A CIDADE PELAS BORDAS
Comida de rua em Salvador, ancestralidade e a colonialidade
Resumo
O ensaio investiga a comida de rua em Salvador-BA como prática que entrelaça saberes ancestrais, resistências históricas e disputas pelo espaço urbano. A partir do resgate do trabalho de ganho — com ênfase nas ganhadeiras — e da análise de documentos iconográficos e textuais dos séculos XIX ao XXI, evidencia-se a permanência de políticas de repressão, ordenamento e embranquecimento desses modos de habitar-rua. Ancorado na crítica à colonialidade, o trabalho argumenta que os modos ambulantes de cozinhar, vender e ocupar o espaço público operam como contra imagens da cidade moderna, abrindo fissuras em seus modelos hegemônicos de urbanidade. Este trabalho, ainda em desenvolvimento, propõe pensar a comida de rua não apenas como prática econômica, mas como práxis territorial, estética e ancestral que desafia lógicas de branquitude, ordeNamento e financeirização da paisagem.
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