O PIXO COMO AÇÃO DE ATIVAÇÃO, REATIVAÇÃO E TRANSGRESSÃO DE LUGARES
Resumo
A cidade é um corpo maculado pelo pixo, principalmente tratando-se de monumentos considerados sagrados e icônicos, que passam a ser reputados como arruinados. Há uma inquietante melancolia da rebeldia advinda desses atos transgressores que muitas vezes antecipam o arruinamento do monumento alterando a suposta integridade do patrimônio urbano. Revisitando Maio de 1968, este artigo analisa o pixo em São Paulo como prática contemporânea de protesto e afirmação política das minorias. À luz do debate sobre justiça territorial, interpreta-se o pixo na capital paulista como ato insurgente que evidencia as tensões entre o direito à cidade e opera como ferramenta de luta social que ressignifica a produção do espaço urbano. Que reapresentações da cidade o pixo emula ao usá-la como suporte do inesperado? Colima-se compreender como o pixo e o grafite, enquanto repertórios de ações políticas informam a construção de outros futuros urbanos possíveis.
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