Educação com rosto de mulher: as práticas feministas e de educação ambiental da Marcha Mundial das Mulheres

  • Jheiny Carolina Amarante de Souza Universidade Federal de Santa Maria
  • Natalia Lampert Batista Universidade Federal de Santa Maria
Palavras-chave: Educação Ambiental Feminista, Marcha Mundial das Mulheres, Educação, Feminismo, Educação Ambiental

Resumo

A educação tem um papel transformador na vida das pessoas e, neste trabalho, destaca-se sua importância na vida das mulheres e nos desafios que enfrentam em seus territórios. Diante da exploração desenfreada da natureza, torna-se urgente refletir sobre nossa relação com o meio ambiente por meio de uma Educação Ambiental que incorpore os saberes das mulheres. Nesse contexto, propõe-se uma Educação Ambiental Feminista, fundamentada nas vivências femininas e nos saberes tradicionais, como forma de resistência e transformação social. O trabalho analisa as práticas da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) com o objetivo de compreender como a organização constrói ações de Educação Ambiental e feminismo. Especificamente, busca-se identificar as ações da MMM nesse campo, analisar os fatores que impulsionam tais práticas e inventariar as iniciativas em diferentes escalas territoriais: internacional, latino-americana e brasileira. A pesquisa, de abordagem qualitativa, utilizou Análise Textual Discursiva, entrevistas semiestruturadas e observação no 3º Encontro Nacional da MMM (2024). Os dados mostram que a MMM desenvolve uma Educação Ambiental Feminista integrada aos saberes dos povos tradicionais e das mulheres em seus territórios, promovendo práticas como hortas solidárias, mobilizações comunitárias e formações políticas. Essas ações abordam a ecodependência, enfrentam opressões patriarcais, racistas, coloniais e capitalistas, e propõem novas formas de relação com a natureza. Conclui-se que a MMM está construindo uma Educação Ambiental Feminista comprometida com a autonomia das mulheres e com a transformação das relações entre corpos, territórios e natureza, rumo à construção de um mundo mais justo.

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Biografia do Autor

Jheiny Carolina Amarante de Souza, Universidade Federal de Santa Maria

Graduada em Geografia pela UFSM e mestranda em Geografia pelo PPGGEO-UFSM. 

Natalia Lampert Batista, Universidade Federal de Santa Maria

Professora docente do PPGGEO-UFSM

Publicado
2026-06-28
Como Citar
Amarante de Souza, J. C., & Lampert Batista, N. (2026). Educação com rosto de mulher: as práticas feministas e de educação ambiental da Marcha Mundial das Mulheres. Geographia Meridionalis, 9, e0260005. https://doi.org/10.15210/gm.v9i.29414