https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/veterinaria/issue/feedScience and Animal Health2026-06-27T14:32:44+00:00Paulo Ricardo Centeno Rodriguesrodrigues.prc@ufpel.edu.brOpen Journal Systems<p>Revista Científica da Faculdade de Veterinária e do Programa de Pós-Gradução em Veterinária da Universidade Federal de Pelotas.</p> <p><strong>Qualis Periódicos</strong></p> <p>Quadriênio 2013-2016 - B4/B5</p> <p>Quadriênio 2017-2020 - C</p> <p>Quadriênio 2021-2024 - B4</p> <p><strong>ISSN</strong>: 2318-356X</p>https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/veterinaria/article/view/30975Jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris)2026-01-23T19:00:40+00:00Leonardo Schuch Borgesnado.borges@gmail.com<p>O <em>Caiman latirostris</em> (Daudin, 1802), popularmente conhecido como Jacaré-do-papo-amarelo, Ururau, Broad-snouted Caiman, Caiman de hocico ancho, é um crocodiliano de médio porte, que pode alcançar até 3,5 m de comprimento total. Os machos apresentam em média 3 m, enquanto fêmeas são menores, com cerca de 2 m. No entanto, em vida livre, animais com mais de 2 m são raros. A espécie possui o focinho mais largo dentre os crocodilianos e, possivelmente, esta é sua característica mais evidente dentre as demais espécies deste grupo. A denominação <em>latirostris</em> tem origem no latim: <em>lati</em> (largo) e <em>rostris</em> (nariz ou focinho).</p>2026-01-22T18:49:05+00:00Copyright (c) 2026 Science and Animal Healthhttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/veterinaria/article/view/31011Editorial2026-04-06T22:25:12+00:00Paulo Ricardo Centeno Rodriguesrodrigues.prc@ufpel.edu.br<p>Nesses novos tempos, em que as mudanças ocorrem num ritmo vertiginoso e o desenvolvimento de tecnologias como a Inteligência Artificial Generativa (IA Generativa) vem revolucionar o modo como trabalhamos, criamos conteúdos, resolvemos problemas, interagimos com processos e outras tecnologias, transformando a rotina de milhões de pesquisadores, de modo a facilitar sobremaneira o trabalho de pesquisa nos laboratórios e em todos os processos de construção da escrita científica, surge o desafio gigantesco de identificar e evitar as <em>deepfakes</em> acadêmicas.</p>2026-01-23T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Science and Animal Healthhttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/veterinaria/article/view/29475Equinos sororreagentes para Burkholderia mallei no Rio Grande do Sul (2020–2023): dinâmicas de circulação2026-04-16T01:38:57+00:00Micael Feliciano Machado Lopesmicaelfelicianomachadolopes@gmail.comMarcos Eduardo Netonetomarcoseduardo@gmail.comLeandro Américo Rafaelleandroarvet@hotmail.comThyago Raymundi Nygaardpriccenteno@hotmail.comCarlos Eduardo Wayne Nogueiracewnogueira@gmail.comPaulo André Santos Coelho de Souzapaulo-souza@agricultura.rs.gov.br<p>O Mormo é uma zoonose de notificação compulsória causada pela bactéria <em>Burkholderia mallei</em>, com diagnóstico regulamentado no Brasil pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que adota os testes ELISA (triagem) e <em>Western Blotting</em> (confirmação). A partir de 2023, com a Portaria MAPA nº 593, a presença de sinais clínicos passou a ser exigida para confirmação. Fatores de confundimento dificultam a diferenciação entre infecções por <em>B. mallei</em> e <em>B. pseudomallei</em>. A resposta clínica à infecção varia entre espécies da família <em>Equidae</em>: cavalos tendem à forma crônica, enquanto muares e asininos apresentam formas agudas. A qualificação dos métodos diagnósticos, a compreensão da epidemiologia e a diferenciação entre as espécies de <em>Burkholderia</em> são essenciais, considerando a virulência, transmissão ambiental e o papel de portadores assintomáticos. Este estudo investigou a sororreatividade para <em>B. mallei</em> em equinos no Rio Grande do Sul (RS) entre 2020 e 2023, associando dados clínicos, distribuição geográfica e movimentação animal. Foram analisadas 199 amostras com resultado soropositivo, correlacionadas à localização e presença de sinais clínicos. A metodologia incluiu seleção de casos positivos, análise clínica e elaboração de um mapa de movimentação por mesorregiões. Os resultados indicam a presença de cavalos soropositivos, com destaque para a Região Metropolitana de Porto Alegre, onde há elevada concentração de movimentação de equinos e alta densidade populacional, um cenário favorável à possível característica endêmica da doença. A expressiva proporção de animais assintomáticos expõe fragilidade nos critérios diagnósticos atuais, reforçando a necessidade de estratégias de vigilância mais sensíveis, integradas e territorialmente orientadas.