https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/rsulacp/issue/feedRevista Sul-Americana de Ciência Política2026-06-15T16:26:49+00:00Editoresno-reply@ufpel.edu.brOpen Journal Systems<p>A Revista Sul-Americana de Ciência Política (RSULACP) é o periódico científico e eletrônico editado pelo Programa de Pós-graduação em Ciência Política da Universidade Federal de Pelotas (PPGCPOL/UFPEL), Brasil.</p> <p><strong>Qualis:</strong> B2</p> <p><span data-sheets-value="{"1":2,"2":"A4"}" data-sheets-userformat="{"2":2627,"3":{"1":0},"4":{"1":2,"2":16776960},"9":1,"12":0,"14":{"1":3,"3":1}}"><strong>ISSN:</strong> 2317-5338</span></p>https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/rsulacp/article/view/31795A Polícia Federal aos 80 anos2026-06-15T16:26:31+00:00Andréa Lucas Fagundesandrealucasfagundes@gmail.comArthur Trindade Maranhão Costaarthurtmcosta@gmail.com2026-06-15T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Sul-Americana de Ciência Políticahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/rsulacp/article/view/29841A estratégia de comunicação digital da Polícia Federal2026-06-15T16:26:32+00:00Carla Avanzicarla_avanzi@hotmail.comCleber da Silva Lopesclopes@uel.br<p>A comunicação digital da Polícia Federal, para além dos tradicionais meios e canais, tem se mostrado parte importante da estratégia de comunicação que a instituição tem desempenhado para aumentar o seu destaque nos últimos anos. Este artigo analisa a estratégia de comunicação digital da Polícia Federal, com ênfase no uso das mídias sociais como instrumento de fortalecimento institucional e reposicionamento simbólico. A partir da análise de conteúdo das publicações no Instagram, Facebook e Twitter, foram identificados padrões discursivos voltados à valorização de capitais simbólicos, como o capital cultural e o econômico. Observou-se também uma estratégia institucional de comunicação digital que se difere das tradicionais abordagens utilizadas pelas polícias nas mídias tradicionais, com o apelo a elementos voltados para a positividade e o engajamento do público. Por fim, são feitos apontamentos sobre como essas estratégias podem configurar ferramentas para melhor posicionamento em diferentes campos organizacionais em que a instituição atua.</p>2026-06-15T12:02:52+00:00Copyright (c) 2026 Revista Sul-Americana de Ciência Políticahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/rsulacp/article/view/29420Controlando fronteiras marítimas no dia a dia2026-06-15T16:26:34+00:00Gabriel Patriarcagabriel-patriarca@usp.br<p>Para além das formalidades que estabelecem como as práticas da Polícia Federal (PF) devem ser, pouco se sabe a respeito de como são as suas ações e adaptações às contingências do nível local, no dia a dia. Este artigo constitui um primeiro esforço para abordar essas questões. O objetivo é descrever as práticas cotidianas da PF nos portos brasileiros, onde o controle das fronteiras marítimas se concentra. Quais ações são levadas a cabo pelos policiais federais no cotidiano do controle fronteiriço? De que maneira elas se adaptam às contingências implicadas nesse controle? Orientado por tais questões, o artigo se baseia nos dados de pesquisas empíricas desenvolvidas nos portos de Santos e Paranaguá. A discussão gira em torno de práticas informacionais, operacionais e normativas.</p>2026-06-15T12:03:43+00:00Copyright (c) 2026 Revista Sul-Americana de Ciência Políticahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/rsulacp/article/view/30492Polícia Federal e política institucional2026-06-15T16:26:36+00:00Lucas Batista Pilaulucasbatistapilau@gmail.comFabiano Engelmannfabengel@gmail.com<p>O artigo problematiza as relações entre os delegados de Polícia Federal, tomados como uma elite policial, e a política brasileira a partir das indicações políticas desse conjunto de atores para cargos na burocracia do Estado, especificamente no Ministério da Justiça. Para tanto, foi realizada uma pesquisa documental no Diário Oficial da União considerando um período de vinte anos, entre 2003 e 