ESPAÇO EM CONFLITO E ONTOLOGIAS EM DISPUTA

O impacto das megaestruturas nas comunidades Mapuche do Chile à luz do Buen Vivir

  • Nátali Roberta de Sousa Nuss
  • Rodolfo Zelada Arenas
Palavras-chave: capitaloceno, Buen Vivir, Mapuche, Chile, Parque Eólico Cuatro Vientos

Resumo

Este artigo analisa conflitos socioespaciais e ontológicos decorrentes da implantação de megaestruturas em territórios indígenas, tomando como objeto de estudo o projeto Parque Eólico Cuatro Vientos, e sua incidência sobre comunidades Mapuche no Chile. Partindo de uma abordagem de natureza teórica e exploratória, articula-se o conceito de rugosidade com as epistemologias do Sul, especificamente as noções de Buen Vivir e a colonialidade do poder. Tenciona-se investigar como a produção capitalista do espaço, pautada no desenvolvimento técnico e na extração de recursos, colide com a cosmovisão Mapuche, que o concebe como entidade sagrada, no Capitaloceno. Seus resultados apontam que as megaestruturas operam como dispositivos de violência epistêmica, perpetuando uma lógica colonial que desconsidera direitos da natureza e dinâmicas de apropriação afetiva e espiritual do espaço. Contribui-se com o campo do Urbanismo propondo uma leitura decolonial dos conflitos territoriais, que evidenciam a necessidade de se incorporar a pluriversalidade no planejamento urbano.

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Publicado
2026-07-29
Como Citar
DE SOUSA NUSS, N. R.; ZELADA ARENAS, R. ESPAÇO EM CONFLITO E ONTOLOGIAS EM DISPUTA: O impacto das megaestruturas nas comunidades Mapuche do Chile à luz do Buen Vivir. PIXO - Revista de Arquitetura, Cidade e Contemporaneidade, v. 10, n. 37, p. 66-81, 29 jul. 2026.