A CIDADE QUE SE DESENHA EM NARRATIVAS

Escutas cotidianas e lugares de afeto como caminhos para compreender o urbano

  • Vitor Maciel de Britto Cunha
  • Sofia Vezzaro Taiarol
Palavras-chave: narrativas urbanas, cidade contemporânea, cartografias, espaços livres públicos

Resumo

Em um contexto marcado pela homogeneização das experiências urbanas, este artigo investiga como narrativas cotidianas podem ampliar a compreensão da cidade contemporânea para além de suas representações dominantes. A partir de conversas corriqueiras realizadas em São Lourenço (MG), articuladas a práticas cartográficas, instrumentos de Avaliação Pós-Ocupação e mosaicos de percepções e narrativas elaborados por meio de croquis, buscou-se compreender como diferentes sujeitos constroem lugares de afeto e atribuem sentidos ao território. Os resultados revelam que, para além da imagem turística amplamente difundida da cidade, emergem narrativas vinculadas ao trabalho, ao esporte, à espiritualidade, às memórias e às relações de convivência. Essas experiências evidenciam que os lugares são produzidos por múltiplas temporalidades e formas de habitar, coexistindo com discursos hegemônicos sobre o espaço urbano. Ao valorizar a escuta e as experiências vividas, o estudo contribui para deslocar leituras simplificadas da cidade e ampliar as reflexões sobre outras formas de compreender e planejar o urbano contemporâneo.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2026-10-15
Como Citar
MACIEL DE BRITTO CUNHA, V.; VEZZARO TAIAROL, S. A CIDADE QUE SE DESENHA EM NARRATIVAS: Escutas cotidianas e lugares de afeto como caminhos para compreender o urbano. PIXO - Revista de Arquitetura, Cidade e Contemporaneidade, v. 10, n. 38, p. 58-75, 15 out. 2026.