Biopolítica e Medicalização: articulações entre o saber médico e o saber pedagógico

Camila Francisca da Rosa, Carlos Augusto Ferreira Kopp

Resumo


A educação é entendida como espaço privilegiado de regulação e captura de sujeitos dada a sua abrangência em atingir a globalidade, ou seja, uma importante estratégia para o governamento biopolítico – o governo sobre a vida do corpo-espécie da população. O artigo objetiva analisar a relação entre os saberes pedagógico e médico na constituição do sujeito-aluno, visto que cada vez mais a medicalização dos jovens sobre a égide discursiva do melhoramento da aprendizagem tem gerado efeitos constituidores dentro do espaço escolar, na prática docente e na constituição dos sujeitos inseridos nesse espaço. Como corpus discursivo deste trabalho, foram analisados o programa Saúde na Escola e reportagens da Revista Nova Escola, para entendermos a produção de sujeitos constituídos na relação entre saber médico e saber pedagógico.


Palavras-chave


biopolítica; medicalização; neoliberalismo

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DOI: http://dx.doi.org/10.15210/caduc.v0i60.12371