https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/searafilosofica/issue/feed Revista Seara Filosófica 2026-07-05T21:40:05+00:00 Revista Seara Filosófica revista.seara.filosofica@ufpel.edu.br Open Journal Systems <p>A&nbsp;<strong><em>Revista Seara Filosófica</em></strong> é um periódico de fluxo contínuo.</p> <p>E conta com a liderança dos discentes do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em parceria com discentes de outras Instituições Federais e que tem o objetivo de fomentar e divulgar a pesquisa em Filosofia dos pós-graduandos, especialmente, nas áreas de: (I) Filosofia, (II) Filosofia do direito, (III) Educação e (IV) Ensino.&nbsp;</p> <p><strong>Qualis:</strong>&nbsp; B1</p> <p><span data-sheets-value="{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:&quot;A4&quot;}" data-sheets-userformat="{&quot;2&quot;:2627,&quot;3&quot;:{&quot;1&quot;:0},&quot;4&quot;:{&quot;1&quot;:2,&quot;2&quot;:16776960},&quot;9&quot;:1,&quot;12&quot;:0,&quot;14&quot;:{&quot;1&quot;:3,&quot;3&quot;:1}}"><strong>ISSN:</strong> 2177-8698</span></p> <div id="acfifjfajpekbmhmjppnmmjgmhjkildl" class="acfifjfajpekbmhmjppnmmjgmhjkildl">&nbsp;</div> https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/searafilosofica/article/view/31050 APLICABILIDADES DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E QUESTÕES PARA ÉTICA DA RESPONSABILIDADE 2026-02-06T17:55:54+00:00 Rosemary Marinho da Silva rosemarymarinhodasilva@gmail.com Gabriela Beatriz Dantas Santos gabrielabeatrizdantas@outlook.com <p>O presente artigo pretende analisar as aplicabilidades da Inteligência Artificial – IA, apontando implicações éticas na relação humano/trabalho/IA, a partir dos fundamentos da ética da responsabilidade. A presença da IA, por meio de assistentes virtuais nas atividades humanas, no mundo do trabalho, se estende de modo intenso e amplo. O uso de assistentes trouxe transformações e readaptações significativas no modo de produção e definição de seres humanos, enquanto trabalhadores/as, gerando impacto na interação dos humanos-entre-si e/ou humanos-entre-IAs. Afirma-se que a IA oferece otimização nos processos e gestão de atividades de produção humana, dentro de um modelo de relação de trabalho; por conta disso, ela abre perguntas sobre o lugar do humano, em sua autonomia e realização profissional, ampliação de competências e a diversificação da exploração da força de trabalho. Para abordagem destes pontos, busca-se reflexões entre produção e responsabilidade, trabalho e tempo, tecnologias e conflitos de interesses, desejos individuais e necessidades coletivas. Destacam-se teóricos/as como Jonas (1995; 2006); Krenak (2022; 2020; 2019); Chaui (2000); Sung; Silva (2011); Kaufman (2024); Battestin; Ghiggi (2010) entre outros/as. Enfatiza-se que a necessidade de regulação e de preparação para posicionamentos responsáveis é um desafio posto diante da percepção da IA e seus assistentes como ferramentas, ou seja, meios e não fins. Considerando as estruturas internas/externas que fixam grupos produtivos numa névoa de flexibilidade, sugere-se a pergunta em torno de se é possível algum equilíbrio entre a automação alimentada pela IA e a atuação responsável, regulada por leis, que traduzem as preocupações de controle e segurança política, econômica e social.</p> 2026-02-06T14:00:59+00:00 Copyright (c) 2026 Revista Seara Filosófica https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/searafilosofica/article/view/31051 A Máquina Impessoal 2026-07-04T20:14:10+00:00 Francisco Robledo de Lira robledolira@gmail.com <p>Longe de ser um aparato administrativo neutro, a burocracia funciona como uma tecnologia de poder com a capacidade de produzir e manter ativamente a pobreza e a desigualdade. A partir de uma revisão teórica crítica, este trabalho articula as contribuições de pensadores como Hannah Arendt, Michel Foucault, David Graeber e Michael Lipsky para investigar como a lógica burocrática se torna um vetor de exclusão. A pesquisa busca validar a hipótese de que os procedimentos administrativos, especialmente através da discricionariedade dos agentes de linha de frente, funcionam como um mecanismo central na reprodução de desigualdades sociais e raciais. Conclui-se que a aparente racionalidade e impessoalidade da burocracia mascara uma violência estrutural que dificulta o acesso a direitos e solidifica a marginalização, tornando a crítica política de seus mecanismos uma tarefa fundamental para a busca por justiça social.