O MURAL DE GRAFITE COMO DISPOSITIVO URBANO QUE REORGANIZA PERCEPÇÕES
Resumo
O estudo discute o mural de grafite como dispositivo capaz de reorganizar percepções e disputas simbólicas na paisagem urbana contemporânea. A partir de casos como o Mural da Luz, o mural “Salve o Tapajós” e intervenções de artistas como Mundano, Criola e Tec, analisa como obras de grande escala operam entre políticas públicas, comunicação institucional, ativismos e economias simbólicas. A articulação teórica com Jacques Rancière, Sharon Zukin e Néstor García Canclini permite compreender como essas produções modificam regimes de visibilidade, tensionam sensibilidades dominantes e revelam disputas estéticas, sociais e políticas que moldam o espaço público. Os murais são apresentados como operadores críticos que condensam conflitos e negociam sentidos na cidade contemporânea.
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