MOBILIDADE COMO ATO POLÍTICO
Cicloativismo e a reconfiguração do espaço público
Resumo
Este artigo analisa o cicloativismo como prática insurgente frente à hegemonia do urbanismo rodoviarista no contexto do Capitaloceno. A partir de abordagem bibliográfica crítica e análise documental de coletivos como Bike Anjo, CicloCidade, Ameciclo e Pedalinas, investiga-se como essas ações reconfiguram o espaço público por meio de ocupações, bicicletadas e redes de apoio. Os resultados evidenciam que o cicloativismo produz comuns urbanos e tensiona o planejamento oficial, propondo cidades mais justas e ecológicas. Conclui-se que a mobilidade urbana, enquanto ato político, constitui campo fundamental de disputa no Capitaloceno.
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