2022. Nesse intervalo, houve um aumento no número absoluto de cessões de delegados para cargos em vários níveis e seções do Poder Executivo Federal. Além disso, tais relações foram marcadas por recomposições (i) da cúpula da Polícia Federal no alto escalão do Ministério da Justiça; e (ii) dos diferentes deslocamentos das indicações dos delegados, que aos poucos assumiram atribuições relativas à política da justiça. Sustentamos que concomitante a uma série de investimentos corporativos dos delegados junto ao sistema de justiça, suas relações com a política institucional foram de proximidade ao longo dos vinte anos analisados, com grau variável de intensidade em determinados períodos.</p>2026-06-15T12:04:36+00:00Copyright (c) 2026 Revista Sul-Americana de Ciência Políticahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/rsulacp/article/view/30404Não vem não Federal, que eu não sou Sete de Setembro, mas sou uma grande parada2026-06-15T16:26:37+00:00Priscila Brandãopriscilahis@gmail.com<p> </p> <p>O trabalho que ora se apresenta busca refletir sobre a construção da comemoração dos 80 Anos da Polícia Federal enquanto resultado de uma política de memória institucional, na qual os Delegados de Polícia Federal visaram desvincular a história da instituição, da história da Ditadura Militar Brasileira, impondo limites à influência militar. Está dividido em três partes, sendo que a primeira aborda o processo histórico institucional que antecede a criação da PF em 1967, a segunda aborda memórias sobre a criação da PF nos anos de 1960, e a terceira aborda a disputa política que conduziu ao deslocamento do aniversário da PF e ao mito de sua criação.</p>2026-06-15T12:05:15+00:00Copyright (c) 2026 Revista Sul-Americana de Ciência Políticahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/rsulacp/article/view/29458A Emergência da Polícia Federal como Ator Internacional2026-06-15T16:26:39+00:00Priscila Villelavillela.priscila@gmail.com<p>Este artigo analisa o processo de internacionalização da Polícia Federal brasileira ao longo dos últimos quinze anos. Tradicionalmente posicionada como destinatária de programas de treinamento e assistência estrangeiros, a instituição passou a se reposicionar como promotora ativa de iniciativas de cooperação internacional. A partir da análise de documentos oficiais, entrevistas com delegados com experiência internacional e reportagens da imprensa, identificamos os principais fatores e reformas institucionais que impulsionaram essa transformação. Argumentamos que o processo foi impulsionado por quatro fatores inter-relacionados: a profissionalização internacionalizada de atores-chave na Polícia Federal, a crescente projeção internacional das lideranças políticas brasileiras, a ampliação da autonomia orçamentária e a formalização de mecanismos multilaterais de cooperação policial. Embora a Polícia Federal tenha conquistado maior autonomia e capacidade de liderança, sua estratégia de internacionalização segue sendo fortemente informada por agendas e práticas definidas historicamente pelos países dominantes no campo do policiamento transnacional. O artigo contribui para o avanço da literatura sobre policiamento transnacional ao iluminar a experiência brasileira como receptora e emergente provedora de cooperação policial internacional.</p>2026-06-15T12:05:54+00:00Copyright (c) 2026 Revista Sul-Americana de Ciência Políticahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/rsulacp/article/view/30134O protagonismo disputado2026-06-15T16:26:40+00:00Roberto Uchôa de Oliveira Santosruosantos@gmail.com<p>Este artigo analisa a disputa pelo controle de armas de fogo no Brasil como um campo político central para a definição da supremacia civil e de projetos de Estado. Partindo de uma análise institucionalista, argumenta-se que a arquitetura híbrida do controle, um legado autoritário que instaurou uma forte dependência de trajetória, é o foco de uma contínua contestação. O estudo traça a ascensão da Polícia Federal como ator civil protagonista a partir do Estatuto do Desarmamento de 2003, analisa a drástica flexibilização ocorrida no governo Bolsonaro como um fenômeno conectado à lógica do "Estado-penal", e detalha a recente retomada do controle civil no governo Lula como uma conjuntura crítica. Conclui-se que o protagonismo da Polícia Federal, embora reafirmado, enfrenta desafios estruturais e políticos que mantêm a disputa histórica em aberto.