DA MARGINALIZAÇÃO SOCIAL AO RECONHECIMENTO CULTURAL: UM ESTUDO DA PASSAGEM PEDREIRINHA NO BAIRRO DO GUAMÁ, EM BELÉM DO PARÁ

  • Juliana Cordeiro Modesto UFPel
  • João Fernando Igansi Nunes UFPel

Resumo

Este trabalho concebe a Passagem Pedreirinha, localizada no Bairro do Guamá, na cidade de Belém do Pará, como um espaço de agregação antiviolência por meio da arte popular e, assim, de patrimônio cultural. O artigo tratará deste ambiente multifacetado, que configura o bairro, sendo o mais populoso da capital paraense e também um dos mais violentos. A metodologia procedeu-se através de revisão bibliográfica e entrevistas com lideranças das manifestações culturais (as narrativas foram coletas para o trabalho de conclusão de curso - 2013), tendo a finalidade de conhecer a realidade dos entrevistados e dificuldades vivenciadas no grupo. Constatamos que as ações culturais não demonstram comportamento de acomodação ou conformismo, pois presenciamos a mobilização para o autofinanciamento das atividades culturais que já se tornaram tradição na Pedreirinha. Elas partem de uma consciência cidadã presente nas narrativas que expressam resistência e insubmissão, pois enfrentam a não efetividade das políticas públicas, e assim criam seus próprios instrumentos de proteção por meio da arte configurando-se como elementos possíveis para redimensionar o seu olhar perante as situações adversas viveciadas na comunidade. Os resultados da monografia expuseram outros questionamentos, sendo agora a Passagem Pedreirinha estudo de caso de minha pesquisa de mestrado, no Programa de Pós Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural – UFPEL, no qual pretendemos responder a seguinte pergunta: a possibilidade de patrimonialização desse meio ambiente cultural seria maneira efetiva de garantir o acesso às políticas públicas de cultura para as manifestações artísticas populares existentes nesse território?

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Biografia do Autor

Juliana Cordeiro Modesto, UFPel
Mestrado no Programa de Pós Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural da Universidade Federal de Pelotas.
João Fernando Igansi Nunes, UFPel
Programa de Pós Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural da Universidade Federal de Pelotas.
Publicado
2016-07-12
Edição
Seção
Artigos