SABERES ANCESTRAIS E FUTUROS POSSÍVEIS

Caminhos críticos para pensar Antropoceno, capitalismo e tecnologia

  • Gabriela Delisangela Andrade
Palavras-chave: Antropoceno, capitalismo tardio, saberes ancestrais, cosmologias indígenas, tecnologia, diversidade cognitiva

Resumo

Este ensaio discute as relações entre Antropoceno, capitalismo e fé tecnocêntrica, analisando como esses elementos contribuem para a paralisia política e imaginativa da contemporaneidade. Argumenta-se que o realismo capitalista e a confiança acrítica na tecnologia reforçam a naturalização do colapso socioambiental, limitando a capacidade de imaginar alternativas ao presente. Em contraponto, articulam-se saberes ancestrais, especialmente aqueles elaborados por povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, como epistemologias que tensionam as narrativas ocidentais de progresso, desenvolvimento e técnica. A partir de um método ensaístico, em diálogo com autores como Latour, Fisher, Bauman, Agamben e Bridle, e com aproximações conceituais a Krenak, Viveiros de Castro e Bispo, o texto explora convergências entre diversidade cognitiva, pluralismo ontológico e práticas tradicionais de sustentabilidade. Sustenta-se que a ancestralidade não constitui vestígio do passado, mas horizonte de futuros possíveis, capaz de reabrir caminhos para imaginar modos de existência para além da lógica destrutiva do capital.

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Publicado
2026-02-13
Como Citar
ANDRADE, G. D. SABERES ANCESTRAIS E FUTUROS POSSÍVEIS: Caminhos críticos para pensar Antropoceno, capitalismo e tecnologia. PIXO - Revista de Arquitetura, Cidade e Contemporaneidade, v. 10, n. 36, p. 408-421, 13 fev. 2026.
Seção
Artigos e Ensaios