Reflexões sobre as políticas de ações afirmativas: estaria eu, confinado numa Geografia branca?
Resumo
Este manuscrito foi motivado por uma experiência pessoal e por duas questões, a saber: o debate das Ações Afirmativas e sua aplicação nas Pós-Graduações tem sido motivo de reflexão na Geografia brasileira? E qual é o atual estágio dos Programas de Pós-Graduação em Geografia das universidades federais da região Sul, no que tange as Ações Afirmativas para permanência de estudantes negros/as? Na tentativa de respondê-las, me amparei nos seguintes procedimentos metodológicos: i) pesquisa documental, em específico, legislações disponibilizadas em sítios eletrônicos; ii) pesquisa bibliográfica em livros físicos e artigos publicados em periódicos eletrônicos e/ou disponíveis em plataformas como SciELO e REDALYC; iii) análise dos dados documentais e bibliográficos sob os pressupostos da análise de discurso; iv) redação do texto em formato de artigo. Concebo aqui uma escrita engajada com os princípios das Geografias Negras e Feministas que defendem a importância e o exercício de um saber-fazer geográfico corporificado. Assim sendo, o objetivo é rasurar algumas ideias e críticas tendo no horizonte o estabelecimento de um currículo e uma representação individual-coletiva, na Geografia, que seja racialmente autodefinida. Ao final, sugiro algumas táticas e estratégias para quem, assim como eu, deseja escapar da lógica vigente.
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