Chamada para publicação 2026/2
CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO EM DOSSIÊ TEMÁTICO E SEÇÕES PERMANENTES – 2026/2 – NÚMERO 21
Convidamos a comunidade acadêmica a colaborar com a Revista Discente Ofícios de Clio, dos cursos de Graduação e Pós-Graduação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A Revista é ligada ao Laboratório de Ensino de História da UFPel (LEH) e vinculada ao Departamento de História e ao Programa de Pós-Graduação em História. Possui periodicidade semestral, sendo publicada em formato online no endereço https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/CLIO/index , com ISSN 2527-0524. Na última classificação de periódicos QUALIS/CAPES divulgada, a Revista Discente Ofícios de Clio recebeu classificação B1.
Serão aceitos artigos inéditos de História ou temas afins, nas línguas portuguesa ou espanhola. O(a) autor(a) deverá ser aluno(a) de graduação ou pós-graduação, ou tê-la concluído no máximo há seis meses no momento do envio. A Revista Discente Ofícios de Clio é dividida em quatro seções. A primeira delas constitui-se de um dossiê temático, para o qual são convidados/as a participar, na condição de proponentes, doutorandos (as). A segunda seção é composta por artigos livres. A terceira seção é específica para área de Ensino de História e afins, contemplando reflexões teóricas sobre as práticas e experiências de ensino, tais como trabalho com monitorias, atividades do PIBID, estágios, experiências em Educação Patrimonial, etc. A quarta seção da revista é composta por resenhas de obras publicadas em língua portuguesa ou estrangeira (dentro do prazo máximo de três anos desde a primeira edição). A atual chamada destina-se a todas as seções da Revista, estando aberta entre as datas de 07 de setembro a 31 de outubro de 2026.
Para nosso vigésimo primeiro número, a ser publicado no segundo semestre de 2026, estamos efetuando a chamada para o Dossiê Mutações de Clio: entrelaces entre a História Pública Digital e a prática historiográfica, sob proposição dos doutorandos Daniel Ferreira da Silva (UEM) e Gabriel Antonio Butzen (UFOP).
O digital transforma os modos de pensar, produzir, consumir e divulgar história, questão que Roy Rosenzweig(2022) já formulava em "Clio Conectada" e que permanece central passadas cerca de 25 anos, diante de um público que hoje recorre a recursos visuais, audiovisuais e sociais para elaborar suas próprias narrativas do passado. É nesse cenário que se consolida a História Pública Digital, campo situado numa interseção produtiva: não se confunde inteiramente com a História Pública tradicional (Noiret, 2016), baseada em questões de autoridade e engajamento do grande público, tampouco se reduz à História Digital, caracterizada pelas análises quantitativas e digitalização de acervos. Trata-se de um campo que, ao mesmo tempo em que a web 2.0 democratiza as narrativas históricas, fragiliza o distanciamento crítico ao converter memória em emoção imediata, incorporando ferramentas como bancos de dados, georreferenciamento e mineração de dados para mediar memórias em rede, expandindo as contribuições metodológicas sistematizadas por Anita Lucchesi (2025). Essa realidade impõe a necessidade de refletir sobre a formação do historiador (profissão regulamentada no Brasil em 2020), mas cujo papel social ainda suscita dúvidas, dado que, no ambiente digital, qualquer indivíduo que narre o passado pode ser publicamente chancelado como tal. Os dados de Silva (2025) revelam um cenário formativo concentrado na docência: das 68 universidades federais brasileiras, 58 oferecem licenciatura em História, mas apenas 27 também oferecem o bacharelado) o que torna urgente refletir sobre os caminhos da História Pública Digital diante de linguagens como jogos, vídeos, podcasts e memes. Afinal, o público não depende do historiador profissional para compartilhar suas noções sobre o passado — ele não difunde a História acadêmica em sentido científico, mas expressões de sua própria historicidade. Nesse sentido, o presente dossiê pretende reunir artigos que abordam a História Pública Digital como um quarto eixo estruturante do campo histórico, organizados em torno de quatro eixos temáticos: Metodologias e Produção de Mídias Digitais; Disputas Narrativas e a Mutação da Cultura Histórica; Novas Linguagens e Ressignificação da História; e Práticas Docentes e Educação Básica.
As Normas e o Regimento da Revista encontram-se no site (https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/CLIO/index). Os artigos devem ser inéditos e seu conteúdo é de responsabilidade do (a) autor (a). Informações adicionais podem ser solicitadas por meio do e-mail oficiosdeclio@gmail.com. A submissão de artigos se dará por intermédio do site da Revista: https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/CLIO/about/submissions e do envio simultâneo para o e-mail oficiosdeclio@gmail.com. Lembramos que o não envio do trabalho ao e-mail acima acarreta na não recepção e, consequentemente, não avaliação do manuscrito. Essa edição contará com um template específico (https://docs.google.com/document/d/1EpofdpYEVesVEo9eXrZlH4joZkb5RcMd/edit?usp=sharing&ouid=101320473337435698097&rtpof=true&sd=true), disponibilizado através do site da Revista e de suas redes sociais. Artigos fora das normas ou que não utilizem o template não serão considerados.
O período de recebimento dos artigos, para essa edição, será até o dia 31/10/2026.
Solicitamos ampla divulgação entre seus contatos.
A Editoria da Revista Discente Ofícios de Clio.
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