</p>2026-04-16T01:38:55+00:00Copyright (c) 2026 Science and Animal Healthhttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/veterinaria/article/view/31054Surtos de meningite por Streptococcus suis sorotipo 1/2 em leitões de creche e terminação relacionados ao estresse térmico2026-05-27T15:12:02+00:00Paulo Ricardo Centeno Rodriguespaulo.rodrigues@bento.ifrs.edu.brJamile Cristina Deola Sadajamile.sada@sertao.ifrs.edu.brDomênico Weber Chagasdomenico.chagas@ibiruba.ifrs.edu.brMarleide Costa Canizaresmarleide.canizares@bento.ifrs.edu.brAugusto Reis De Paulaaugustoreis7@yahoo.com.brJean Carlo Olivo Menegattmenegattjean2@gmail.comSaulo Petinatti Pavarinisauloppvet@yahoo.com.br<p>O Brasil é um dos grandes produtores e exportadores de carne suína. A elevada condição sanitária do rebanho coloca o país em destaque no cenário mundial. Dentro dessa perspectiva, cresce de importância a prevenção e o controle de doenças que possam afetar a cadeia produtiva da suinocultura. <em>Streptococcus suis</em> é uma bactéria Gram-positiva causadora de enormes prejuízos a atividade suinícola, elevando os custos com prevenção, tratamento, além das perdas por sequelas e mortes. Este trabalho tem como objetivo relatar quatro surtos de meningite estreptocócica em uma criação de suínos de ciclo completo no munícipio de Bento Gonçalves, estado do Rio Grande do Sul, Brasil, durante o ano de 2025. Em todos os casos os sinais neurológicos foram preponderantes (decúbito lateral, vocalização intensa, tremores musculares, movimentos de pedalagem e convulsões). As lesões macroscópicas (encéfalo com acentuada hiperemia difusa em vasos das leptomeninges com espessa camada de fibrina em região ventral de tronco encefálico e cerebelo), microscópicas (leptomeningite fibrinossupurativa acentuada e difusa) e o isolamento do agente confirmaram o diagnóstico. A taxa de morbidade variou de 0,8 a 3,2%, a mortalidade de 0,0 a 2,4%, e a letalidade de 0,0 a 100%. A queda da temperatura do ar variou de 15,02 a 7,90 <sup>o</sup>C entre a tarde do dia anterior e a manhã do dia dos surtos, evidenciando a importância do estresse térmico como fator predisponente na gênese da enfermidade.</p>2026-05-26T20:09:02+00:00Copyright (c) 2026 Science and Animal Healthhttps://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/veterinaria/article/view/30827Defeitos morfológicos dos espermatozoides de garanhões: avaliação e interpretação clínica2026-06-27T14:32:44+00:00Giovanna Helena da Silva Thierghsthier@gmail.comBruna da Rosa Curciocurciobruna@hotmail.comIsadora Paz Oliveira dos Santosisadorapazoliveirasantos@gmail.comCarlos Eduardo Wayne Nogueiracewnogueira@gmail.com<p>A avaliação da morfologia espermática é uma ferramenta fundamental no diagnóstico e prognóstico da fertilidade de garanhões. Este trabalho teve como objetivo abordar os principais aspectos relacionados à análise da morfologia espermática, destacando sua importância na avaliação da qualidade seminal e na predição da capacidade reprodutiva. Esse exame permite identificar e classificar alterações estruturais nos espermatozoides em defeitos maiores e menores, os quais impactam diretamente a função celular e a capacidade fecundante. Diversos fatores, como idade, estresse térmico, distúrbios testiculares e manejo inadequado, afetam significativamente a morfologia espermática. Apesar dos avanços em exames complementares, a análise morfológica associada aos parâmetros seminais convencionais permanece essencial na avaliação reprodutiva e na definição de estratégias para otimizar a fertilidade em garanhões.</p>2026-06-27T14:32:41+00:00Copyright (c) 2026 Science and Animal Health