O PIXO COMO AÇÃO DE ATIVAÇÃO, REATIVAÇÃO E TRANSGRESSÃO DE LUGARES

  • Giesse Monteiro Alves de Andrade
  • Igor Guatelli
Palavras-chave: pixo, profanação, resistência urbana, apropriação urbana, Maio 1968

Resumo

A cidade é um corpo maculado pelo pixo, principalmente tratando-se de monumentos considerados sagrados e icônicos, que passam a ser reputados como arruinados. Há uma inquietante melancolia da rebeldia advinda desses atos transgressores que muitas vezes antecipam o arruinamento do monumento alterando a suposta integridade do patrimônio urbano. Revisitando Maio de 1968, este artigo analisa o pixo em São Paulo como prática contemporânea de protesto e afirmação política das minorias. À luz do debate sobre justiça territorial, interpreta-se o pixo na capital paulista como ato insurgente que evidencia as tensões entre o direito à cidade e opera como ferramenta de luta social que ressignifica a produção do espaço urbano. Que reapresentações da cidade o pixo emula ao usá-la como suporte do inesperado? Colima-se compreender como o pixo e o grafite, enquanto repertórios de ações políticas informam a construção de outros futuros urbanos possíveis.

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Publicado
2026-10-15
Como Citar
MONTEIRO ALVES DE ANDRADE, G.; GUATELLI, I. O PIXO COMO AÇÃO DE ATIVAÇÃO, REATIVAÇÃO E TRANSGRESSÃO DE LUGARES. PIXO - Revista de Arquitetura, Cidade e Contemporaneidade, v. 10, n. 38, p. 288-307, 15 out. 2026.