</p>2026-06-15T12:06:37+00:00Copyright (c) 2026 Revista Sul-Americana de Ciência Políticahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/rsulacp/article/view/29665"Imigrantes do bem"?2026-06-15T16:26:41+00:00Bruno Gazalle Cavichiolibruno_cavichioli@hotmail.com<p>Esta investigação analisa o impacto do apoio eleitoral conferido pelos brasileiros evangélicos (neo)pentecostais ao partido português de extrema-direita Chega e se esse apoio influencia a retórica anti-imigração adotada pelo partido. A análise qualitativa e quantitativa efetuada, embasada em fontes primárias e secundárias, teve como hipótese norteadora que a necessidade de prospecção de eleitorado, por parte do Chega, e a identificação de um público-alvo apropriado e tendencialmente conservador na comunidade de imigrantes evangélicos (neo)pentecostais brasileiros radicados em Portugal permitiu que houvesse uma modulação da retórica do partido para atrair uma possível nova fonte de eleitorado. Concluiu-se que a necessidade de crescimento do Chega e a disponibilidade de um público eleitoralmente aproveitável como os evangélicos (neo)pentecostais proporcionaram, em seu conjunto, o deslocamento da retórica anti-imigração tradicional do partido para alvos alheios à comunidade brasileira, passando a ser voltado em desfavor de outras nacionalidades que anteriormente não recebiam particular atenção de suas políticas.</p>2026-06-15T12:07:26+00:00Copyright (c) 2026 Revista Sul-Americana de Ciência Políticahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/rsulacp/article/view/29259Sobre o conceito de presidencialismo de coalizão2026-06-15T16:26:43+00:00Fernando Dos Santos Modellifernando.modelli@gmail.com<p>O texto tem duas metas, a revisão da bibliografia sobre o presidencialismo de coalizão e a defesa do espaço para uma agenda histórica e crítica nesse campo acadêmico. As três correntes e suas visões são organizadas: o olhar do ecossistema e o debate geral sobre os sistemas de governo; a perspectiva da floresta e as relações formais de cooperação entre legislativo e executivo; finalmente, a pesquisa da árvore e a investigação dos governos específicos. A proposta da agenda histórica defende uma revisão da origem do presidencialismo de coalizão e seus pressupostos.</p>2026-06-15T12:08:05+00:00Copyright (c) 2026 Revista Sul-Americana de Ciência Políticahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/rsulacp/article/view/29954Há um despertar político para a crise climática?2026-06-15T16:26:44+00:00João Pedro Schmidtjpedro@unisc.brMarco André Cadonámcadona@unisc.brLuis Ribeiro Stephanouriglosaragon@gmail.com<p>O tema abordado no presente estudo é a reação dos agentes públicos municipais ao evento climático mais extremo já ocorrido no Rio Grande do Sul - as inundações de maio de 2024 -, que atingiu 2,4 milhões de pessoas em 478 municípios, provocando mais de 180 mortes e prejuízos econômicos na casa dos bilhões de reais. A comoção no estado e no país no período imediato à ocorrência do evento frente à magnitude de seus danos sugeriu que a catástrofe se tornaria um <em>evento focalizador</em> com forte impacto na agenda política municipal. Com base na análise dos planos de governo de prefeitos/as eleitos/as em 2024 em onze municípios gaúchos dos Vales do Rio Pardo e Taquari atingidos pelas inundações de 2024, investiga-se a centralidade do problema climático nas propostas apresentadas pelos/as eleitos/as nas eleições de outubro, cinco meses após as inundações. Também se analisa a relação dos compromissos formalizados nos planos de governo com os projetos políticos, ou seja, as matrizes políticas e ideológicas que se apresentam no cenário nacional. A análise mostra que os planos de governo apresentam propostas voltadas ao apoio às vítimas, à reconstrução dos municípios e, em menor grau, à adaptação, sem apontar estratégias de mitigação. Tais compromissos são coerentes com projetos políticos de matriz neoliberal, estão afastados dos alertas da ciência do clima sobre a gravidade do aquecimento global, das orientações da ONU e da Política Nacional sobre Mudança do Clima, e não apontam para uma mudança paradigmática da agenda municipal. A técnica de pesquisa é bibliográfica e documental.