CIDADE, ARQUITETURA E PRESENÇA NEGRA
Como o passeio do Batuque ocupa espaços no centro de Porto Alegre/RS
Resumo
Este artigo trata de apresentar a relação de um ritual do Batuque com a cidade de Porto Alegre e com a sua arquitetura. Esse ritual, chamado passeio, percorre, em procissão, três pontos do Centro Histórico da capital gaúcha: o Mercado Público, o Santuário Nossa Senhora do Rosário e algum ponto da orla do Guaíba. Através do trabalho de campo, de entrevistas e de pesquisas bibliográficas, torna-se evidente que o passeio é uma criação afro-gaúcha que – orientada por práticas iorubanas, pela mitologia dos orixás e pela história das pessoas negras brasileiras e porto-alegrenses – toma Porto Alegre a revelia do racismo e da gentrificação. Assim, cada espaço tem uma razão para ser visitado e, em cada um desses lugares, corpos batuqueiros negociam com arquiteturas e autoridades para colocar seu ritual em ação.
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