Ditadura militar, lesbianidade e memória no Brasil
reflexões a partir do relatório final da Comissão Nacional da Verdade
Resumo
O artigo analisa a relação entre ditadura militar, lesbianidade e memória no Brasil, a partir do capítulo Ditadura e homossexualidades, do Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade (CNV). Primeiro, discute como a narrativa produzida pela CNV tratou a repressão a pessoas LGBT+, enfatizando quatro eixos: discurso homofóbico, discriminação no trabalho, censura cultural e violência policial. Em seguida, analisa o caso das lésbicas, cuja memória cristaliza-se em torno de três marcos: a censura à escritora Cassandra Rios, a Operação Sapatão e o Levante do Ferro’s Bar. Argumenta-se que tais memórias permanecem limitadas, fruto tanto dos impasses da CNV quanto de lacunas historiográficas, evidenciando-se a necessidade de maior investigação sobre experiências lésbicas durante a ditadura. Destaca-se a contribuição do ativismo lésbico e da produção acadêmica recente na elaboração dessas memórias.
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Copyright (c) 2026 Julia Aleksandra Martucci Kumpera

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