</p>2026-06-15T12:08:45+00:00Copyright (c) 2026 Revista Sul-Americana de Ciência Políticahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/rsulacp/article/view/29835Confiança institucional e suas implicações aos regimes democráticos em Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (2021-2023)2026-06-15T16:26:45+00:00Cassiano Eusebiocassianoanota96@gmail.com<p>Este artigo tem como objetivo analisar a confiança institucional e as suas implicações nos regimes democráticos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) de 2021 a 2023. Existem estudos recentes que destacam a baixa confiança nas instituições representativas em diversas regiões do mundo, incluindo os países lusófonos. A questão norteadora deste artigo é: quais são as implicações da baixa confiança nas instituições políticas para os regimes democrático dos PALOP? A nossa hipótese pressupõe que, indivíduos que avaliam negativamente as instituições políticas tendem a não aderir a democracia e são insatisfeitos com a regime político. Para materializar esta hipótese, utilizamos as rodadas 7, 8 e 9 do Afrobarometer, e selecionamos quatro instituições – Presidente, Parlamento, Partidos políticos e as Comissões Nacionais de Eleições de cada país e a liberdade política – índices do fredoom house como variáveis independentes. A varáveis dependentes foram adesão e satisfação com a democracia. A partir de uma análise descritiva e qualitativa, constatamos que as implicações da baixa confiança nas instituições se concentram em Angola, isto é, os cidadãos angolanos que não cofiam nas instituições não acreditam que o país é democrático e estão insatisfeitos com regime político comparando com os demais PALOP. Apesar da estabilidade presente em Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, constatamos tendências de insatisfação pelo regime nos últimos anos.</p>2026-06-15T12:09:17+00:00Copyright (c) 2026 Revista Sul-Americana de Ciência Políticahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/rsulacp/article/view/30310Do formal rules matter?2026-06-15T16:26:46+00:00Danillo Rafael Batistadanillo.rafael@ufpe.br<p>Este artigo investiga os mecanismos que conectam o desenho institucional <em data-start="229" data-end="238">de jure</em> dos Órgãos de Gestão Eleitoral (EMBs) à integridade eleitoral, mediado pela autonomia <em data-start="325" data-end="335">de facto</em> dessas instituições. Embora a literatura frequentemente presuma que regras formais mais robustas resultam em maior qualidade eleitoral, poucos estudos testam empiricamente se tais normas de fato fortalecem a autonomia operacional dos EMBs e, por consequência, a integridade eleitoral. A partir de dados transversais provenientes de três fontes, o <em data-start="683" data-end="727">Perceptions of Electoral Integrity Project</em> (PEI 10.0), a <em data-start="742" data-end="770">Election Management Survey</em> (EMS 2.0) e o projeto <em data-start="793" data-end="817">Varieties of Democracy</em> (V-Dem), realizamos uma análise de mediação causal por meio de regressões sequenciais. Os resultados mostram que a supervisão por partidos políticos e a ausência de garantias institucionais para a estabilidade da liderança dos EMBs estão negativamente associadas à autonomia operacional, a qual, por sua vez, influencia positivamente a integridade eleitoral. Além disso, os efeitos diretos das variáveis <em data-start="1222" data-end="1231">de jure</em> sobre a integridade tornam-se estatisticamente insignificantes quando a autonomia <em data-start="1314" data-end="1324">de facto</em> é incluída no modelo, oferecendo evidências de um mecanismo de mediação. Este estudo contribui para o debate comparado sobre governança eleitoral ao demonstrar que o impacto do desenho institucional depende, sobretudo, da capacidade efetiva dos EMBs de operar de forma independente frente à interferência política.