rede conceitual que atravessa este campo de estudos e que é afetada por concepções de leitura, escrita, oralidade e alfabetização, filiadas aos modelos pré-existentes. Neste artigo, situamos a atualidade da questão a partir da retomada do debate sobre os modelos autônomo e ideológico formalizados por Street. Em seguida, problematizamos publicações de Soares e sua filiação ao modelo autônomo, de tal forma que chegamos à questão da pedagogização do letramento, sua repercussão em programas governamentais e em adjetivações comumente utilizadas no cotidiano. Por fim, também criticamos os reducionismos presentes nestas adjetivações e concluímos que as diversas nomenclaturas têm enfraquecido a luta por igualdade social e qualidade da escolarização pública.</p>Anderson de Carvalho PereiraLeda Verdiani TfouniFilomena Elaine Paiva Assolini
Copyright (c) 2025 Anderson de Carvalho Pereira, Leda Verdiani Tfouni, Filomena Elaine Paiva Assolini
2025-10-232025-10-23281011710.15210/rle.v28i1.28281A palavra interna à palavra
https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/rle/article/view/28652
<p>Reconhecendo que a potência criadora da memorialística está na historicidade própria que institui e nos efeitos de memória que constrói discursivamente, propõe-se este trabalho. A partir da obra <em>Retrato Calado</em>, suas fronteiras se situam ao redor do objetivo geral de analisar as imagens de escrita na obra de Salinas Fortes; imaginários que irrompem em um <em>discurso sobre</em> <em>a escrita</em>, ou seja, nas tentativas de contorná-la simbolicamente. Com base no gesto de abertura que Benveniste (1989ª, 2005ª) propõe em direção a uma Antropologia Histórica da Linguagem, compreendemos <em>Retrato Calado</em>, do ponto de vista singular que instaura, como uma <em>poética</em>. Sob essa perspectiva, promovida pelo literário que busca lançar questões ao linguístico, dedica-se atenção às relações metafóricas e metonímicas de designação estabelecidas no contínuo do discurso, no movimento da <em>palavra interior à palavra</em>.</p>Santiago Bretanha
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2025-10-232025-10-23281182910.15210/rle.v28i1.28652Discurso e história da educação de surdos
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<p>Neste artigo, assumindo uma posição teórica discursiva, propomos um gesto de leitura em torno do <em>Congresso Internacional para o Estudo das Questões de Educação e Assistência de Surdos-Mudos</em>, ocorrido no ano de 1900, em Paris, objetivando compreender <em>efeitos de sentidos sobre</em> <em>educação</em> <em>e</em> <em>surdez,</em> e assim, em um outro momento da pesquisa, podemos refletir sobre as relações entre o Congresso de Paris (1900) e as políticas de ensino estabelecidas no Instituto Imperial de Surdos-Mudos, atualmente Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), no fim do século XIX. Do ponto de vista teórico, filiamo-nos à Análise de Discurso que se formula a partir das discussões e trabalhos do filósofo francês <em>Michel Pêcheux</em> e que, no Brasil, tem seus desdobramentos a partir dos trabalhos de Eni Orlandi. Como resultado, observamos que os sentidos de <em>educação</em> e de <em>surdez</em> são constituídos em relação a posições divergentes, que marcam o antagonismo entre surdos e ouvintes, o que produz como efeito diferentes sentidos para <em>educação</em> e <em>surdez</em>.</p>Kenia Regis LemosAdielson Ramos de Cristo
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2025-10-232025-10-23281304910.15210/rle.v28i1.28548A estratégia de escrita da língua portuguesa por surdos acadêmicos
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<p>A pesquisa apresenta resultados de um estágio pós-doutoral realizado na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), que investigou experiências docentes e produções escritas de alunos surdos na disciplina <em>Produção da Leitura e da Escrita da Língua Portuguesa como L1 e L2</em>, do curso de Letras Libras/Literatura Surda. O objetivo foi analisar as produções acadêmicas dos estudantes considerando sua identidade linguística. A metodologia adotada foi a pesquisação, com base teórico-metodológica em Faerch e Kasper (1983), para identificar estratégias de compensação, como transferências interlinguísticas e intralinguísticas. Os resultados indicaram que essas estratégias são mais recorrentes entre surdos sinalizantes, evidenciando que a influência da Libras aumenta na escrita do português conforme o distanciamento do uso da língua portuguesa em interações cotidianas. Quanto menor o contato com o português como língua de interação, maior é a interferência da Libras na escrita em L2.</p>Rogers RochaIsabella Mozzillo
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2025-10-232025-10-23281506310.15210/rle.v28i1.30152Dialeto pajubá