</p> 2026-07-04T20:14:09+00:00 Copyright (c) 2026 Revista Seara Filosófica https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/searafilosofica/article/view/31124 A BNCC - Base Nacional Comum Curricular e a negação do ensino de Filosofia no componente curricular Projeto de Vida 2026-07-04T20:25:51+00:00 Neuza Aparecida de Oliveira Peres naoperes@gmail.com <p>Neste artigo, procurou-se apresentar alguns elementos que apontam para os interesses que levam à diluição, quase exclusão, do ensino de Filosofia no ensino médio nas redes públicas estaduais do território brasileiro, em especial, no estado de São Paulo. Fez-se uma breve incursão sobre a história mundial, traçando um pequeno panorama para inserir o Brasil no contexto econômico do final do século XIX e, de forma um pouco mais abrangente, no século XX. Buscou-se mostrar que a intencionalidade está diretamente ligada ao sistema econômico neoliberal, predominante não só no Brasil, como também nos demais países de economia capitalista. Foram apresentadas algumas das reformas no sistema de ensino brasileiro, onde verifica-se com mais clareza a aplicação de medidas que vão no sentido de esvaziar, diluir ou retirar a disciplina de Filosofia dos currículos escolares. Neste sentido, utilizou-se a aplicação do componente curricular “Projeto de Vida”, competência 6, presente na BNCC. Para comprovar tal proposta, fez-se uma análise mais aprofundada das mudanças ocorridas a partir de 2016 no contexto das leis 13.415/17 até a sanção da lei 14.945/24, em 31/07/24. A análise empírica partiu da proximidade com professores e alunos das redes públicas estaduais, por meio da atuação sindical e da entidade representativa de classe.</p> 2026-07-04T20:25:50+00:00 Copyright (c) 2026 Revista Seara Filosófica https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/searafilosofica/article/view/31414 Noções estruturais de uma teoria de justiça: uma análise em percurso comparativo 2026-07-05T18:16:39+00:00 Leandro Leandro leandrocadastrosonline@gmail.com <p>Este artigo trata de uma investigação metateórica, propondo uma metodologia para estudar teorias de justiça a partir da identificação de noções estruturais comuns à tradição filosófica e que se constituem como um conjunto conceitual mínimo para prover inteligibilidade e aplicabilidade à teoria. A investigação parte de um conceito-base instrumental de justiça, comumente adotada ou considerada no período clássico e moderno, de que <em>ius suum cuique tribuere</em>, “justiça é dar a cada um o que é seu”. Tomado o conceito-base, examina-se, em percurso cronológico e comparativo, três arquiteturas teóricas de justiça, a saber, aquelas propostas por Aristóteles, Hobbes e Kant. Sustenta-se que, apesar das divergências substantivas entre essas teorias, a inteligibilidade de cada uma delas depende de um conjunto recorrente de categorias estruturais: (i) uma noção antropológica constitutiva; (ii) uma noção de vontade e responsabilidade; (iii) uma noção de liberdade; (iv) uma noção de comunidade política; e (v) uma noção de governo e institucionalidade. Conclui-se que tais noções funcionam como condições conceituais mínimas para a formulação de teorias abrangentes da justiça na tradição filosófica ocidental, ainda que sejam reconfiguradas conforme o método e o horizonte normativo de cada autor</p> 2026-07-05T18:16:39+00:00 Copyright (c) 2026 Revista Seara Filosófica https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/searafilosofica/article/view/30439 A DISCIPLINA NA ESCOLA COMO FORMA DE RESISTÊNCIA 2026-07-05T21:40:05+00:00 Ronaldo Manzi manzifilho@hotmail.com Núbia Souza nubiasouza_231@hotmail.com <p>Esse estudo busca correlacionar a ideia de disciplina com a finalidade da educação proposta. Atualmente, o discurso sobre a disciplina a vê de forma negativa devido às descrições foucaultianas de sua finalidade em docilizar os corpos. Defende-se, muitas vezes, que a escola deveria se adequar aos tempos modernos e se voltar às tecnologias. Entretanto, pesquisas mostram como o seu uso leva à dispersão, à desatenção. Se a escola se adequar a essa lógica, própria ao entretenimento, ela renunciaria a valores centrais ligadas à vida estudiosa? A proposta desse estudo é repensar a disciplina na escola voltada à vida estudiosa.</p> 2026-07-05T21:40:02+00:00 Copyright (c) 2026 Revista Seara Filosófica