</p>2026-06-15T12:09:48+00:00Copyright (c) 2026 Revista Sul-Americana de Ciência Políticahttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/rsulacp/article/view/29419Desvendando o Pobre de Direita e o Bolsonarismo em Jessé Souza2026-06-15T16:26:47+00:00Yuri de Lima Ribeiroyurilr@gmail.com<article class="text-token-text-primary w-full" dir="auto" data-testid="conversation-turn-2" data-scroll-anchor="true"> <div class="text-base my-auto mx-auto py-5 [--thread-content-margin:--spacing(4)] @[37rem]:[--thread-content-margin:--spacing(6)] @[72rem]:[--thread-content-margin:--spacing(16)] px-(--thread-content-margin)"> <div class="[--thread-content-max-width:32rem] @[34rem]:[--thread-content-max-width:40rem] @[64rem]:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto flex max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 text-base gap-4 md:gap-5 lg:gap-6 group/turn-messages focus-visible:outline-hidden" tabindex="-1"> <div class="group/conversation-turn relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn"> <div class="relative flex-col gap-1 md:gap-3"> <div class="flex max-w-full flex-col grow"> <div class="min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal [.text-message+&]:mt-5" dir="auto" data-message-author-role="assistant" data-message-id="b0d73731-2277-41a4-957a-436fd768e85b" data-message-model-slug="gpt-4o"> <div class="flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden first:pt-[3px]"> <div class="markdown prose dark:prose-invert w-full break-words light"> <p data-start="86" data-end="690">Na obra <em data-start="94" data-end="114">O Pobre de Direita</em>, Jessé Souza propõe uma análise sociológica original sobre o bolsonarismo enquanto fenômeno de base popular, articulado por mecanismos simbólicos e morais que levam os oprimidos a se identificarem com seus opressores. Por meio da metáfora do Coringa, o autor descreve o “pobre de direita” como sujeito humilhado, que busca distinção simbólica em uma sociedade hierarquizada. A obra critica o imaginário que idealiza os Estados Unidos como modelo universal e denuncia a exportação de valores neoliberais, que reforçam a dominação simbólica em países periféricos como o Brasil. Souza dialoga com autores como Bourdieu, Laclau, Mouffe, Fanon e Honneth para mostrar que o apoio popular à extrema direita não pode ser reduzido à ignorância, mas decorre de uma pedagogia social da humilhação, da moralização da política e da internalização da desigualdade. Destaca também o papel das igrejas evangélicas neopentecostais na produção de subjetividades conservadoras, que individualizam problemas sociais e criminalizam minorias, promovendo um “embranquecimento moral”. A obra discute ainda o racismo regional como forma atualizada do racismo estrutural, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste, e mostra como brancos pobres reproduzem discursos elitistas para obter reconhecimento simbólico. Souza encerra com mapas que revelam a associação entre raça, religião e voto, evidenciando o papel da branquitude, da religiosidade e da exclusão social na legitimação do bolsonarismo. Com contundência, o autor denuncia o falso moralismo que sustenta a desigualdade e clama por uma desnaturalização das hierarquias sociais e simbólicas.</p> </div> </div> </div> </div> <div class="mt-3 w-full empty:hidden"> <div class="text-center"> </div> </div> </div> <div class="absolute"> <div class="flex items-center justify-center"> </div> </div> </div> </div> </div> </article> <div class="pointer-events-none h-px w-px" aria-hidden="true" data-edge="true"> </div>2026-06-15T12:10:20+00:00Copyright (c) 2026 Revista Sul-Americana de Ciência Política