AGROECOLOGIA E CIDADES
Saberes ancestrais em movimento
Resumo
Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre os efeitos da colonialidade do saber nas práticas de planejamento urbano e defende a ecologia de saberes como espaço de conflito e confluência para pensar a cidade de maneira mais justa e plural. Ao reconhecer a invisibilização das epistemologias ancestrais, reivindica-se o diálogo entre saberes tradicionais e científicos como fundamento para a construção de novas formas de existência urbana. Assim, destaca-se a agroecologia como expressão concreta da ecologia de saberes ao articular princípios socioambientais de adaptação ao Antropoceno. A análise é fundamentada pelos autores Boaventura de Sousa Santos, Nego Bispo e Ailton Krenak em diálogo com pilares da agroecologia, como Bill Mollison, David Holmgren e Ana Maria Primavesi. A partir deste entrelaçamento, defende-se a construção ecológica de pontes do saber como exercício ético, político e epistemológico, orientado à criação de paisagens urbanas integradas à natureza e modos de reexistência humana e não-humana.
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