A EDUCAÇÃO AMBIENTAL, EDUCAÇÃO POPULAR E GÊNERO REFLETINDO SOBRE EXPERIÊNCIAS FEMINISTAS TRANSFORMADORAS
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Resumo
Este artigo analisa a interseção entre Educação Ambiental Crítica e Educação Popular a partir de uma perspectiva feminista e decolonial. A investigação foca em como o protagonismo de mulheres pescadoras artesanais constrói alternativas de resistência ao modelo neoliberal-extrativista, examinando dois casos paradigmáticos na América Latina: o coletivo Pañuelos en Rebeldía (Argentina), que articula arte, feminismo e formação política; e o Projeto de Educação Ambiental PEA FOCO (Brasil), que promove o empoderamento, a organização comunitária e o reconhecimento profissional de mulheres na cadeia produtiva da pesca no Norte Fluminense. A metodologia, de caráter qualitativo, fundamenta-se em revisão bibliográfica crítica e análise teórica de experiências concretas, ancoradas no pensamento de Freire, Korol e Leff. Os resultados demonstram que a integração entre pedagogias feministas, economia solidária e defesa territorial não apenas visibiliza e valoriza os saberes tradicionais femininos, mas também gera formas concretas de organização contra-hegemônica. Conclui-se que a participação ativa de mulheres – sobretudo negras, indígenas e em condição de vulnerabilidade social – é fundamental para a construção de uma justiça socioambiental que enfrente, simultaneamente, o patriarcado, o racismo e a exploração capitalista da natureza.
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Referências
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