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<p>O presente trabalho pretende compreender, por meio da Análise Dialógica do Discurso (ADD) e a partir de enunciados-comentários em uma situação concreta de interação verbal, como é atribuído valor ao dialeto pajubá por alguns interlocutores. Nesse viés, busca-se examinar esses enunciados em resposta a um <em>post </em>em formato de vídeo sobre o dialeto pajubá presente na plataforma de rede social <em>Facebook</em>, mais precisamente no perfil <em>Quebrando o Tabu</em>. Para isso, utilizam-se conceitos teóricos do Círculo de Bakhtin, com ênfase nas noções de alteridade e valoração. Nessa perspectiva, o percurso analítico permitiu refletir como uma situação concreta de interação verbal é capaz de revelar a posição ideológica e sócio-histórica ocupada pelo enunciador, podendo se configurar até mesmo como discurso intolerante a partir de suas escolhas lexicais.</p>Letícia Garcia SilvaGabriele Valim VargasKarina Giacomelli
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2025-10-232025-10-23281647510.15210/rle.v28i1.29810A presença da ausência como poética na carta de Ana Luiza
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<p>Diferentemente da carta convencional, mais utilitária e direta, a carta literária apresenta um caráter elaborado e artístico, permitindo que a narrativa se desenvolva por meio de reflexões íntimas, críticas sociais e políticas, ou mesmo pela construção de um enredo ficcional complexo. Ana Luiza, personagem central de <em>Essa coisa viva</em>, de Maria Esther Maciel, tem sua história reconstruída por meio de uma carta, recurso que evidencia a potência estética e expressiva do gênero epistolar literário. Ao escolher o gênero epistolar para narrar a trajetória de Ana Luiza, Maciel também mobiliza o conceito de presença da ausência, já que a carta revela tanto o que é dito quanto o que se insinua como falta, silêncio ou memória fragmentada. Partindo do estudo das concepções literárias do gênero carta, este trabalho busca analisar como esse formato contribui para a construção do romance e de que maneira a autora utiliza a escrita epistolar para estruturar a relação entre a personagem e o enredo. Além da leitura de <em>Essa coisa viva</em>, serão incorporadas reflexões a partir de <em>Carta ao pai</em>, de Franz Kafka, articuladas a elementos da teoria psicanalítica freudiana, especialmente no que tange às dinâmicas de memória, ausência e subjetividade presentes na escrita epistolar, com vistas a estabelecer de que modo a presença na ausência é a espinha dorsal da narrativa.</p>Natali SilveiraAdail SobralCheli MeiraTaisi De Souza Mota
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2025-12-302025-12-302817694Entre sons e sentidos
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<p>Este artigo investiga os desafios na percepção e no ensino das vogais longas e breves do alemão por falantes de português brasileiro, com foco na formação docente em cursos de Letras. A partir da constatação de que a fonética é frequentemente negligenciada na graduação, foi conduzido um estudo longitudinal com estudantes universitárias, analisando sua capacidade de identificar pares mínimos antes e depois de uma intervenção didática explícita. Os resultados revelam avanços significativos na percepção auditiva, indicando a eficácia do ensino sistemático de pronúncia. O artigo também analisa a abordagem desse tema em materiais didáticos amplamente usados no Brasil, apontando limitações em suas propostas fonéticas. Por fim, são apresentadas estratégias didáticas desenvolvidas no Projeto <em>Zeitgeist</em>, que articulam conteúdos fonético-fonológicos com materiais visuais e princípios da fonética contrastiva. O estudo defende a importância de práticas pedagógicas mais críticas e contextualizadas, que integrem teoria, percepção e produção oral. As conclusões reforçam o papel central da instrução explícita e da integração curricular da fonética para a aprendizagem fonológica em contextos de ensino de alemão como língua adicional.</p>Marceli AquinoRogéria PereiraFrancisco Nogueira
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2025-12-302025-12-3028195113Educação 4.0
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<p>Este artigo objetiva discutir os fundamentos da Educação 4.0 através de uma revisão narrativa, bem como propor sugestões práticas que possibilitem a implementação de suas diretrizes em contextos escolares públicos e privados. A proposta se centra na promoção de processos de ensino e aprendizagem mais ativos e alinhados às demandas contemporâneas dos estudantes e da sociedade do século XXI. Para tanto, analisa-se as principais características da Educação 4.0 com base em produções científicas nacionais e internacionais e, a partir disso, propõe-se atividades e metodologias aplicáveis especialmente ao ensino de inglês como língua adicional (ILA). Tais práticas visam não apenas à preparação dos estudantes para o mercado de trabalho, mas também ao estímulo do desenvolvimento de competências essenciais à vida, consoantes ao conceito de aprendizagem ao longo da vida (<em>lifelong learning</em>). Este artigo também discute estratégias adaptadas para instituições com recursos limitados, visando à promoção de maior equidade e acessibilidade educacional.</p>Asafe Davi Cortina SilvaBruno dos Santos KonkewiczAline Fay de Azevedo
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2025-12-302025-12-30281114131