A MORTE MORAL E A ECONOMIA DOS DESEJOS NO EMÍLIO DE ROUSSEAU

Natalia Maruyama

Resumo


A antropologia elaborada por Rousseau no Emílio faz parte de um projeto de restauração moral. Quando se volta à análise das paixões, às concepções de liberdade, força e virtude e à fundamentação dos sentimentos morais, o autor esboça a economia dos desejos. Cabe-nos chamar atenção para os aspectos políticos implicados nessas concepções, o que nos permite tratá-las em toda a sua materialidade, e não apenas como peças de um sistema de pensamento abstrato. Assim, tanto os sentimentos morais, como as paixões e os desejos, e a própria concepção de vontade, são examinados, mas não apenas em seu sentido estritamente moral. Levados aos extremos da moralidade, mostram-nos o vínculo entre o físico e o espiritual, mas indicam também um ponto de ruptura nas manifestações da voz da consciência, regressão que caracteriza o que chamamos de morte moral.

Palavras-chave


Iluminismo; moral; liberdade; paixões; Rousseau.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15210/dissertatio.v29i0.8827

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