HABITAR A TERRA
Cosmotécnicas frente à des-futurização do design moderno
Resumo
Em meio à crise socioambiental contemporânea, o horizonte de expectativas converge para o signo da catástrofe ecológica que caracteriza o habitar nos tempos do Antropoceno. Nesse contexto, o artigo propõe uma reflexão sobre o papel ontológico do design, demonstrando como as práticas modernas de projeto e suas formas de ocupação da terra participam da destruição de futuros, além de investigar ontologias do design enraizadas em cosmotécnicas que desvelem outros designs possíveis. O texto estrutura-se em duas abordagens. Primeiro, discute os conceitos de des-futurização e capitalismo de catástrofe, tomando as inundações no Rio Grande do Sul (2024) como fio condutor para elucidar como o design moderno opera enquanto gerador de insustentabilidade. Segundo, reflete sobre o conceito de cosmotécnica, em diálogo com as experiências agroecológicas do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e da Teia dos Povos, no intuito de entrever outros modos de projetar e habitar a terra.
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