Eu Empregada Doméstica: Heranças, Resistências e Enfrentamentos das Trabalhadoras Domésticas no Brasil

Luciana de Oliveira Dias, Lyzyê Inácio Almeida

Resumo


Este artigo resulta de um estudo interdisciplinar de processos de resistência às violações de direitos de trabalhadoras domésticas no Brasil, processos estes conduzidos por movimentos sociais e políticos liderados por mulheres negras. Complementarmente, as resistências e enfretamentos das trabalhadoras domésticas foram lidos por meio de relatos retirados da página do Facebook - Eu Empregada Doméstica. Esses relatos indicam que as trabalhadoras domésticas foram e ainda são destituídas de poder e direitos, sendo a profissão um dos legados atualizados do período escravocrata. Inicialmente recorremos a uma descrição de fragmentos de vidas, como de Dona Laudelina, que informam uma narrativa insurgente das trabalhadoras domésticas, seus enfrentamentos, heranças e lutas por direitos trabalhistas e humanos. Seguimos a escrita com uma análise reflexiva dos relatos publicamente disponibilizados na página Eu Empregada Doméstica que contam sobre o dia a dia das trabalhadoras domésticas na casa dos patrões. O eixo das reflexões realizadas, que considerou a intersecção entre racismo e machismo, esteve situado nos processos de engajamento e subalternização das trabalhadoras domésticas, majoritariamente negras, no Brasil.

Palavras-chave


Trabalhadoras Domésticas; Facebook; Direitos Humanos; Mulheres Negras.

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DOI: https://doi.org/10.15210/tes.v9i1.19297

 

TESSITURAS | Revista de Antropologia e Arqueologia

Programa de Pós-Graduação em Antropologia  | Universidade Federal de Pelotas

 

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