A TAIPA DE MÃO COMO SABER ANCESTRAL

O Museu José Antônio Pereira e a resistência da arquitetura vernacular em Campo Grande/MS

  • Vivianne Maria de Freitas
Palavras-chave: taipa-de-mão, pau-a-pique, arquitetura vernacular

Resumo

Este artigo propõe uma reflexão sobre a taipa de mão, técnica construtiva vernacular também conhecida como pau-a-pique, como expressão dos saberes ancestrais presentes no território sul-mato-grossense. A partir do estudo do Museu José Antônio Pereira, único exemplar remanescente em Campo Grande com essa técnica preservada, buscou-se compreender como tais práticas dialogam com o ambiente, a cultura e a memória local. A pesquisa articula os conceitos de patrimônio vernacular, oralidade e sustentabilidade, buscando destacar a importância da valorização desses conhecimentos tradicionais como forma de resistência simbólica frente à homogeneização urbana e ao apagamento cultural. Ao reconhecer a taipa de mão como herança viva, o artigo propõe um olhar decolonial sobre a arquitetura, que reposiciona os saberes populares no centro da discussão sobre o habitar contemporâneo.

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Publicado
2026-02-13
Como Citar
DE FREITAS, V. M. A TAIPA DE MÃO COMO SABER ANCESTRAL: O Museu José Antônio Pereira e a resistência da arquitetura vernacular em Campo Grande/MS. PIXO - Revista de Arquitetura, Cidade e Contemporaneidade, v. 10, n. 36, p. 360-379, 13 fev. 2026.
Seção
Artigos e Ensaios