FOTOGRAFIA COMO MEMÓRIA E AFETO
Escutas fotográficas entre a presença e a ausência do meu avô no Capitaloceno
Resumo
Este ensaio visual e textual, situado no contexto do Capitaloceno, utiliza fotografias de acervo familiar para explorar a memória e o afeto ligados à arquitetura e ao ofício de Valdemar Santiago, um carpinteiro negro e agricultor, avô da autora, que viveu a maior parte de sua vida em Castro Alves, Bahia. O trabalho surge da necessidade de manter viva sua memória e de ressignificar a sua vida e o seu trabalho, tendo como objetivo tratar a fotografia como uma ferramenta metodológica para ler vestígios urbanos e cotidianos. Metodologicamente, selecionou-se e analisou-se fotografias de acervo pessoal, dialogando com autores como Berger, Rolnik, Halbwachs e Moore. Como resultado, o trabalho denuncia a invisibilidade acadêmica imposta aos saberes populares e à autogestão da moradia, que caracterizam grande parte das experiências urbanas que moldam as cidades. O ensaio contribui para o debate sobre o direito à cidade e o direito à memória no Capitaloceno.
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