SABERES SITUADOS
Diálogos entre patrimônio biocultural, insurgências epistêmicas e questões climáticas
Resumo
Este artigo discute as relações entre mudanças climáticas, patrimônio biocultural e epistemologias indígenas e quilombolas, propondo uma leitura crítica das desigualdades com as quais atravessam a crise climática. A partir de uma abordagem interdisciplinar e do diálogo com autores como Ailton Krenak e Nêgo Bispo, o texto analisa como os saberes tradicionais vêm sendo sistematicamente desconsiderados nas respostas globais à emergência climática. Como exemplo empírico, traz o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, reconhecido pelo IPHAN como patrimônio cultural, para refletir sobre sua relevância como estratégia de adaptação frente às incertezas climáticas. O artigo mobiliza discussões que se propõem contra coloniais e relatórios nacionais e internacionais, a exemplo do Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), para tensionar a ideia de desenvolvimento sustentável e destacar o papel dos povos originários na construção de outras formas de habitar a Terra.
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