Cobertura Previdenciária, Juventude e Pobreza no Brasil

Paulo Tafner, Carolina Botelho, Rafael Erbisti

Resumo


Apesar de ainda ser um país jovem, iniciando um processo de envelhecimento, os gastos com a seguridade social no Brasil, com relação ao PIB, é alto, como nas sociedades demograficamente mais maduras. Alguns pesquisadores justificam o alto custo do sistema de pensões como redutor de dois fatores: (a) o caráter distributivo da seguridade social brasileira, sendo fundamental na redução da pobreza individual e familiar e; (b) o escopo amplo e cobertura do seu sistema de pensões. Na verdade, a eficácia da segurança, como a redução da pobreza, foi relevante até 2002, mas perdeu a eficiência depois. Por outro lado, analisando os dados disponíveis na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD / IBGE), verifica-se que crianças, jovens e adultos jovens têm baixa cobertura previdenciária direta e também são os grupos mais afetados pela pobreza e pela extrema pobreza no Brasil. A baixa cobertura desses grupos é uma das razões por que o instrumento tenha perdido força na luta contra a pobreza e a pobreza extrema. Dadas essas questões, a pesquisa tem como objetivo contribuir para o debate sobre o sistema de seguridade social brasileiro, apontando o caminho a seguir para a construção de políticas públicas específicas para crianças, jovens e jovens adultos no Brasil.

Palavras-chave


Previdência social no Brasil; pobreza; juventude; políticas públicas

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DOI: https://doi.org/10.15210/rsulacp.v1i2.2720

DOI (PDF): https://doi.org/10.15210/rsulacp.v1i2.2720.g2460

Indexação: Clase - Citas Latinoamericanas en Ciencias Sociales y Humanidades; DOAJ; Latindex.

 

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ISSN 2317-5338

 


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