AMBIENTES DE PARTURIÇÃO

Uma linha do tempo e seus impactos simbólicos, físicos e culturais

  • Monique Denoni
  • Natalia Naoumova
  • Laura Silveira Sarturi
  • Gabriela Schranck Pacheco
Palavras-chave: ambiente de parto, humanização, arquitetura hospitalar, saberes ancestrais, ambiência

Resumo

O artigo analisa a evolução dos ambientes de parturição, destacando a influência dos espaços físicos na experiência do parto e na promoção do cuidado humanizado. A partir de uma revisão não sistemática da literatura, o estudo percorre desde os saberes ancestrais ligados ao parto natural até a consolidação do modelo hospitalar biomédico. No Brasil, observa-se o apagamento de práticas tradicionais em favor de uma assistência tecnicista, marcada por intervenções e controle sobre o corpo feminino. Com o avanço de políticas públicas como a Rede Cegonha e a Política Nacional de Humanização, intensificam-se debates sobre ambiência, conforto e protagonismo da mulher. A arquitetura, nesse contexto, passa a ser compreendida como parte integrante da assistência. Conclui-se que a qualificação dos espaços de parturição deve considerar não apenas critérios técnicos e sanitários, mas também as dimensões subjetivas, simbólicas e afetivas da experiência do nascimento.

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Publicado
2026-02-13
Como Citar
DENONI, M.; NAOUMOVA, N.; SARTURI, L.; PACHECO, G. AMBIENTES DE PARTURIÇÃO: Uma linha do tempo e seus impactos simbólicos, físicos e culturais. PIXO - Revista de Arquitetura, Cidade e Contemporaneidade, v. 10, n. 36, p. 186-199, 13 fev. 2026.
Seção
Artigos e Ensaios