REPRESENTAÇÕES DA IMPERATRIZ NOS BARALHOS DE TARÔ

Mirna Xavier Gonçalves, Lauer Alves Nunes dos Santos

Resumo


O presente trabalho visa abarcar as alterações na visualidade das cartas de tarô ao longo da história. O tarô é constituído de 78 cartas e é que atualmente é utilizado por esotéricos e espiritualistas como ferramenta oracular, e ele surge em meados do século XV, possuindo então características técnicas e estéticas que representam o seu tempo: produção artesanal, simbologia amplamente cristã, nenhum caráter divinatório.  Ao longo dos anos as mesmas características se adaptam aos seus meios de produção – gravura, mídias digitais – sua cultura – influências da cultura popular, símbolos da iconografia da história da arte, poéticas pessoais das ilustradoras – e especialmente à sua função – baralho de jogo, oráculo, item de colecionador – fazendo do tarô um objeto adaptável ao seu contexto. Neste estudo, será abordada a carta “A Imperatriz”, em sete versões diferentes, e sua visualidade sob a lente da iconografia, iconologia e semiótica, focando na composição da imagem da carta com o passar dos séculos, bem como as escolhas das ilustradoras pesquisadas.

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DOI: https://doi.org/10.15210/sha.v0i7.13503