AGROECOLOGIA E CIDADES

Saberes ancestrais em movimento

  • Renata Michelon Cocco
  • André Augusto Araújo Oliveira
  • Maria Sylvia Baptista Serra
  • Tomás Antonio Moreira
Palavras-chave: ecologia de saberes, epistemologias ancestrais, agroecologia urbana, planejamento decolonial

Resumo

Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre os efeitos da colonialidade do saber nas práticas de planejamento urbano e defende a ecologia de saberes como espaço de conflito e confluência para pensar a cidade de maneira mais justa e plural. Ao reconhecer a invisibilização das epistemologias ancestrais, reivindica-se o diálogo entre saberes tradicionais e científicos como fundamento para a construção de novas formas de existência urbana. Assim, destaca-se a agroecologia como expressão concreta da ecologia de saberes ao articular princípios socioambientais de adaptação ao Antropoceno. A análise é fundamentada pelos autores Boaventura de Sousa Santos, Nego Bispo e Ailton Krenak em diálogo com pilares da agroecologia, como Bill Mollison, David Holmgren e Ana Maria Primavesi. A partir deste entrelaçamento, defende-se a construção ecológica de pontes do saber como exercício ético, político e epistemológico, orientado à criação de paisagens urbanas integradas à natureza e modos de reexistência humana e não-humana.

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Publicado
2026-02-13
Como Citar
MICHELON COCCO, R.; ARAÚJO OLIVEIRA, A. A.; BAPTISTA SERRA, M. S.; ANTONIO MOREIRA, T. AGROECOLOGIA E CIDADES: Saberes ancestrais em movimento. PIXO - Revista de Arquitetura, Cidade e Contemporaneidade, v. 10, n. 36, p. 216-233, 13 fev. 2026.
Seção
Artigos e Ensaios