A PERSISTÊNCIA DA COLONIALIDADE DO PODER NA UNIVERSIDADE PÚBLICA

Entre o silenciamento e a resistência

  • Sandreia Fonseca
Palavras-chave: colonialidade do poder, epistemologias do sul, pensamento decolonial

Resumo

Neste artigo, discuto como universidades públicas reproduzem estruturas coloniais, perpetuando desigualdades e epistemicídios ao deslegitimar saberes não europeus. Apoio-me na concepção de colonialidade do poder, proposta por Aníbal Quijano, que revela como a hierarquia racial e o saber eurocêntrico influenciam quem ensina, o que se ensina e quais conhecimentos são valorizados. Apesar de avanços como ações afirmativas e cotas, a diversidade ainda enfrenta resistências enraizadas nas relações históricas entre Norte e Sul globais. Argumento que incluir sujeitos marginalizados não é suficiente; é preciso romper com fundamentos coloniais da universidade, repensando currículos, práticas pedagógicas e formas de gestão. A pesquisa, de caráter bibliográfico e documental, baseia-se em revisão crítica sobre colonialidade, epistemicídio e pedagogia decolonial. Concluo que o pensamento decolonial oferece uma alternativa transformadora, articulando teoria e prática no enfrentamento da exclusão e na construção de novos modos de produzir e viver o conhecimento.

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Publicado
2026-02-13
Como Citar
FONSECA, S. A PERSISTÊNCIA DA COLONIALIDADE DO PODER NA UNIVERSIDADE PÚBLICA: Entre o silenciamento e a resistência. PIXO - Revista de Arquitetura, Cidade e Contemporaneidade, v. 10, n. 36, p. 170-185, 13 fev. 2026.
Seção
Artigos e Ensaios