A TAIPA DE MÃO COMO SABER ANCESTRAL
O Museu José Antônio Pereira e a resistência da arquitetura vernacular em Campo Grande/MS
Resumo
Este artigo propõe uma reflexão sobre a taipa de mão, técnica construtiva vernacular também conhecida como pau-a-pique, como expressão dos saberes ancestrais presentes no território sul-mato-grossense. A partir do estudo do Museu José Antônio Pereira, único exemplar remanescente em Campo Grande com essa técnica preservada, buscou-se compreender como tais práticas dialogam com o ambiente, a cultura e a memória local. A pesquisa articula os conceitos de patrimônio vernacular, oralidade e sustentabilidade, buscando destacar a importância da valorização desses conhecimentos tradicionais como forma de resistência simbólica frente à homogeneização urbana e ao apagamento cultural. Ao reconhecer a taipa de mão como herança viva, o artigo propõe um olhar decolonial sobre a arquitetura, que reposiciona os saberes populares no centro da discussão sobre o habitar contemporâneo.
Downloads
A revista se reserva o direito de efetuar nos originais alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores. As provas finais não serão enviadas aos autores. O Conselho Editorial não se responsabiliza por opiniões emitidas pelos autores dos trabalhos publicados. Os trabalhos aceitos para publicação passam a ser de propriedade da Revista PIXO, não podendo, o autor, reclamar, em qualquer época ou sob qualquer pretexto, remuneração ou indenização pela publicação. A reimpressão, total ou parcial, dos trabalhos publicados é sujeita à autorização expressa dos Editores. Obs. Cabe(m) ao(s) autor(es) as devidas autorizações de uso de imagens com direito autoral protegido (Lei nº 9610, de 19 de fevereiro de 1998), que se realizará com o aceite no ato do preenchimento da ficha de inscrição via web.
.png)