Agora é o Momento de Falar de Cada Um de Nós: A Escrita Como um Lugar de Agência para os Sobreviventes dos Centros Clandestinos de Detenção da Última Ditadura Civil-Militar Argentina (2000-2009)

Marcos Tolentino

Resumo


A partir dos anos 2000, notamos na Argentina a publicação recorrente de livros escritos por sobreviventes dos centros clandestinos de detenção que funcionaram no país entre 1975 e 1983. A sua publicação ocorre em um momento em que os testemunhos dos sobreviventes foram além da meta punitiva, valorizando as suas vivências pessoais e as suas subjetividades. A literatura se converte assim em um lugar de agência para esses indivíduos que encontram, através da escrita, uma forma de intervenção ativa na produção de memórias no presente e de ressignificação da situação-limite do desaparecimento e dos seus efeitos sobre suas trajetórias. O objetivo deste artigo é apresentar alguns desses livros, analisando principalmente a importância apontada por seus autores no ato de escrever para a superação de traumas do passado e dos estigmas sociais e políticos do presente relativos à condição de ser um ex detenido-desaparecido da última ditadura civil-militar argentina. 

Palavras-chave


Argentina; ditadura civil-militar; literatura; memória; sobreviventes.

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DOI: https://doi.org/10.15210/rsulacp.v2i2.4713

DOI (PDF): https://doi.org/10.15210/rsulacp.v2i2.4713.g4053

Indexação: Clase - Citas Latinoamericanas en Ciencias Sociales y Humanidades; DOAJ; Latindex.

 

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ISSN 2317-5338

 


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