Coletivos negros como sinônimo de permanência para estudantes negros da Universidade Federal de Pelotas

  • Milene do Nascimento Pereira Universidade Federal de Pelotas
Palavras-chave: Coletivos negros, Permanência, Políticas afirmativas, Racismo institucional, Fortalecimento identitário

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar a atuação dos coletivos negros presentes na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e sua relação com a permanência de estudantes negros no ensino superior. A pesquisa possui uma metodologia qualitativa, de caráter descritivo, e foi desenvolvida a partir do mapeamento de oito coletivos negros existentes na instituição, no ano de 2024, utilizando formulário online como instrumento de coleta de dados, preenchido por integrantes dos próprios coletivos. A partir da análise dessas informações e do diálogo com a bibliografia sobre movimento negro, políticas afirmativas e racismo institucional, o texto discute como esses coletivos se constituem enquanto espaços de acolhimento, organização política, enfrentamento ao racismo e fortalecimento identitário no contexto universitário. Argumenta-se que tais experiências coletivas desempenham papel central na sustentação das trajetórias acadêmicas de estudantes negros, ao criar um espaço de pertencimento em um ambiente historicamente excludente.

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Biografia do Autor

Milene do Nascimento Pereira, Universidade Federal de Pelotas

Graduanda de Licenciatura em História pela Universidade Federal de Pelotas. Membro-fundadora do Coletivo Preto Beatriz Nascimento. E-mail: millene348nascimento@gmail.com .

Publicado
2026-03-30
Como Citar
do Nascimento Pereira, M. (2026). Coletivos negros como sinônimo de permanência para estudantes negros da Universidade Federal de Pelotas. Revista Discente Ofícios De Clio, 10(19), 578-594. https://doi.org/10.15210/clio.v10i19.31316