O III PLANO DIRETOR E A ZONA NORTE: A questão do “rururbano” na cidade de Pelotas-RS

  • Carlos Vinicius da Silva Pinto
  • Juliana Cristina Franz
  • Giancarla Salamoni

Resumo

A expansão do perímetro urbano, por meio de decisões normativas das câmaras municipais, incorpora áreas com características e dinâmicas rurais que adquirem um novo sentido funcional para a urbanização. Este uso, por sua vez, não descaracteriza as áreas periféricas do sítio urbano pela presença de atividades agrícolas, como os cultivos e a criação de animais. O fato é que a expansão territorial urbana acontece pela implantação de loteamentos, pela especulação imobiliária e pela organização urbana - normas e diretrizes do uso do solo - do município, através do plano diretor, como o caso de Pelotas, o qual vai estabelecer a direção do crescimento urbano e, consequentemente, quais as áreas serão incorporadas pelo crescimento da cidade. Sposito (2006) explica como isso ocorre:

 

Os processos de suburbanização transformam, paulatinamente, os arrabaldes da cidade, inicialmente ocupados por atividades rurais, em espaços que iam se tornando suburbanos para, com o decorrer do tempo, virem a ser, de fato, urbanos. Esse processo relativamente lento resultava da somatória de pequenas iniciativas individuais, não articuladas entre si, referentes à mudança do uso de uma parcela da terra rural para o uso urbano, referentes à mudança e/ou de desmembramento de uma parte dela para fins residenciais (...) (SPOSITO, 2006, p. 122)

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Publicado
2014-01-17
Edição
Seção
Artigos