ÁGUA, TERRITÓRIO E MEMÓRIA

Saberes Ancestrais e a Reinvenção da Gestão Hídrica nas Cidades do Semiárido

  • Jáfia Catarina Freitas Mendes
Palavras-chave: saberes tradicionais, gestão hídrica urbana, tecnologias sociais, semiárido cearense

Resumo

Este artigo analisa a exclusão histórica dos saberes tradicionais na gestão da água nas cidades do semiárido, com foco no Ceará, e propõe sua valorização como estratégia para um urbanismo mais justo e sustentável. A partir de autores como Ailton Krenak, Nego Bispo e Boaventura de Sousa Santos, discute práticas comunitárias de convivência com a água, como cisternas, cacimbas, mutirões e proteção de nascentes, que persistem apesar das lógicas técnico-centralizadoras do planejamento urbano. Por meio de uma análise crítica da literatura especializada e de documentos oficiais, o artigo evidencia como as tecnologias sociais das comunidades tradicionais oferecem respostas efetivas às crises hídricas urbanas. A pesquisa defende a integração desses saberes nas políticas públicas e no desenho urbano, reconhecendo a água como elemento simbólico, político e territorial. Ao recuperar essas memórias vivas, contribui para a construção de cidades resilientes, enraizadas em histórias locais e abertas à diversidade dos modos de viver.

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Publicado
2026-02-13
Como Citar
FREITAS MENDES, J. C. ÁGUA, TERRITÓRIO E MEMÓRIA: Saberes Ancestrais e a Reinvenção da Gestão Hídrica nas Cidades do Semiárido. PIXO - Revista de Arquitetura, Cidade e Contemporaneidade, v. 10, n. 36, p. 300-311, 13 fev. 2026.
Seção
Artigos e Ensaios